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nov
17

A novidade, que já não é tão nova pra quem acompanha o Neste Instante é a seguinte: toda semana rola um curta brasileiro aqui no blog (e você continua aqui). O primeiro foi “O sumiço do amigo invisível”, em comemoração ao dia das crianças. O outro que ficou em cartaz por 3 semanas (desculpa ai, ok!) foi BWM vermelho.

Essa semana, o curta é uma animação que concorre no Festival Curtas na Web.:

Vida Maria
Gênero Animação, Concorrendo Fest
Diretor Mácio Ramos
Ano 2006
Duração 9 min
Cor Colorido
Bitola vídeo
País Brasil

Acompanhamos Maria durante o seu trabalho no sitio onde vive. Vai dos 5 aos 45 anos e passa todo seu estilo de viver para sua filha Lurdes. O filme mostra ciclos de vida que muitas vezes ficamos. O link fica ai ao lado!

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nov
16

Sunshine, blueskies please go away
This might sound strange
But I love when the sky is gray

I really wish it would rain
All my November long
Silly smiling face again

You may not appreciate it
And don’t even rack your brains
But… I’m happy when it rains.

tela: Nelly Van Nieuwenhuijzen, “yellow happiness in the blue rain”, Painting Acrylic, 2005

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nov
15

Acredito mesmo que ser Brasileiro é não ter vergonha de ser feliz.
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nov
14



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nov
14

O Grupo In Bust Teatro com Bonecos de Belém do Pará apresentará os espetáculos FIO DE PÃO – A LENDA DA COBRA NORATO e TEM BONECO NO CORTEJO no Centro de Estudos e Práticas do Teatro de Animação,na Biblioteca Monteiro Lobato,em São Paulo,em 3 domingos,sempre as 11h,c/ entrada franca.
Nos dias 11 e 25/11,a sina das cobras Honorato e Caninana será contada pela família de nordestinos que migrou para o Pará, em repente e cordel e todo o humor característico do grupo.
E em 18/11,O Cabeçudo,do Boi de Máscaras de S. Caetano de Odivelas,O Judas, malhado no Bairro da Cremação e os Soca-socas,brinquedos de Abaetetuba,estarão ajudando os amigos Nina, Bobó e Kim a pagar uma promessa.
Na Biblioteca,o In Bust ainda ministra uma oficina para os alunos do centro.
De 12 à 16/11, o grupo estará no Festival Recife do Teatro Nacional, em Recife,onde fará 10 apresentações do espetáculo CURUPIRA e realizará uma oficina.

Mais informaçõs no site

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nov
13


Paciência é dom

Dom que quero ter

E sei que para conseguir

Ter paciência

Paciente, terei que ser

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nov
12

Estavamos eu e meu amigo-irmão Junior, passeando (mentira, que a gente tava mesmo era dando close!) no shopping Iguatemi em Belém quando, avistei essa camiseta. Não resisti, tive que fotografar (Ai como eu adoooooro essa coisa de tecnologia – câmera fotografica que vem com telefone!).
E claro que ele fez pose, se não… Bem não seríamos nós “fritando” – que nem duas hienas risonhas de desenho animado. A pose é algo como: “Gente olha a camiseta que eu vi um carinha comprando por acaso”! hahahaha

na camiseta: Ninguém dá a mínima para o seu blog!!!

Não amigos, eu não comprei. Ou acham mesmo que eu esqueço de vocês?!

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nov
11


Andou sobre a brasa,

Nadou com os tubarões,

Atravessou o mais árido dos desertos.

Algo sairia errado(…)

(…)De certo,

Has de ter me encontrado.

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nov
08

Todos nós temos alguma hi/estorinha de vizinho pra contar, vizinho é igual sogra, você quer (do fundo do coração?) que a relação seja a mais normal e sadia do mundo, mas lá no fundo (ou no raso mesmo) sabemos que algo estranho acontece… O que? Sim, me dou super-mega bem com minha sogra, (acredite, viajo com ela e ganho presentes, e isso tudo de coração, tá!!!) Mas também não somos vizinhas, né! Sim, mas não era essa a conversa… Atual ou antigo, os vizinhos possuem alguma bizarrice, uma estilo de vida não muito convencional e outros blá blá blás que fazem a gente acreditar que somos “normais”.

