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nov
30

Por algumas dessas horas de hoje
Horas finais de novembro
Paradinha em silêncio, penso

Na chuva que caiu
No barulho que ela fez no telhado
E o que ela lavou em mim

E o que de nós ela levou

No vento que embaraçou meus cabelos

E também meus pensamentos

E em tudo que ele trouxe

No seu trajeto Perpendicular ao Sol
Nos Instantes que valeram
E no que aprendi com eles

E no que construí neles

No que farei com os Instantes futuros

Que virão em conseqüência desses

Que foram embora junto com
As chuvas e Os ventos

Desse passado Novembro.


P.S.: Tela: Edward Hoppers, “Rooms by the sea”

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nov
30

Todo mundo gosta de ganhar presentes, eles são carinhos que sempre nos fazem feliz! E foi assim que fiquei ao receber o Prêmio “Escritores da liberdade” de minha amiguinha Carolzita do blog Gotas diárias de sentimento.
Primeiro que o selinho é super chic, meio – quase blasé, mas quando olhamos logo em seguida ele é uma coisa fofa mesmo, e de blase passa a ser… Sereno (vocês sabem que preto e branco sempre traz esse ar…rs). Carol, ameeeeeeeeeei!! Obrigada!

Mas fora as brincadeiras, liberdade é uma palavra forte e que infelizmente nem todos entendem. No caso de nós blogueiros, conta muito essa definição, uma vez que algumas pessoas confundem a palavrinha e acabam usando o veículo como meio de violência através de nossa tão querida e companheira PALAVRA. Gostei muito do prêmio pelo fato de ser a escrita uma das minhas formas preferidas de exercer Liberdade.

“Todos temos blogs pelo fato de gostarmos de escrever. Por prazer, profissionalismo, ou qualquer motivo pessoal. E a maioria gosta de escrever para liberar algum sentimento profundo, seja ele bom ou ruim. Escreve para se encontrar, para analisar a situação depois de algum tempo, ou naquela mesma hora, e também por essa paixão de por tudo no papel. E estou chamando esses blogueiros de Escritores da própria liberdade. Escritores sim, mesmo que amadores, que escrevem suas emoções, que não guardam tudo para si. Que compartilham tudo com pessoas muitas vezes estranhas (entre as conhecidas)… Escritores que admiro muito, por vários motivos, que se destacam de um jeito único, para cada uma das pessoas que os conhecem. Blogueiros que publicam a sua liberdade
de expressão.”

Passo a diante o prêmio para 5 (cinco) blogueiros:

Ivan Daniel – Revelações de Minh’Alma (o qual não só tem o nome como escreve mesmo de alma)
Élcio – Instantes ( que me encanta o tempo todo com seus sonetos)
Sérgio Ricardo – Todo seu! (mas espera ai que eu vi primeiro!!…rsrsrs)
Ral Mareco – Déjà Vu (no qual usa muito bem a liberdade como jornalista)
Xico Rocha – Aos Vivos ( vivo lá, já que sou Viva! rs)


Ai vocês acharam que eu ia cantar: “é só iso, acab
ou! Boa sorte…” Não meus lindinhos. Novembro é mesmo assim, cheio de surpresinhas gostosas mesmo no último instante…

Tem um outro Prêmio, ganhei de minha amiga Thais – Tão Diferente, que achei maravilhoso: M
ulher que Faz Pensar!


O selo parece uma daquelas propagandas de eletrodomésticos dos anos 50, 60! E amei tanto quanto o outro. E embora eu já tivesse tirado a conclusão de que eu penso, ganhar um prêmio desse, é muito gostoso, nos dá impulso a mais pra continuar escrevendo! Obrigada Thaisinha, sabe que eu não fico sem parar por aí pra pensar com você!!

Esse selinho deve ser passado a 10 mulheres, é difícil sempre escolher, mas lá vai:

Anna – A Linha;
Lia – Cotidiano;
Thais – No mezanino;
Sueli -Momentos;
Roseane – Pavulagem da Ro;
A Outra – Que não sou eu;
Kall – Tempo Meu;
Mari – Pedra da Alquimia;
Ana Paula – Cá aqui;
Carolzita – Gotas Diárias de Sentimentos.

