O Ano passou assim, “num piscar de olhos” é o que todos nós falamos e como num surto/susto nosso, percebemos com aquela cara de “será o apocalipse?!” que o ano está no seu finzinho, e só nos resta o corre corre e o pensar no ano que já vem vindo, Ano Novo, Próximo Ano… Mas retas finais são somente retas finais, realmente não significa que é o fim já. Não! Temos ainda o tempo pra nos preparar para o final. Até porque queremos sempre finais felizes, mesmo eu que digo não me desesperar tanto assim por finais felizes, quero sempre pelo menos um, se não feliz, tranqüilo. Mas não vejo tranqüilidade nenhuma na maioria dos olhares de final de Ano. Corremos tanto para dar conta de todas as obrigações de Ano – já terminando – que nem mais vivemos neste ano, mas também não estamos ainda no outro. Então onde será que estamos?Por vezes vejo pais desenfreados, arrastando seus filhos pra frente, e esses ávidos por se sentirem adultos, estão cada vez mais novos na universidade, trabalhando, deixando que as paixões tão típicas dessa idade sejam “nada demais” e todo tipo de etc. e etc. que encurtam suas infâncias e adolescências. Queimam etapas e nem vêm como que o fogo pegou, onde fizeram a fogueira, a que altura a fumaça chegou e depois… Depois só as cinzas. Mas como o ano já está terminando e tem um novinho entrando, varre-se logo tudo isso. Até mesmo pra debaixo do tapete… Isso se, essas cinzas forem vistas por alguém… E haja mais promessas para o futuro.
As promessas para o futuro… Não que as listas de resoluções não sejam importantes. Claro que são! Não seria uma verdadeira adoradora de Clichês, se não acreditasse nas resoluções. Mas elas precisam ser feitas com calma, você sabe que se fizer a simples lista do supermercado do mês com pressa não dá certo. Agora imagina a lista de resoluções! Essa precisa ser elaborada com certo cuidado e digo até, uma certa ciência… Mas sobre a lista, a gente conversa sobre ela depois, ainda temos o resto Dezembro inteiro pra viver.
Quando o Neste Instante nasceu, comentei por aqui que a idéia do blog veio depois da leitura do texto intitulado “Desejo na Estante”. Desejei dar uma olhadinha nos desejos empoeirados na minha instante e remexer nas gavetas de papéis igualmente empoeirados e preencher alguns dos espaços que eu vou deixando entre um dia e outro. Se eu procurava desprendimento ou pura catarse, não sei. Mas os espaços entre um dia e outro preenchidos por no
vos posts, pela visita dos amigos e de outros ganhando moedinhas pelos pensamentos, foram ficando, com certeza mais tranqüilos. Vivendo hoje, amanhã e depois, um de cada vez.
Meu blog não se chama “Neste Instante” por acaso! É que viver neste instante é, complicado e dolorido na maioria das vezes, mas viver o momento é tão bom, mas tão bom que chega a doer… rs. Clarice já dizia que “Nada existe de mais difícil de que entregar-se ao Instante. Esta dificuldade é dor humana. É nossa.”
Mas doendo ou não, vou vivendo, e de preferência: sorrindo! E ainda temos um tanto assim desse ano que já está quase velhinho pra ser vivido, é só querer! Uma ótima reta final de mais um final de Ano!