Quando morava na casa dos meus pais, a vizinhança era tranqüila, até porque, como eu cresci junto deles, não deu pra ter o “olhar de fora”, eu era aquilo lá também, embora existissem os clássicos: a menina namoradeira (não, não era euzinha!), a velha rabugenta, o casal que briga e quer que toda a rua escute, aquele demônio que a Senhora da esquina insiste em chamar de Neto, e etc também.

Quando fazia faculdade que morava com minha irmã, eu já não tinha a mesma relação, não fazia mais parte, fui ser a vizinha de quem já estava naquele espaço, a distancia já era suficiente pra poder observar o que eram as hi/estorias de vizinhos. Havia o moleque mimado do apartamento da frente, o alcoólatra engraçado (só de lembrar já estou rindo, rs), a fofoqueira, o fofoqueiro (que quando é homem é sempre pior, não é?), a Senhora e seus cachorros vestidos com roupinhas de grife e claaaaaaaaaaro, o gato do andar de cima, com quem fantasiava beijos que romperiam o silencio da trajetória do elevador até o térreo, como num clip de baladas dos anos 90. Um dia isso quase aconteceu, juro! O problema é que ele não sabe… Ah, e não posso esquecer, da vizinha que batia na porta às duas da manhã com um prato-de-qualquer-coisa-muito-gostosa porque viu a luz acesa e sabia que eu estava estudando.

Mas meus vizinhos tornaram-se “vizinhos” meeesmo (perceba aqui que a palavra vizinho está cheia de irônia), quando me mudei pra minha casa. Viu só: minha casa, meus vizinhos! Logo que casei fui morar numa casa alugada numa vila muito jeitosinha, só o que eu não sabia é que em vilas, os vizinhos e suas “peculiaridades” estão bem mais próximos do que a gente imagina ou gostaria que estivessem. Saí de lá depois de um ano por não mais agüentar a Vila do Chaves, como chamávamos. Lembra da Vila do Chaves? Era igualzinha. Neste instante, preciso dar-lhes a informação que eu cresci assistindo Chaves. Chaves é tudo-de-bom-ponto-com-ponto-br e Chaves é Cultura Sim! (mas isso é coisa pra um outro post) Tinha a velha do 71, que só varria e bisbilhotava a vida de todos, e achava que o Frederico (Meu Au-au que não chega nem na metade da minha perna, com pelo!) era um perigo. A Chiquinha, uma moleca da voz mais enjoada que eu já escutei, O Sr. Girafales que visitava sua amada todo final de tarde e essa por sua vez, como a D. Florinda, achava que todas as mulheres (inclusive aquela loura da casa da frente: euzinha!!) olhavam pra ele. E todos viviam em total harmonia uns nas janelas dos outros, e como eu não fazia isso, nem nunca pedi um copo de açúcar, era eu quem não se encaixava. Vai ver eu é que era a chata mesmo (ou qualquer outro adjetivo), né? Afinal, eu também era a “vizinha” deles, oras.

Bem, realizei o sonho da casa própria (isso não te faz lembrar o Silvio Santos falando? rs). E melhor, não tinha vizinhos! De um lado um terreno “valdio” (baldio), como disse na época meu sobrinho, do outro uma casa sem ninguém, atrás, uma casa em começo de construção… Ninguém!!! O mais próximo era uma amigo de faculdade (o qual o vocativo passou a ser vizinho), morava passando três casas. Melhor que isso, só dois issos!! Mas os anos passaram e a casa do lado foi vendida para alguém que não sei quem é, só sei que todo fim de semana dá uma festa! TODO FIM DE SEMANA! Mas até aí tudo bem, só que durante a semana ele escuta hinos evangélicos e canta junto, além de brigar e brigar, brigar e brigar… Com o cachorro! (entendo agora o porquê de tanta festa).