Divirtam-se! Um maravilhoso fim de semana! Beijos

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nov
27

Os ventos de novembro são fortes
Balançam minhas quase certezas
Algumas vão embora com ele sem tristeza
Outras caem como folhas secas, sem mais sorte

Os ventos de novembro são fortes, mas gentis
Passam e tiram a poeira das prateleiras
Onde exponho minhas fraquezas
Pra que eu possa nelas ver, riquezas sutis

Os ventos de novembro são também novas Palavras
Trazem sempre novas perspectivas, como um trato:
Possibilidades de amor, peças a serem encenadas

Os ventos de novembro enchem-me de alegria
Nunca nos despedimos, deixo a porta sempre aberta
E eles vêm, secam a tinta da escrita e fecham as feridas

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nov
26


Que teus sonhos

Sejam sempre descobertas

Portas abertas

Para os outros que virão

E que neles

Sempre seja verão.


p.s.: dedico “sonhos” hoje, a duas pessoas especiais que Novembro trouxe pra mim. Sávio, meu sobrinho e Carol, minha cunhadinha. Parabéns!

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nov
26

Pra agradecer todos os desejos de felicidade que recebi! Tudo bem, que se eu não tivesse dito, ninguém saberia que era meu aniversário, mas eu sou do time das pessoas que gostam de dividir as alegrias e comemorar a existência.
Obrigrada pelo carinho!
Não resisti e coloquei aqui essa imagem que um aluno querido fez pra mim no orkut! Falem-me se não tá a coisa mais fofa?! Obrigada Alex!!
Sempre escuto as pessoas comentarem que depois do Orkut, todo mundo “lembra” o aniversário de todo mundo… E que assim, não conta. Eu penso que conta sim!! Acho maravilhoso desejar coisas boas para pessoas que só o Orkut me possibilitou ter contato novamente. Não custa nada, não é mesmo?!
Houve também uma demosntração de carinho que claro que eu achei incrível: uma amiga, a Renata, que por acaso, depois de muito tempo como amigas confidentes e etcétra também, descobri que blogava (blog Hipocráticos). E no dia 24 fez um post, o qual me dedicou. Vocês estão entendendo?, o nome do post é “Kiara”, no qual ela resolve jogar o “jogo do contente” e falar de alegria (que seria falar de mim) naquele dia, já que era um dia triste pra ela, motivo o qual ela cita no post também. Obrigada minha Amiga!! Mesmo.
E eu que pensava que tinha acabado… Minha amiga-blogueira linda Lia Noronha, me vem com uma post também dedicado pra “Euzinha” com direito a poesia e tudo em seu blog Cotidiano. Ai Lia, um muito obrigada é pouco, mas além do meu carinho e afeto é só o que eu tenho, tá bom! Obrigada demais!!!

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nov
24
Feliz Aniversário Pra Euzinha!

Existem os românticos, os empolgados… Eu fico no topo da categoria dos Apaixonados. São elas, as paixões que me movem!! Moveram-me até aqui, e cá estou euzinha, um pouco menos bochechudinha, mas ainda amando soprar velinhas, menina sempre, colorida… Vou assim, tentando fazer da mnha vida, poesia!
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nov
21


Meu Querido Novembro,

Sei que você anda chateado comigo por nunca ter feito um post só pra você.
Eu sei, eu sei, já fiz pra Junho e
Janeiro. Mas é que eu também gosto deles dois, não tanto quanto eu gosto de você, mas gosto, você sabe: junho é festa junina e eu adoro toda aquela animação, as comidas típicas, as tradições, sabe que sou ligada nessas coisas, e você sabe também que dia 24/06 é dia de São João, e euzinha fazer o mingau já é uma tradição, como soprar velinhas no 24 que vem. Pare já com esse ciúme. Ah, tem também o dia dos namorados, oras. E não venha fazer coro com aqueles que acreditam que o Dia dos Namorados é apenas mais uma data mercadológica criada pelo capitalismo, tenho que concordar com eles também, porém não sou do contra completamente, né Amado? Afinal de contas sou uma adoradora de clichês, e mesmo dizendo a tradição que o mês mais romântico é maio (o mês das noivas), prefiro acreditar que este título pertence a junho.
Sim Novembro, eu adoro Junho, ou você quer que eu minta?… Logo pra você?…

