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nov
30

Por algumas dessas horas de hoje
Horas finais de novembro
Paradinha em silêncio, penso
Na chuva que caiu
No barulho que ela fez no telhado
E o que ela lavou em mim
E o que de nós ela levou
No vento que embaraçou meus cabelos
E também meus pensamentos
E em tudo que ele trouxe
No seu trajeto Perpendicular ao Sol
Nos Instantes que valeram
E no que aprendi com eles
E no que construí neles
No que farei com os Instantes futuros
Que virão em conseqüência desses
Que foram embora junto com
As chuvas e Os ventos
Desse passado Novembro.
Foto: Lourdes Guedes
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nov
28

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nov
26

Como podes julgar alguém?

Continuas vivo…
Errarás também!
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nov
25

Quando eu era criança
Todos perguntavam
“o que você quer ser quando crescer?”

Quando eu era criança,
Ficava perguntando a mim mesma
Por que todos queriam isso saber…

Parecia uma pressa danada
Nem grande eu queria ser!
Só criança, brincar e mais nada…

Era a única coisa que eu sabia fazer.
De tantas perguntas
Já nem queria crescer!

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nov
24
Feliz Meu Ano Novo Pessoal!

nov
24


Amigo:
– ai amiga, 30, né… o meu também tá chegando, arrasado… e vc como se sente? (esperando uma resposta negativa, não por mal, mas…)

Euzinha: – Tô óóóóóóóóótimaaaaaaaaaaaaaa!!!! Afinal,são 30, né?! hahahahahha!!!!

piadinha infame

amiga: – Nossa Kia, 30 já né?… Tá ficando velhinha…rs
Euzinha: – Pois é né amada… eu tenho 30, você terá…ou não! hahahhahahahaha

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nov
22
Queria te colocar em escritas palavras
Tudo isso que aqui dentro mora
Mas nelas existe uma certa demora
Ate que a percepção se faça

E é nessa combinação de sentidos
Que me reconheces em meu mais puro significado
Eu, meu ser, isolado
Separadamente a ti oferecido

Na tua presença, seria através da tua audição
Aguçados por todos os teus outros sentidos
Que minha palavra encontraria toda significação

Impedindo que um deles engane teu coração
A possibilidade verbal será apenas a via
Que te dará por completo, minha maior expressão.

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nov
21

Love is a cliche, but it works!

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nov
20
Uma vez me apaixonei, perdidamente. E preciso explicar que o perdidamente não é apenas força de expressão, me perdi mesmo, nunca havia perdido nada, nada, absolutamente. Metódico que só eu, tinha um mapa de minhas coisas de casa e do trabalho como num GPS última geração em minha cabeça, e sempre me orgulhei muito disso. Não chegava a ser doença, pelo menos não mais, depois que mandei embora a empregada porque ela colocou minha camisa amarela de trabalho junto com a roxa de passeio, achei que estava na hora de procurar terapia e há dois anos já deixava os legumes verdes misturados com os vermelhos… Eu ainda era solteiro, dava pra ser doido assim.

Dessa vez, me apaixonei. Claro que não foi apenas daquela vez, mas dessa que estou falando foi paixão pra escrever um livro, mas como não sou escritor, vou escrevendo assim mesmo, sem muita lógica . Eu amei minha mulher, amei muito, mas paixão, ah, paixão foi aquela. Nunca falei sobre isso com ela, mas acho que ela sabia, afinal, ela era muito esperta e me conhecia como ninguém. É, não foi preciso falar sobre isso não, meu amor era dela, mas paixão, ah, paixão foi mesmo aquela.

Então eu me perdi. Não sabia onde colocar meus pensamentos, imaginem as coisas. Esquecia tudo, bem como não lembrava de nada. E não é redundância não, é a pura verdade. A coisa era complicada, eu pedia o pão e esquecia de pagar, eu esquecia, em qualquer lugar o celular, e eu já falei, nunca esquecia nada. De repente minha casa parecia ter um buraco negro, meus CDs já não estavam no lugar, que dirá em ordem, não existia mais ordem alguma. Perdia tudo, inclusive a hora, a hora que passava devagar quando estava com ela. Tinha vontade de perguntar se essas coisas aconteciam com ela também, mas era demais, era admitir. Admitir que eu estava apaixonado, perdidamente… Um dia, deixei o perfume dentro da geladeira. Foi quando eu percebi, estava louco! loucamente, necessariamente louco, por ela! O perfume na geladeira foi demais, isso tinha que acabar. Mudei, me policiei o quanto pude, antes que saísse do controle (já tinha saído, mas eu precisava voltar). As coisas melhoraram, tanto que até falei pra ela, e ela, ela apenas sorria. Ela sorria porque não sabia do perfume na geladeira, tenho certeza que teria me achado varrido e talvez pensasse em me deixar, ou seja, eu não podia falar tudo. As coisas melhoraram, eu continuava tonto e meu GPS cerebral só apontavam pra ela, mas já não esquecia as coisas dentro de lugar nenhum.