Do outro lado, o terreno continua baldio, mas não sem habitantes: os ratos e outros bichos fazem de lá sua morada, além de receberem alguns dias, alguém que resolve usar droga sem ser perturbado, ou pior, fugir da polícia ou coisa parecida…

Mas o melhor é o vizinho da casa de trás. Não, na verdade não é o vizinho e sim os animais do vizinho!

Primeiro vem o galo que insiste em cantar a madrugada toda. Lá pelas duas e meia, três da manhã ele começa, e o que é mais estranho ele pára as cinco mais ou menos. Claro qu
e não percebo mais, apenas quando fico acordada até essa hora é que escuto. Já estou na fase de rir do galo, fico imaginando o porquê ele canta nesse horário, insônia? Medo de escuro? Não sei, só sei que as vezes de tão alto que ele canta, acorda o Fred que consequentemente me acorda… QUE CONSEQUENTEMENTE me faz escutar seu canto!

Aí vem o mais engraçado e que me tira o sono. Não, não o sono que é embalado pelo galo, e sim me faz bater cabeça mesmo. O vizinho tem uns bichos que eu não sei o que são, já tentei descobrir, mas nem pista . Esse final de semana, por exemplo, ficamos escutando o som que eles fazem… muito, mas muito atentamente, mas foi mais uma tentativa frustrada. O som é estranho, e não é parecido com nada que eu já tenha escutado antes (pelo menos não de um bicho… nem de ninguém!), no começo achei que podia ser uma galinha, mas não é, não sei nem se é uma ave mesmo, também não é um porco muito menos “dinoceronte” (que seria um dinossauro e rinoceronte junto)… Já pensei em pato, mas descartei, não é periquito nem derivado disso. Meu marido pensou e pra simplificar (homens a-do-ram isso!), assumiu que é um chupa-cabra… Acho que qualquer dia desses vou pegar uma escada pra ver o que é lá de cima do muro. Pois é! Eu tenho mais o que fazer, claro que eu tenho mais o que fazer, por isso ainda não fiz isso! Fico assim, imaginando uma ave com focinho de porco e rabo de cavalo, sei lá, minha imaginação é fértil par essas coisas! rs.

Sei que mesmo com vizinhos, sou privilegiada, pois os meus não são lá tão estranhos assim, só o suficientemente diferentes de mim. E bem como com a sogra, nunca tive nenhum “problema” com eles. Ainda?… Pode ser. Até porque não sei dizer pra vocês quais as minhas bizarrices que meus vizinhos vêem em mim como vizinha deles!

P.S.: Ah, um vizinho da minha rua, construiu a casa igual, eu disse igual a minha, juro! Pelo menos eu não o conheço, então não corro o risco de ser convidada para conhecer a casa que já conheço…

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nov
07

Ilusão tua
Que pensas que
Essa é a rua
Ilusão consciente
Esse teu querer
Que esse estado seja permanente
Ilusão querida
Quase necessidade
Que seja de verdade
Ilusão tua
Tão doce e inocente
De que é amor
O que sentes
Esse coraçãozinho
Puro e apaixonado
Pela própria imagem
Que desconhece
O encanto, a miragem.
Ilusão tua
Que pensas que é agora
Que dessa vez será “para sempre”
Alegra-me te ver
Experimentar a ilusão
Estás vivendo então.

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nov
07

Sim!!! Sim!!! 3 mil vezes Sim!!!
Felicidade são momentos Sim!!!

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nov
04

Quer ser comissário de bordo? Vai.

Quer ser advogado? Vai.

Médico? Ator? Vai.

Quer ser malabarista? Motorista? Tradutor?

Quer ser Economista? Escritor?

Professor? Dentista? Guitarrista? Pintor? Vai.

Ai, ai, ai.

Só não fica aí

Fingindo que faz o que gosta

Quando estás mesmo

No final de todos os dias

Com dores nas costas.

Vai, vai!

E deixa de lado todos esses ais.

Já dediquei esse poeminha no meu antigo blog, para Thalis (foto), o primeiro sobrinho na “agonia” de ter que escolher uma profissão este ano… Resolvi postar de novo porque hoje, quem sente a “agonia” sou eu de pensar que ele está lá, fazendo a prova, tão pequenininho… Aí lembro que ele não tem mais a idade que tinha na foto, a agonia passa, mas a “corujice” não… rs.