Janeiro? O que tem janeiro? Já conversamos sobre isso várias vezes, e eu não gosto de ciúmes, não gosto mesmo.
Janeiro é recomeço, é ele que me leva a sonhar que um dia a gente vai se encontrar depois de alguns outros meses no caminho, e que até aqui fiz um monte de coisinhas legal pra te contar. Ah, e vamos combinar que toda aquela história de Janeiro (do latim Januarius, de Janus, divindade romana). E que seu nome era uma homenagem ao deus Janus, filho de Apolo e da ninfa Creusa… É realmente incrível! E não adianta que daqui a pouco chega Janeiro novamente e eu vou postar sobre isso pros meus amigos verem sim!

Ah meu Querido Novembro!! A diferença está aí pra todo mundo ver, eu amo você. Amo tanto que em Novembro é quando mais eu escrevo, não sei o que fazes comigo, só sei dizer que eu saio meio do trilho e gosto de pensar que somos só, nós dois, entre nossas confidências escritas rapidamente em qualquer papelzinho pra que elas não se percam. Em alguns instantes, uns sonetos ao vento…
E a Chuva que você sempre traz? Ééé! Agora você fica ai, todo sorridente porque sabe o quanto eu adoro a Sua Chuva, a Chuva de Novembro – EI! E POR FALAR
NELA? CADÊ EIM?… Não se faça de bobo não que não é só você que pode me fazer cobranças, mas eu entendo que os homens têm feito tantas coisas ruins e sem pensar que nem você tem mais autonomia pra chover mansinho no meu telhado, mas Novembro, eu prometo que sempre falarei para as pessoas sobre o aquecimento global, juro!

Eu nasci com você me embalando, quase acabando, mas a tempo de me mostrar as acácias.
Eu perguntei outro dia para minha mãe e ela me contou que quando chegamos em casa os cachos estavam lá todos abertos, sei que foi você quem os abriu e todo
Novembro é sempre a mesma coisa. Ela também me contou que em todos esses anos, os galhos as vezes ficavam pesados demais e meu pai amarrava-os perto da janela pra que as flores nunca deixem de florir no dia do meu aniversário. Ah, obrigada! E voce sabia que as flores de Novembro são os crisântemos? É, eu também não, até ganhar semana passada um vaso e saber que são Suas Flores, amarelas como as do meu aniversário.

Hum… Sei… É contar pra eles? Posso mesmo? Olha lá, eim! Depois não diz que eu não perguntei. Humpf!
Sim, fico vermelha mesmo, e daí? Mas sei que você é o responsável por todas as minhas grandes paixões, todas elas! As amorosas e carnais pelo menos! Bem como aquelas maravilhosas ilusões… Nossa, e os amores que eu tive… Como você conseguiu trazer-me todos, Novembro? Acho que não você tem noção disso, ou tem? TODOS os amores que tive na vida inteirinha (mesmo quando me apaixonei pela primeira vez em 82 quando o David Bowie apareceu cantando Star Man no fantástico, eu vi com você Novembro!) Até o Meu Amor, aquele que era pra não chegar na hora marcada, e não chegou, mas veio com você… e ainda está aqui. Ai, como você ainda pode sentir algum ciúme de outro mês bobinho!!?

Eu não só o amo, como gosto de pronunciar teu nome, e como já falei pra todo mundo, nem precisaria de calendário pra saber que você está chegando, eu sinto teu cheiro. Eu sinto Novembro!