Quando minhas angustias sobre não me pertencer mais, não mais me afligiam, acordei bem, me arrumei e fui trabalhar. Contente, estava apaixonado, mas ainda sabia de mim, pelo menos essa certeza eu tinha, sabia de mim e onde havia deixado o perfume. Cheguei no trabalho cedo e pra meu espanto senti que as pessoas me olhavam diferente. De repente eu era quase popular. Aquilo não era normal: “Oi Waldir, estas mais magro!”( e eu havia engordado), “Hum, roupa nova, eim?” (e era apenas minha camiseta vermelha de trabalho), “Nossa! Lentes de contato, é?!”(e era apenas minha única herança, um par de olhos verdes de minha vó portuguesa), entre outras. As pessoas estavam falando comigo mais que o usual e eu falava com elas e sorria, isso não era um bom sinal, “ah meu Deus, preciso voltar com minha fama de mal , pelo menos a de mal humorado” pensei, mas um sorrisinho ridículo não saia dos meus lábios. É, eu estava apaixonado. Perdidamente e já me achado.

Quando assumi minha paixão, descobri que eu, definitivamente, não era bom nisso , e ela? bem… Ela me parecia tão acostumada, que resolvi imitá-la. Ela não era a mais bonita, mas transpirava paixão. Era isso que eu nem sabia que procurava. Uma dia ela me olhou sem dizer nada e eu percebi, não agüentaria, tinha que voltar pra minha vida, pois aquela era muito colorida. Voltei. E é claro que ela não entendeu. Nunca mais fui tão preto e branco como antes…

Uma vez me apaixonei. Tive medo. Pensei que assim não teria sossego… A verdade é que agora, não mais em segredo, dessa paixão, minha alma não tranqüilizei.

p.s.: é amigo, a história é sua, o floreio é meu.

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nov
19
As vezes tenho a impressão que você pode escutar meus pensamentos. Me dá um frio na espinha. Não que você não possa conhecê-los, você sabe, eu sempre acabo te contando mesmo… Mas é que saber assim, quando eles ainda estão em processo de maturação aqui dentro… Pode te fazer ficar com medo, não deles, mas sim de mim.
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nov
19

Faltando algumas últimas páginas do livro. Parei de ler. Por quase uma semana, ou menos, ou mais. Foi quando percebi que era saudade, antecipada, do personagem.
Voltei a ler. Livros, como outras coisas precisam de fim.

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nov
19
Nas conversas através dos blogs, na maioria das vezes, nos apresenta pessoas bem interessantes (bem como o contrário também é verdadeiro), e claro que seus comentários o acompanham e a gente tenta responder, mas nem sempre o retorno é eficaz. Conversando com a Ro Pavulagem, ela me deu a idéia simples, mas que eu ainda não tinha pensado, de fazer uma enquete sobre o assunto.
Então é isso, simples assim, você me ajuda a melhorar nosso contato, votando na enquete aí ao lado. Ah, e um Bom Dia!!!
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nov
17

Gosto mesmo é assim
Abusando e tentando as formas
Tomando tuas horas
Pare que estejas sempre olhando pra mim!
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nov
14

Não quero palavras,
não agora,
nessa hora pálida.

Preciso apenas de uma saída…
Não a morte,
Apenas uma passagem
só de ida.

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nov
13
Leiam isso (aqui) e tirem as próprias conclusões!

Não é a primeira vez e infelizmente não acredito que será a última. Sobre o plágio na internet, não há muito o que fazer nem dizer. Sabemos o básico e mais importante, que o plágio é burrice, falta de criatividade, crime e antiético. E não são banners digitais que farão com que os burros, sem criatividade, imorais e caras de pau plagiários sintam-se compelidos a não agir…
Esta ainda tentou disfarçar, introduzindo palavras dela, mas eu não preciso dizer aqui o que é o plágio. E não foi nem de um post específico não, foi o meu perfil aí ao lado.
Mas quem sabe eu não recebo um e-mail dizendo que foi apenas um esquecimento a respeito do crédito, ou ainda um retificação do texto com as devidas aspas e referência… Afinal, ainda teimo em acreditar no melhor das pessoas.