Saudade de você, meu filho, na idade que tinhas nessa foto!

Poeminha feito numa época de inferno astral, quando me encontrava deixando minha então profissão de advogada e qualquer outra pretensão de carreira jurídica (o medo de estar errando é sempre assustador, mas foi naquele instante… e os instantes sempre passam), e tendo que encarar outra faculdade, que “descobri”, seria psicologia.

Sou professora de inglês desde os 17 anos, e lembro que nessa época eu disse a meu pai: “tenho talvez uma péssima notícia p
ra te dar, eu adoro ser professora”… Ele sorriu e eu também, hoje tenho uma escola de idiomas, e ver essas “criaturinhas” (e são muitos) crescerem, é muito gostoso, eles chegam, ficam, nos fazem felizes e depois vão embora, mas de vez em quando voltam, grandes, as vezes (como aconteceu outro dia) pra me apresentar o namorado e dizer que estar fazendo medicina… e ainda me chamar de Tia, é claro! “Ai, ai”… rs

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nov
04

O SESC Amapá traz ao estado a mostra de instrumentos musicais intitulada de: “A história do violão”. De 05 e 12 de novembro os visitantes terão a oportunidade de conferir toda a evolução do instrumento de corda mais antigo e mais popular do mundo. Ao todo serão expostas 24 peças. Elas são réplicas idênticas de originais pertencentes a museus e coleções particulares da Espanha, Áustria, Alemanha, Itália, França, Inglaterra, Estados Unidos e Brasil.

Além da exposição dos instrumentos, a mostra conta com realização de uma oficina relacionada à temática central da exposição. O ministrante da oficina será o violonista Turíbio Santos. Em sua oficina ele fará uma abordagem histórica do instrumento, desde os primórdios até os dias atuais. A abertura da exposição acontecerá no dia 05 de novembro às 20h na galeria Antonio Munhoz. A oficina ocorrerá no dia 10 de novembro.

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nov
01

Te quero
Te quero que nem sei
fico tonta de tanto querer
Te quero
Te quero que nem sei
Estremeço de tanto querer
Te quero
E não consigo controlar
Esse desejo que tenho
De em teus braços acabar
Te quero
Te quero que nem sei
Fico tonta de pensar
Que esse desejo possa passar
Te quero
E me alegra tanto querer
Que nem sem querer
Sei o que fazer…
Não sei o que fazer
te quero
Te quero que nem sei
E te querer me basta
Me sufoca e me acalma
Te quero
Que nem sei o que quero…
Pensando bem
Acho que sei o quero
Quero te querer.

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out
30

CONVERSAR = FAZER VERSOS COM

Achei lindo isso…

P.S.: Li no blog da Lu há tempos e lembrei hoje, resolvi postar também.

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out
29

29 de Outubro – Dia Nacional do Livro no Brasil

Vai lá, me indica um!

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out
27
Havia prometido pra mim mesma que este seria um ano de releituras. Simplesmente não dá. Terei que adiar o projeto. Arrumando o armário para escolher as tais releituras, percebo (vejo, seria o verbo certo) a quantidade de livros a serem lido, uma conta bem maior da que havia em minha memória. Assim, resolvo terminar primeiro um projeto para poder começar outro. Tomo o fôlego e também um copo d’água, coloco os livros para releituras em seus lugares e na frente coloco os novos amigos, os ainda não lidos e prometo a eles que só comprarei outros assim que terminarmos de nos divertir… Tá bom, claro que existem as exceções: explico a eles que livros técnicos não contam, eles são necessários, e que em nada atrapalham nossa brincadeira.