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nov
20

Eu quero acreditar em uma Consciência Negra, mas também quero uma vermelha, amarela, verde, azul, cinza, marrom e branca da cor da Paz.
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nov
19

O menino pede caminho e vem anunciar
Confuso, que não sabe bem aonde quer chegar
Arruma-se e sai, percebe algo estranho no chão
Volta e se dá conta da confusão

O menino pede caminho e vem anunciar
De maneira precisa, que quer mesmo é voar
Que sua bagagem agora são os pensamentos
E suas pistas de pouso serão os bons momentos

Neste Instante, asas aparecem de suas costas
Percebe de súbito, que das asas recolhidas
Vinham as dores, essa então era a resposta

O menino não pede mais caminho e nada quer anunciar
Mostra a todos que quer e vai voar
Deixa o menino voar, deixa o menino voar…

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nov
19

Sobre o curta sa semana, algo saiu errado, o link para assistir o filme estava para “Ilha das Flores”. Quero agradecer ao querido “Anônimo” que me avisou isso no comentario:

“Anônimo disse…

O link do filme está para Ilha das Flores. Só pra avisar..”

Infelizmente não pude, como preferiria, agradece-lo pelo nome, mas valeu mesmo. Muito Obrigada. Agora o link já está certinho e aproveitem para assistir VIDA MARIA!

Não esqueçam de votar nos curtas que querem assistir, na enquete ao lado.

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nov
18

Confissões são quase sempre um sonho de liberdade
Mas o conceito de liberdade é tal qual o de felicidade
Estão sempre querendo lutar com o de realidade

O eterno dilema: seguir o coração ou a razão?…
Ansiando o dia em que se encontrarão
Deixo aqui uma pequena confissão:

Em realidade, e para felicidade em liberdade
Há somente dois tipos de beijos
Os beijos e os beijos de verdade.


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nov
17

A novidade, que já não é tão nova pra quem acompanha o Neste Instante é a seguinte: toda semana rola um curta brasileiro aqui no blog (e você continua aqui). O primeiro foi “O sumiço do amigo invisível”, em comemoração ao dia das crianças. O outro que ficou em cartaz por 3 semanas (desculpa ai, ok!) foi BWM vermelho.

Essa semana, o curta é uma animação que concorre no Festival Curtas na Web.:

Vida Maria
Gênero Animação, Concorrendo Fest
Diretor Mácio Ramos
Ano 2006
Duração 9 min
Cor Colorido
Bitola vídeo
País Brasil

Acompanhamos Maria durante o seu trabalho no sitio onde vive. Vai dos 5 aos 45 anos e passa todo seu estilo de viver para sua filha Lurdes. O filme mostra ciclos de vida que muitas vezes ficamos. O link fica ai ao lado!

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nov
16

Sunshine, blueskies please go away
This might sound strange
But I love when the sky is gray

I really wish it would rain
All my November long
Silly smiling face again

You may not appreciate it
And don’t even rack your brains
But… I’m happy when it rains.

tela: Nelly Van Nieuwenhuijzen, “yellow happiness in the blue rain”, Painting Acrylic, 2005

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nov
15

Acredito mesmo que ser Brasileiro é não ter vergonha de ser feliz.
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nov
14



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nov
14

O Grupo In Bust Teatro com Bonecos de Belém do Pará apresentará os espetáculos FIO DE PÃO – A LENDA DA COBRA NORATO e TEM BONECO NO CORTEJO no Centro de Estudos e Práticas do Teatro de Animação,na Biblioteca Monteiro Lobato,em São Paulo,em 3 domingos,sempre as 11h,c/ entrada franca.
Nos dias 11 e 25/11,a sina das cobras Honorato e Caninana será contada pela família de nordestinos que migrou para o Pará, em repente e cordel e todo o humor característico do grupo.
E em 18/11,O Cabeçudo,do Boi de Máscaras de S. Caetano de Odivelas,O Judas, malhado no Bairro da Cremação e os Soca-socas,brinquedos de Abaetetuba,estarão ajudando os amigos Nina, Bobó e Kim a pagar uma promessa.
Na Biblioteca,o In Bust ainda ministra uma oficina para os alunos do centro.
De 12 à 16/11, o grupo estará no Festival Recife do Teatro Nacional, em Recife,onde fará 10 apresentações do espetáculo CURUPIRA e realizará uma oficina.