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nov
11


Escrevi uns versos, mas eles ficaram incompletos. Ficou faltando umas idéias, as quais também não ficaram claras. A estrutura continua lá, e toda vez que tento moldá-los à uma nova idéia ou palavra, a coisa toda fica mais inacabada. Parece-me que continuar seria uma forma de mascarar o fato de que não dá pra terminar algo que não tem mesmo fim. Tive que procurar por coisas, pessoas, lugares e mais outras coisas que não tivessem fim. É que eu aprendi que tudo tem fim, sempre. Começo, meio e fim. Mas me lembraram daquela outra máxima de que sempre e nunca são coisas que nem sempre, bem como nem nunca são sempre. Pensei ainda que se não há fim pode ser que nem sequer tenha existido um começo. Resolvi deixar pra lá, mas constantemente eles vêem me pedir uma conclusão, nem que seja a morte… Ainda não tive coragem – ou seja lá o que for – para matá-los. Escreverei outros versos.

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nov
07
interprete da maneira que quiser
minha versão é apenas uma
sou tua
tua mulher
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nov
07

Não me sinto a vontade

Com o cronômetrado

Com os números exatos

Nem com os números pares

Com exceção dos meus sapatos.

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nov
07

“silogismo dubitativo que demonstra o valor igual de dois raciocínios contrários.”

… e assim, eu sinto.

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nov
06

Essa coisa toda de ser é cansativa demais. Esgota. Agora mesmo, já não somos mais. O presente nem mesmo existe, não é mesmo assim? Então, como pode achar que me conheces, se nem mesmo sabes quem és neste exato momento… Que passou, eu passei e você também.
Não julgues o que vê, posso não mais ser esse ser que acreditas que sou, nem eu mesma sei se te digo a verdade. Esgotei as possibilidades. Cansava, cansei, cansarei e remotamente também cansaria. Só sei que não mais serei o que esperas que eu seja!

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nov
06


…Se concordares: eu desejo conjugar contigo o estar com toda a compleiçao física que puderes me dar. Construir o sentido de sermos no momento que quiseres, e assim permanecer conjugados, nós, dois. Mas por favor não te tardas que tenho medo de faltar, achar-me com medo, medo de me ser o contrário do que tanto desejo: eu desejo conjugar contigo e estar.

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nov
06

O Concerto de Verão da Confraria Tucuju desta sexta-feira (07), no Largo dos Inocentes, traz um dos mais tradicionais músicos do Amapá, o violinista Hernani Vítor Guedes (PAPAI!), em show que tem o acompanhamento dos músicos Nivito Guedes (MANINHO!), Pingo e Canela. Hernani é pioneiro na música do Amapá, foi líder do Conjunto musical “Os Mocambos”, sendo o primeiro músico a gravar um LP, mostrando não somente as composições dos componentes do grupo, mas foi o primeiro a divulgar a raiz do nosso folclore, o Marabaixo. Possui músicas gravadas em CD’s de coletâneas comemorativas ao aniversário de Macapá, participou de vários festivais da música. Em destaque para o I Festival da Canção Amapaense (1971), onde obteve o 2º Lugar e venceu o prêmio de música mais popular, com a canção “Declaração”.

Atualmente é integrante como primeiro violino da Orquestra Primavera, tendo se apresentado no Teatro Nacional do Distrito Federal/Brasília, no Teatro das Docas do Pará e na Inauguração do Teatro Pinheiros – SESC Pinheiros em São Paulo. Realiza apresentações em shows institucionais e particulares como: Feira Agropecuária, Macapá Verão, feiras culturais em escolas públicas, Teatro das Bacabeiras, Convenções do Rotary Internacional, festas de casamentos, aniversários e outros.

Suas apresentações são marcadas pela irreverência das melodias apaixonadamente envolventes, que vibram no bailar do arco nas cordas do seu violino mágico, mostrando nos seus shows um estilo próprio e único desse artista erudito para tocar a nossa música brasileiramente Amapaense.