Mas sou muito leal aos livros (aos meus), não posso ir assim, direto encontrar meus novos amiguinhos, tenho primeiro uma conversinha com meus velhos. Explico-lhes que vamos continuar nos encontrando para uma ou outra pequena brincadeirinha. Ninguém nunca será esquecido, conto-lhes de minha necessidade de vez ou outra abrir-lhes as páginas a procura de uma ou outra citação, passagem, trecho mais ou menos esquecido… Ainda não convencida, passei do armário para a estante e daí para a gaveta. Sempre que faço um tour em minhas gavetas encontro mais e mais papeis, rascunhos, rabiscos e assim, a releitura fica também, para minha gaveta. Releio o que escrevo, odeio às vezes, mas não tenho coragem de jogar fora e isso me fez lembrar “Ovelhas Negras” do Caio (Fernando Abreu)… Aí deu vontade de rele-lo… Ok, ok! Opto (pra não variar) pela releitura paralela as novas aventuras com os Livros novos.

Como eu ia falando, lembrei de “ovelhas negras”, na introdução ele fala do nome do livro, que é a compilação de contos que ficaram fora de seus livros individuais. Em minhas gavetas e caderninhos sem fim, tenho milhares de ovelhas, mas não os chamo assim, Caio foi um verdadeiro pastor, eu tenho apenas alguns muitos rabiscos deserdados, marginais. O fato é que não os jogos fora, acredito que eles sempre me dizem algo que só nós compreendemos. Eles também não têm data, isso seria colocá-los em nosso mundo histérico que constrói suas regras através do tempo… Lembro que já falamos um pouco disso por aqui.

Às vezes são rabiscos que acham que podem ser modificados, e eles até querem, mas seus dias nunca chegam… Na maioria eles são muito feios, sem muita elaboração, ou ainda aqueles imaturos, recheados da ingenuidade da pouca idade de quem os escreveu, bem como os piegas demais para serem divididos. E sabe o que é pior disso tudo? Eu simplesmente os amo. Amo suas frases piegas e mal elaboradas, adoro rir delas. Amo minha incapacidade de modificá-los (pelo menos os mais antigos), acabo sempre achando que se eles passarem por um processo de melhoramento, perderão toda a pureza. “Além do mais, o que obviamente não presta sempre me interessou muito”, já dizia Lispector. E assim eles ganham vida própria e vão vivendo como eu e você, que nos alimentamos de nossas idiossincrasias. E vou tirando meus rabiscos do limbo:

She wants to fly
And I don’t know why
She wants to cry
And I don’t understand
She wants to dance
And I just can’t
She wants everything
And I just can’t see how
She wants to live
Here, There and Now

Quando escrevo, acontece sempre “algo” que chamo de dancing with myself. E quando resolvo mostrar, é como se eu te convidasse pra dançar na esperança de um sim, como o “sim” que John Lennon leu através de uma lente numa exposição de arte de uma japinha hippie em Nova York e que o fez se apaixonar, ou o sim quase compulsório de quem é tirado para uma dança numa festa de interior, de ser mesmo ridícula como Billy Idol para rebolar e cantar “dancing with myself” a dois, a três, quatro…, a fim de dividir a diversão.

Reler. Seja a releitura de clássicos ou de meus rabiscos marginais feitos em guardanapos de bar. E olha só: reler de trás pra frente também é reler!! Se ler me faz pensar, e pensar me faz querer traduzir tudo o que sinto em palavras, a releitura me fará pensar outra vez…

As entrelinhas agradecem.

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out
27

Saudade é quando tomo um café preto sem açúcar, no fim da tarde de um dia frio. O sol se vai… O gosto fica.

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out
25


Hoje quando acordei, pensei nela. Olhei pela janela e nada, nem sinal dela. Escrevi algumas idéias, mas meu pensamento era pra ela…

E sabe que de tarde ela chegou! Mansinha, meio tímida, não lavou nada ainda, mas me alegrou.

Sei que novembro está realmente chegando (mesmo sem o calendário…rs), primeiro a chuva, depois as acácias amarelas no jardim da casa de minha mãe que começam a se animar. Lá pelo dia 20, a árvore estará completamente florida, no dia 24 sempre fico feliz de vê-la toda amarela.

E daí… se vejo poesia da janela.