Mais informaçõs no site

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nov
13


Paciência é dom

Dom que quero ter

E sei que para conseguir

Ter paciência

Paciente, terei que ser

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nov
12

Estavamos eu e meu amigo-irmão Junior, passeando (mentira, que a gente tava mesmo era dando close!) no shopping Iguatemi em Belém quando, avistei essa camiseta. Não resisti, tive que fotografar (Ai como eu adoooooro essa coisa de tecnologia – câmera fotografica que vem com telefone!).
E claro que ele fez pose, se não… Bem não seríamos nós “fritando” – que nem duas hienas risonhas de desenho animado. A pose é algo como: “Gente olha a camiseta que eu vi um carinha comprando por acaso”! hahahaha

na camiseta: Ninguém dá a mínima para o seu blog!!!

Não amigos, eu não comprei. Ou acham mesmo que eu esqueço de vocês?!

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nov
11


Andou sobre a brasa,

Nadou com os tubarões,

Atravessou o mais árido dos desertos.

Algo sairia errado(…)

(…)De certo,

Has de ter me encontrado.

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nov
08

Todos nós temos alguma hi/estorinha de vizinho pra contar, vizinho é igual sogra, você quer (do fundo do coração?) que a relação seja a mais normal e sadia do mundo, mas lá no fundo (ou no raso mesmo) sabemos que algo estranho acontece… O que? Sim, me dou super-mega bem com minha sogra, (acredite, viajo com ela e ganho presentes, e isso tudo de coração, tá!!!) Mas também não somos vizinhas, né! Sim, mas não era essa a conversa… Atual ou antigo, os vizinhos possuem alguma bizarrice, uma estilo de vida não muito convencional e outros blá blá blás que fazem a gente acreditar que somos “normais”.

Quando morava na casa dos meus pais, a vizinhança era tranqüila, até porque, como eu cresci junto deles, não deu pra ter o “olhar de fora”, eu era aquilo lá também, embora existissem os clássicos: a menina namoradeira (não, não era euzinha!), a velha rabugenta, o casal que briga e quer que toda a rua escute, aquele demônio que a Senhora da esquina insiste em chamar de Neto, e etc também.

Quando fazia faculdade que morava com minha irmã, eu já não tinha a mesma relação, não fazia mais parte, fui ser a vizinha de quem já estava naquele espaço, a distancia já era suficiente pra poder observar o que eram as hi/estorias de vizinhos. Havia o moleque mimado do apartamento da frente, o alcoólatra engraçado (só de lembrar já estou rindo, rs), a fofoqueira, o fofoqueiro (que quando é homem é sempre pior, não é?), a Senhora e seus cachorros vestidos com roupinhas de grife e claaaaaaaaaaro, o gato do andar de cima, com quem fantasiava beijos que romperiam o silencio da trajetória do elevador até o térreo, como num clip de baladas dos anos 90. Um dia isso quase aconteceu, juro! O problema é que ele não sabe… Ah, e não posso esquecer, da vizinha que batia na porta às duas da manhã com um prato-de-qualquer-coisa-muito-gostosa porque viu a luz acesa e sabia que eu estava estudando.

Mas meus vizinhos tornaram-se “vizinhos” meeesmo (perceba aqui que a palavra vizinho está cheia de irônia), quando me mudei pra minha casa. Viu só: minha casa, meus vizinhos! Logo que casei fui morar numa casa alugada numa vila muito jeitosinha, só o que eu não sabia é que em vilas, os vizinhos e suas “peculiaridades” estão bem mais próximos do que a gente imagina ou gostaria que estivessem. Saí de lá depois de um ano por não mais agüentar a Vila do Chaves, como chamávamos. Lembra da Vila do Chaves? Era igualzinha. Neste instante, preciso dar-lhes a informação que eu cresci assistindo Chaves. Chaves é tudo-de-bom-ponto-com-ponto-br e Chaves é Cultura Sim! (mas isso é coisa pra um outro post) Tinha a velha do 71, que só varria e bisbilhotava a vida de todos, e achava que o Frederico (Meu Au-au que não chega nem na metade da minha perna, com pelo!) era um perigo. A Chiquinha, uma moleca da voz mais enjoada que eu já escutei, O Sr. Girafales que visitava sua amada todo final de tarde e essa por sua vez, como a D. Florinda, achava que todas as mulheres (inclusive aquela loura da casa da frente: euzinha!!) olhavam pra ele. E todos viviam em total harmonia uns nas janelas dos outros, e como eu não fazia isso, nem nunca pedi um copo de açúcar, era eu quem não se encaixava. Vai ver eu é que era a chata mesmo (ou qualquer outro adjetivo), né? Afinal, eu também era a “vizinha” deles, oras.