Serviço:

Concertos de Verão

Show: Hernani Vítor Guedes

Realização: Confraria Tucuju

Local: Largo dos Inocentes

Data: 07 de novembro de 2008

Hora: 20 horas

Contatos para shows: (96) 3222-1692 e 9971-9713

Foto: Arquivo pessoal, Hernani e Nivito

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nov
06




“…unless we perfect our union by understanding that we may have different stories, but we hold common hopes; that we may not look the same and we may not have come from the same place, but we all want to move in the same direction…” (leia o discurso na integra aqui)

“…a não ser que aperfeiçoemos nossa união ao compreender que, embora nossas histórias pessoais possam diferir, temos esperanças comuns; que embora nossas aparências não se assemelhem, desejamos todos nos mover na mesma direção…

Imagem: PatrickMoberg

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nov
06

Amadeu Cavalcante e Zé Miguel

O Instituto Raça Humana é uma associação civil e cultural sem fins lucrativos, democrática e pluralista que tem por finalidade a promoção da cultura e da educação; a defesa e a conservação do patrimônio histórico e artístico, a defesa, a preservação e a conservação do meio ambiente; a promoção do desenvolvimento sustentável e a promoção da paz, da ética, da cidadania, dos direitos humanos, da democracia e de outros valores universais.

A entidade tem como sócios fundadores Ronaldo Serra (advogado), Job Miranda (oficial de justiça), Jucicleber Castro (técnico em telecomunicações), Telma Oliveira (professora), Fátima Guedes (socióloga), Telma Lúcia Souza (pedagoga), Márcia Corrêa (jornalista), Jorge Calandrine (engenheiro químico), Paulo Bezerra (administrador), Jocivaldo França (sociólogo), Amadeu Cavalcante (músico), Kiara Guedes (professora), Ângelo Vaz (advogado), Zé Miguel (músico), Araciara Macedo (produtora cultural), Alberto Cavalcante (publicitário), Paulo Sérgio Maciel (sociólogo) e Dorival Costa (advogado).

Para dar início às suas atividades, o Instituto Raça Humana promove o show Amadeu Cavalcante e Zé Miguel, juntos na Chopperia da Lagoa, no próximo dia 7 de novembro, às 22 horas. Um grande encontro de dois dos mais importantes artistas amapaenses. Ingressos e mesas podem ser adquiridos na Banca do Dorimar e na Sorveteria Jesus de Nazaré. Quem comprar antecipadamente terá descontos nos preços.

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nov
03
É Ele, o mês preferido neste e em todos os meus Instantes. Mês em que comemoro minha existência, com cheirinho de chuva repentina, mansinha. Quando entro em meu Ano Novo Pessoal.
E pra quem não sabe do meu amor por Novembro, este post vai ajudar. Republico 3 das minhas palavrinhas para ele. Dessas em que não escondo meu colorido.
Quem sabe vocês não aprendem a gostar dele e fazer coro comigo…rs.