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out
25

Free will
Do you know any about me?
I Know,I know…
You won’t say
I’ve got to decide
It’s up to me
All the time
Is it fair?
Who cares?
You?
I’m ill
And you’ll say, again
“-It’s up to you… My name is free Will”

Rabisco achado num velho livro de inglês meu, no meio de um monte de outras coisas velhas…dentro daquela gaveta pra onde vai tudo o que não se quer mais. Pela capa do Livro e estágio, devia ser mil novecentos e lá vai bolinha… 12 ou 13 anos eu tinha talvez. Queria tanto lembrar no que eu estava pensando naquele “Instante”! Devia doer, pois li agora e doeu um pouquinho. Bem, na aula não deveria ser. Nenhum professor de inglês vai se por a falar de livre arbítrio, né! Eu pelo menos não falo nem nunca falei em minhas aulas… Não que me lembre.

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out
22

A Minha Amiga Saudade

Saudade,
Pra onde queres me levar
Não posso ir
Até poderei ir, mas terei que voltar
Meus cabelos não aguentam
Todo esse vento que vem do mar
Não me interprete mal
Eu gosto de vc
Mas tenho uma vida pra viver
Sei que és companheira
E que sem vc a memória seria solitária
Mas deixa passar a poeira
Que voltamos à nossa bebedeira
Não! Vc não precisa ir embora de vez…
Só precisas ser mais paciente
cautelosa e quietinha
Pra que eu possa dormir tranquila.

P.S.: saudade mansa…sem dor, hj, só saudade mesmo. rs

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out
22

BMW Vermelho

O curta brasileiro desta semana é uma comédia (ficção) em que:

“Uma família humilde recebe um verdadeiro presente de grego: um carro de luxo, que não pode ser vendido por dois anos. Para piorar a situação, ninguém sabe dirigir. O tempo passa, e o automóvel acaba tendo usos bastante inusitados…” Vc assiste o curta aqui mesmo no blog, é só clicar no nome do filme ao lado, em Curtas Brasileiros. Curta Aqui!... Aproveitem!

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out
19

Na estrada

A frente

Nada?

Nada.

A estrada é…

A própria metáfora!
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out
19

Olha só que lindinho o selo que ganhei!

Ganhei esse aí de minha amiga Sueli, minha amiga mais que virtual, real e virtuosa! E não falo issoa toa, não faço média com ninguém não.
Obrigada mesmo Su!!! Fiquei super feliz.

O que torna esses presentinhos especiais, é o carinho, como todo e qualquer mimo que a gente oferece aos amigos, e por aqui a gente se conhece “se lendo”, e quando nos percebemos já estamos super a vontade um com os outros, chamando pelo apelido, trocando figurinhas e tudo mais. Até porque eu não estaria mais aqui neste instante se ninguém achasse que vale a pena conferir!

Já que tenho que escolher 5 blogs, vamos lá, sem muito blá blá blá, porque todo mundo sabe o quanto isso é difícil:

Cotidiano
Lia Noronha

Entre a Vergonha e a Sem-vergonhice
Lu Branco

Aos vivos
Xico Rocha

Hipocráticos
Renata Cetrato

Blog do Ernani Motta

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out
17

- Menina! Nem te conto…

- Tá. Mas antes que me contes… Na segunda eu vou, viu!

- Pra onde menina?

- Pra academia caramba! Vais ou não vais comigo?

- Hum hum… Sei. (com um sorriso sarcástico no canto da boca)

- Estás duvidando?

- Não. Quem sou eu pra duvidar? (tentando ficar séria)

- Ah, tá. Pensei… Mas o que era mesmo que ias me contar?

- Até esqueci.

- Como assim “esqueci”?!!

- Esqueci. (testa franzida)

- Ai, fala logo que eu estou curiosa!!!

- Falar o quê?

- Ias me contar alguma coisa, pelo tom era uma boa fofoca…

- Estou pensando… (visivelmente preocupada)

- Pensando em quê?

- Ginástica… Segunda-feira…

- Então pára de pensar e vamos logo tomar aquele milk-shake que estás me devendo, quem sabe no caminho tu não lembras da fofoca.

- Mas e a dieta?

- Ah, segunda né!