Bem, realizei o sonho da casa própria (isso não te faz lembrar o Silvio Santos falando? rs). E melhor, não tinha vizinhos! De um lado um terreno “valdio” (baldio), como disse na época meu sobrinho, do outro uma casa sem ninguém, atrás, uma casa em começo de construção… Ninguém!!! O mais próximo era uma amigo de faculdade (o qual o vocativo passou a ser vizinho), morava passando três casas. Melhor que isso, só dois issos!! Mas os anos passaram e a casa do lado foi vendida para alguém que não sei quem é, só sei que todo fim de semana dá uma festa! TODO FIM DE SEMANA! Mas até aí tudo bem, só que durante a semana ele escuta hinos evangélicos e canta junto, além de brigar e brigar, brigar e brigar… Com o cachorro! (entendo agora o porquê de tanta festa).

Do outro lado, o terreno continua baldio, mas não sem habitantes: os ratos e outros bichos fazem de lá sua morada, além de receberem alguns dias, alguém que resolve usar droga sem ser perturbado, ou pior, fugir da polícia ou coisa parecida…

Mas o melhor é o vizinho da casa de trás. Não, na verdade não é o vizinho e sim os animais do vizinho!

Primeiro vem o galo que insiste em cantar a madrugada toda. Lá pelas duas e meia, três da manhã ele começa, e o que é mais estranho ele pára as cinco mais ou menos. Claro qu
e não percebo mais, apenas quando fico acordada até essa hora é que escuto. Já estou na fase de rir do galo, fico imaginando o porquê ele canta nesse horário, insônia? Medo de escuro? Não sei, só sei que as vezes de tão alto que ele canta, acorda o Fred que consequentemente me acorda… QUE CONSEQUENTEMENTE me faz escutar seu canto!

Aí vem o mais engraçado e que me tira o sono. Não, não o sono que é embalado pelo galo, e sim me faz bater cabeça mesmo. O vizinho tem uns bichos que eu não sei o que são, já tentei descobrir, mas nem pista . Esse final de semana, por exemplo, ficamos escutando o som que eles fazem… muito, mas muito atentamente, mas foi mais uma tentativa frustrada. O som é estranho, e não é parecido com nada que eu já tenha escutado antes (pelo menos não de um bicho… nem de ninguém!), no começo achei que podia ser uma galinha, mas não é, não sei nem se é uma ave mesmo, também não é um porco muito menos “dinoceronte” (que seria um dinossauro e rinoceronte junto)… Já pensei em pato, mas descartei, não é periquito nem derivado disso. Meu marido pensou e pra simplificar (homens a-do-ram isso!), assumiu que é um chupa-cabra… Acho que qualquer dia desses vou pegar uma escada pra ver o que é lá de cima do muro. Pois é! Eu tenho mais o que fazer, claro que eu tenho mais o que fazer, por isso ainda não fiz isso! Fico assim, imaginando uma ave com focinho de porco e rabo de cavalo, sei lá, minha imaginação é fértil par essas coisas! rs.

Sei que mesmo com vizinhos, sou privilegiada, pois os meus não são lá tão estranhos assim, só o suficientemente diferentes de mim. E bem como com a sogra, nunca tive nenhum “problema” com eles. Ainda?… Pode ser. Até porque não sei dizer pra vocês quais as minhas bizarrices que meus vizinhos vêem em mim como vizinha deles!

