Se viver não é preciso
Do que preciso?
De uma caneta e papel
Por que a bússola,
Tadinha da bússola.
Fica lá, a espera de alguém que
desesperado por direções, queira navegar.
Só de caneta e papel
Pra anotar o que vejo, nos lugares onde passo,
mesmo dentro do meu quarto
Se viver não é preciso
Que venham as palavras,
As certas e as erradas
Mansas ou afiadas,
melhores ainda as que vêm desenhadas.
Porque viver não é preciso
Só quero o papel e a caneta
Sem bússola nem radar,
pra navegar na imensidão desse mar
que fica em uma das gavetinhas de minha cabeça.
Foram com essas palavras que tudo começou… No mês de julho, há 2 anos!.. Passado todo esse tempo, muita coisa mudou, a cara do blog, as pessoas que aqui passeiam, uma coisinha aqui outra alí, mas a idéia é sempre a mesma, a vontade de colorir com palavras os dias, assim, neste então, diário (não tão diário assim) virtual.
E continuam rolando as poesias, crônicas, rabiscos sobre música, cinema, eventos que acho interessante divulgar e o que mais o istante permitir. Trata-se também de um despretensioso “trocar idéias”, e que nos têm permitido certa diversão. O que eu não sabia, que depois de tudo isso, eu ainda faria amigos, alguns virtuais, outros bem rais, mas todos, pessoas interessantes, com quem a troca fica muito mais prazerosa.
Parece clichê, e é (sempre é)… Mas parece que foi ontem que não sabia por onde começar, e depois que soube, não sabia que nome batizar o blog. Queria algo com a minha cara, um delicioso clichêzão que pudesse colorir. Foi então que escolhi (para os que ainda não sabem) o nome do blog inspirada por uma das frases preferidas de Clarice (olha a intimidade da lôca!rs):
“Nada existe de mais difícil de que entregar-se ao Instante. Esta dificuldade é dor humana. É nossa.”
E qual minha surpresa hoje ao dar uma olhada no que as pessoas procuravam para chegar até o Neste Instante: “o que significa Instante”… Bem, não acredito que a pessoa tenha achado a resposta aqui, pois nossos instantes podiam não estar Neste… A única coisa que sei, hoje, comemorando a existência do Neste Instante, é que em todo instante, mesmo nos procurados no Google, há neles, fragmentos de todo existir.
Vida Longa Neste Instante… Porque Noutro, será Outro!