P.S.: Esse é um “vale a pena ler de novo” , já que estou morrendo de saudade de minha amiga M.Lo

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out
17


A novidade é a seguinte: a partir de agora, toda semana vai rolar um curta brasileiro aqui no blog. O primeiro foi “O sumiço do amigo invisível”, em comemoração ao dia das crianças. Espero que gostem, assistam e aproveitem!

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out
11
12 de Outubro – Feriado Nacional, Dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil.

Quando eu era criança, achava que esse feriado era por minha causa, pela causa de meus coleginhas, ora! Éramos crianças! Que outro motivo seria tão importante assim? Dia 12 de outubro não teríamos aula, e de bônus, ainda sairíamos pra brincar o dia inteirinho, além do presente.

Hoje, feriado. Manhã preguiçosa. Ainda sonolenta, espero na cama um mimo que não vem. Espero papai e mamãe com um Bom Dia enorme, com o sorriso maior que o quarto, que não vem. O relógio me diz que já é quase hora do almoço, afinal é feriado, e feriados são praticamente feitos para que os adultos aproveitem para dormir, ou porque dormiram tarde, ou pelo prazer de saber estar dormindo no horário de trabalho. Olho em volta, percebo um quarto normal, igual à de todos os outros, um quarto de… OOH! ADULTOS! Dou uma olhada no lençol que me cobre e não há nenhum personagem de um de meus desenhos animados preferidos, nem ao menos uns sorvetes e pirulitos, nada… Fazer o quê? Ok, pelo menos é feriado. No banheiro não há nenhum xampu da Turma da Mônica, nenhum “Johnson & Johnson” com letrinhas coloridas escrito nos muitos frascos de cremes e mais cremes sobre a bancada. A escova de dente é apenas uma escova de dente, verde… Pelo menos isso. Pelo menos não esqueci minha cor preferida! Uma escova de dente comum, dessas que só serve para escovar os dentes com uma pasta que não tem gosto de tuti-fruti, uma escova sem graça nenhuma, sem carinhas, monocolor.

O dia passou e eu me permito comer alguma besteira, algum sorvete que nem tem tanto gosto de “besteira” assim, mas como é feriado a dieta não é tão rígida. Pelo menos tenho o privilégio de ser chamada ao telefone de neném, seguido de um sorrido irônico e ao mesmo tempo nostálgico. O que me faz ter dúvidas sobre qual dos sentimentos eu fico: o da alegria de ser a única a poder escutar ser chamada de “nenémzinho”, já que sou a caçula e um sentimento de culpa por ter crescido e os deixado.

No cinema passa um filme desses com animais que são uma graça, não me agrada a idéia de enfrentar uma fila enorme e fico com “Valentin” de Alejandro Agresti, no Cine Cult. História de um garoto argentino de 8 anos de idade e de suas impressões sobre os acontecimentos e pessoas com quem convive. Detalhe: Embora o protagonista seja criança, é uma obra prima argentina feita para adultos.

Já é noite e resolvo ler um livro. Algo light, pois feriado no meio da semana precisa de algo light de noite. Decido por uma releitura. Releituras são sempre prazerosas sem exigir muito. Vou até a estante e a primeira coisa que pego é um livro de Clarice, claro.

Ah Clarice Lispector!…Ela bate forte mesmo, sem pena, sempre. Clarice vem e me esbofeteia, e tonta ainda, acho que a Henriqueta Lisboa vem me presentear e acalmar, mas só me diz verdades que rasgam, com aquela ironia disfarçada em versos perfeitos que a Clarice faz questão de fazer na lata… Ai só me resta o choro com intervalos de risos no colo da poesia mansa e brincalhona do Mario Quintana. Ainda no colo, imploro que ele leia Cecília Meireles, e com carinha de moleca pidona e voz tola peço que me faça um mingau e leia pra mim “A bailarina”, meu primeiro poema de meu primeiro livro.

Aí durmo… “como as outras crianças”…


Imagem: Pintura de Kiallitas – From my Childhood II

OBS.: Este texto encontra-se em votação para ser publicado no site “overmundo”, se vc gostou e quiser votar, aqui vai o link:

dia que ja foi meu, e seu tambem

out
08
Vontades deveriam ser passagens!