Para Meu Querido Novembro com amor

Meu Querido Novembro, Sei que você anda chateado comigo por nunca ter feito um post só pra você. Eu sei, eu sei, já fiz pra Junho e Janeiro. Mas é que eu também gosto deles dois, não tanto quanto eu gosto de você, mas gosto, você sabe: junho é festa junina e eu adoro toda aquela animação, as comidas típicas, as tradições, sabe que sou ligada nessas coisas, e você sabe também que dia 24/06 é dia de São João, e euzinha fazer o mingau já é uma tradição, como soprar velinhas no 24 que vem. Pare já com esse ciúme. Ah, tem também o dia dos namorados, oras. E não venha fazer coro com aqueles que acreditam que o Dia dos Namorados é apenas mais uma data mercadológica criada pelo capitalismo, tenho que concordar com eles também, porém não sou do contra completamente, né Amado? Afinal de contas sou uma adoradora de clichês, e mesmo dizendo a tradição que o mês mais romântico é maio (o mês das noivas), prefiro acreditar que este título pertence a junho. Sim Novembro, eu adoro Junho, ou você quer que eu minta?… Logo pra você?… Janeiro? O que tem janeiro? Já conversamos sobre isso várias vezes, e eu não gosto de ciúmes, não gosto mesmo. Janeiro é recomeço, é ele que me leva a sonhar que um dia a gente vai se encontrar depois de alguns outros meses no caminho, e que até aqui fiz um monte de coisinhas legal pra te contar. Ah, e vamos combinar que toda aquela história de Janeiro (do latim Januarius, de Janus, divindade romana). E que seu nome era uma homenagem ao deus Janus, filho de Apolo e da ninfa Creusa… É realmente incrível! E não adianta que daqui a pouco chega Janeiro novamente e eu vou postar sobre isso pros meus amigos verem sim! Ah meu Querido Novembro!! A diferença está aí pra todo mundo ver, eu amo você. Amo tanto que em Novembro é quando mais eu escrevo, não sei o que fazes comigo, só sei dizer que eu saio meio do trilho e gosto de pensar que somos só, nós dois, entre nossas confidências escritas rapidamente em qualquer papelzinho pra que elas não se percam. Em alguns instantes, uns sonetos ao vento E a Chuva que você sempre traz? Ééé! Agora você fica ai, todo sorridente porque sabe o quanto eu adoro a Sua Chuva, a Chuva de Novembro – EI! E POR FALAR NELA? CADÊ EIM?… Não se faça de bobo não que não é só você que pode me fazer cobranças, mas eu entendo que os homens têm feito tantas coisas ruins e sem pensar que nem você tem mais autonomia pra chover mansinho no meu telhado, mas Novembro, eu prometo que sempre falarei para as pessoas sobre o aquecimento global, juro! Eu nasci com você me embalando, quase acabando, mas a tempo de me mostrar as acácias. Eu perguntei outro dia para minha mãe e ela me contou que quando chegamos em casa os cachos style="font-size:100%;">estavam lá todos abertos, sei que foi você quem os abriu e todo Novembro é sempre a mesma coisa. Ela também me contou que em todos esses anos, os galhos as vezes ficavam pesados demais e meu pai amarrava-os perto da janela pra que as flores nunca deixem de florir no dia do meu aniversário. Ah, obrigada! E voce sabia que as flores de Novembro são os crisântemos? É, eu também não, até ganhar semana passada um vaso e saber que são Suas Flores, amarelas como as do meu aniversário. Hum… Sei… É contar pra eles? Posso mesmo? Olha lá, eim! Depois não diz que eu não perguntei. Humpf! Sim, fico vermelha mesmo, e daí? Mas sei que você é o responsável por todas as minhas grandes paixões, todas elas! As amorosas e carnais pelo menos! Bem como aquelas maravilhosas ilusões… Nossa, e os amores que eu tive… Como você conseguiu trazer-me todos, Novembro? Acho que não você tem noção disso, ou tem? TODOS os amores que tive na vida inteirinha (mesmo quando me apaixonei pela primeira vez em 82 quando o David Bowie apareceu cantando Star Man no fantástico, eu vi com você Novembro!) Até o Meu Amor, aquele que era pra não chegar na hora marcada, e não chegou, mas veio com você… e ainda está aqui. Ai, como você ainda pode sentir algum ciúme de outro mês bobinho!!? Eu não só o amo, como gosto de pronunciar teu nome, e como já falei pra todo mundo, nem precisaria de calendário pra saber que você está chegando, eu sinto teu cheiro. Eu sinto Novembro!

Os Ventos de Novembro

Os ventos de novembro são fortes
Balançam minhas quase certezas
Algumas vão embora com ele sem tristeza
Outras caem como folhas secas, sem mais sorte

Os ventos de novembro são fortes, mas gentis
Passam e tiram a poeira das prateleiras
Onde exponho minhas fraquezas
Pra que eu possa nelas ver, riquezas sutis

Os ventos de novembro são também novas Palavras
Trazem sempre novas perspectivas, como um trato:
Possibilidades de amor, peças a serem encenadas

Os ventos de novembro enchem-me de alegria
Nunca nos despedimos, deixo a porta sempre aberta
E eles vêm, secam a tinta da escrita e fecham as feridas

It’s November


Sunshine, blueskies please go away
This might sound strange
But I love when the sky is gray

I really wish it would rain
All my November long
Silly smiling face again

You may not appreciate it
And don’t even rack your brains
But… I’m happy when it rains.



tela: Nelly Van Nieuwenhuijzen, “yellow happiness in the blue rain”, Painting Acrylic, 2005

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nov
03

Grupo de Teatro Experimental PIRACUCA estará apresentando o Espetáculo PASSOS DA LOUCURA em Novembro no Teatro Porão do Sesc-Araxá, todas as sextas e sábados às 20 horas.
Ingressos a 2 reais (meia) e antecipados… e 5 reais (inteira).
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