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E tinha aquela coisa que me incomodava todas as vezes. A vezes que nos encontrávamos. Uma coisa sim, coisa sem nome, e coisas sem nomes incomodam a qualquer um. Depois acostumei, acostumei sim, como qualquer um, depois do tempo passado com as coisas ou cousas, qualquer coisa, que eu resolvi chamar mesmo assim, “coisa”. Simples assim. Mas não era nada simples. A coisa continuava lá, incomodando e a gente fingindo que ela não lá estava, mas você mesmo desgostou quando a viu, por detrás de meu andar, e eu, fingi, mais uma vez, que não percebi.
Um dia eu descobri o nome da coisa, mas não quis comentar, achei que se você não falava nela, era porque não se importava com ela.
Mas aí veio a descoberta. Embora eu achasse que sabendo seu nome e tendo acostumado com sua presença, tudo mudaria e nada mais incomodaria, aconteceu o avesso. Tudo mudou, mas não como eu havia imaginado. E sim o contrário. Eu, sem querer te falei o nome dela, mas não com palavras… Talvez tenha sido mais uma vez, o meu andar. Eu não mais andava, eu mancava com isso, você realmente se incomodou.
Foi tão insuportável escutar o nome da tal, que resolvemos então, enfrentá-la de vez. E pra isso só bastaria um gesto, olharmos nos olhos dela, o meu no teu, o teu vice-versa. Saimos assim, simples, de dentro da gente, sem permissão prévia, sem preparo e sem mais quase mentiras. Era chegada a hora. Despedida.

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