P.S.: Ah, um vizinho da minha rua, construiu a casa igual, eu disse igual a minha, juro! Pelo menos eu não o conheço, então não corro o risco de ser convidada para conhecer a casa que já conheço…

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nov
07

Ilusão tua
Que pensas que
Essa é a rua
Ilusão consciente
Esse teu querer
Que esse estado seja permanente
Ilusão querida
Quase necessidade
Que seja de verdade
Ilusão tua
Tão doce e inocente
De que é amor
O que sentes
Esse coraçãozinho
Puro e apaixonado
Pela própria imagem
Que desconhece
O encanto, a miragem.
Ilusão tua
Que pensas que é agora
Que dessa vez será “para sempre”
Alegra-me te ver
Experimentar a ilusão
Estás vivendo então.

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nov
07

Sim!!! Sim!!! 3 mil vezes Sim!!!
Felicidade são momentos Sim!!!

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nov
04

Quer ser comissário de bordo? Vai.

Quer ser advogado? Vai.

Médico? Ator? Vai.

Quer ser malabarista? Motorista? Tradutor?

Quer ser Economista? Escritor?

Professor? Dentista? Guitarrista? Pintor? Vai.

Ai, ai, ai.

Só não fica aí

Fingindo que faz o que gosta

Quando estás mesmo

No final de todos os dias

Com dores nas costas.

Vai, vai!

E deixa de lado todos esses ais.

Já dediquei esse poeminha no meu antigo blog, para Thalis (foto), o primeiro sobrinho na “agonia” de ter que escolher uma profissão este ano… Resolvi postar de novo porque hoje, quem sente a “agonia” sou eu de pensar que ele está lá, fazendo a prova, tão pequenininho… Aí lembro que ele não tem mais a idade que tinha na foto, a agonia passa, mas a “corujice” não… rs.

Saudade de você, meu filho, na idade que tinhas nessa foto!

Poeminha feito numa época de inferno astral, quando me encontrava deixando minha então profissão de advogada e qualquer outra pretensão de carreira jurídica (o medo de estar errando é sempre assustador, mas foi naquele instante… e os instantes sempre passam), e tendo que encarar outra faculdade, que “descobri”, seria psicologia.

Sou professora de inglês desde os 17 anos, e lembro que nessa época eu disse a meu pai: “tenho talvez uma péssima notícia p
ra te dar, eu adoro ser professora”… Ele sorriu e eu também, hoje tenho uma escola de idiomas, e ver essas “criaturinhas” (e são muitos) crescerem, é muito gostoso, eles chegam, ficam, nos fazem felizes e depois vão embora, mas de vez em quando voltam, grandes, as vezes (como aconteceu outro dia) pra me apresentar o namorado e dizer que estar fazendo medicina… e ainda me chamar de Tia, é claro! “Ai, ai”… rs

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nov
04

O SESC Amapá traz ao estado a mostra de instrumentos musicais intitulada de: “A história do violão”. De 05 e 12 de novembro os visitantes terão a oportunidade de conferir toda a evolução do instrumento de corda mais antigo e mais popular do mundo. Ao todo serão expostas 24 peças. Elas são réplicas idênticas de originais pertencentes a museus e coleções particulares da Espanha, Áustria, Alemanha, Itália, França, Inglaterra, Estados Unidos e Brasil.

Além da exposição dos instrumentos, a mostra conta com realização de uma oficina relacionada à temática central da exposição. O ministrante da oficina será o violonista Turíbio Santos. Em sua oficina ele fará uma abordagem histórica do instrumento, desde os primórdios até os dias atuais. A abertura da exposição acontecerá no dia 05 de novembro às 20h na galeria Antonio Munhoz. A oficina ocorrerá no dia 10 de novembro.

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nov
01

Te quero
Te quero que nem sei
fico tonta de tanto querer
Te quero
Te quero que nem sei
Estremeço de tanto querer
Te quero
E não consigo controlar
Esse desejo que tenho
De em teus braços acabar
Te quero
Te quero que nem sei
Fico tonta de pensar
Que esse desejo possa passar
Te quero
E me alegra tanto querer
Que nem sem querer
Sei o que fazer…
Não sei o que fazer
te quero
Te quero que nem sei
E te querer me basta
Me sufoca e me acalma
Te quero
Que nem sei o que quero…
Pensando bem
Acho que sei o quero
Quero te querer.

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