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out
05

Ultimamente se você passar por alguém e este estiver rindo na frente do computador, a probabilidade de que esse alguém esteja no orkut é de mais de 70% (não, claro que isso não é um dado seguro, tirei da minha cabecinha pro post parecer com aquele ar de “verossímil no mundo!”). E embora todos saibam que o orkut não serve pra muita coisa além de ver as fotos daquelas férias em Paris, daquele seu “amigo” morto de metido (e que ainda pede pra gente olhar seu “album atualizado”), saber quem está namorando com quem, quem terminou o namoro ou casamento através de uma comunidade do tipo “fui trocado(a) por um ogro(a)”, ou seja, bisbilhotar e ser bisbilhotado (ah, vai… não diga que você não gosta que eu não acredito!!)…
Bem, damos pelo menos, boas risadas!!! Adoro a criatividade do povo. É cada comunidade que a gente vê (e entra!), uma mais engraçada que a outra. Scraps sem noção… E os profiles então? É cada tosquice. Foi por isso que agora teremos a série:

“Eu me divirto no orkut, e daí?”

No capítulo de hoje: EMOS!

comunidade:
EMOs devolvam nossas coisas!
Antes da modinha EMO assumir os quatro cantos do mundo, era possivel gostar do q bm entendesse…

-agora já nao podemos mais gostar de estrelas pq é coisa de emo;
-usar uma franja e/ou boné de redinha é coisa de emo;
-o all star já está virando propriedade dos emo’s;
-a munhequera já eh peça indispensavel da caracteristica EMO;
-usar uma gravata era estilo próprio, agora é estilo EMO;
-óculos de armação preta;
-piercings = EMO??
-cintos De rebite…
-usar uma ropa/tênis xadrez ou até mesmo algo preto já nao se pode mais, pois os emo’s robaram tudo…

JÁ NÃO SE PODE NEM MAIS CHORAR!!!!

EMO S DEVOLVAM NOSSAS COISAS!!!”

O Pior é que a verdade é toda essa, na minha família por exemplo, a piada é assim:
-Minha mãe fez cateterismo e estava com os pulsos enfaixados, chega em casa e meu sobrinho solta: “Pô Vó, até a senhora é Emo?!”… e ela (com a cara cínica): “sou, e daí?”…rs
-Eu e minha irmã chorando de saudade e meu outro sobrinho vem nos abraça e solta: “Vcs são Emos, mas eu as amo mesmo assim!”…rs
-Chego na casa de meus pais com o cabelo cortado e com uma nova cor e meu pai é quem solta: “hum…tu é emo, é?” …AiAi!!!! rsrsrs

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out
03

“O teu bonde chegou lotado?
Deste uma topada?
Viste um filme muito firme?
O Leão levou o farelo?
O Papão levou o destempero?
Tua bicicleta esbandalhou?
Tem gente pitiú perto de ti?
Tem varejeira dando em cima do teu macho?
Tá cheio de carapanã na tua casa?
O popopô quase vira?
Te deram um coque?
Tu viste um moleque pular de carambela no garapé?
A fila tava grandona?
Viste um vira-lata cheio de tapurú na orelha?
Tem gente que vive frescando contigo?
Deixaram um torete porrudão no banheiro?
Tu odeias aquele teu primo mexilhão?
Te cagoetaram?
Esmigalharam teu dedinho no Círio?
Aquele(a) dispré te ligou?
Solte um ÉGUA-MOLEQUE-TU-É-DOIDO e seja feliz.

Sem potoca, nem sapateado de catita. Espaço aberto pra tudo e todos.
Até pra brincar duma pira. Avacalhou, vai morrer na mãe e sem direito a pira-paz-não-quero-mais-colher-de-pau-colher-de-ferro-
quem-me-tocar-vai-pro-inferno.

Maninhus e maninhas, até aquela uma, se abicorem por aqui.

ÉGUA-MOLEQUE-TU-É-DOIDO!”

Achei a comunidade “ÉGUA-MOLEQUE-TU-É-DOIDO!” no orkut por acaso. Achei o máximo, entrei. Só me entende quem é do Norte ou morou por essas bandas daqui! rs

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