A vida é uma lousa, em que o destino,
para escrever um novo caso,
precisa de apagar o caso escrito.”
Machado de Assis
Ano Novo, papo furado velho!
Mas acredito que a idéia seja mesmo essa, oras! Não quero nem imaginar a vida sem a divisão de tempo, pois embora as vezes seja cruel, é ela quem nos dá essa folga de nós mesmos… É inerente ao ser humano o medo de mudar, antagônico sentimento, vez que o desejo de mudar além de inerente também, é o que nos impulsiona desde sempre (digo sempre meeeesmo, é só procurar saber de quando remontam os ritos que envolvem esse desejo de mudança).
E mesmo sabendo que assim que o dia-a-dia do novo ano chegar, vai nos engolir, e junto conosco, todas as promessas e desejos. E que não dá pra ter dias melhores sem ter plantado melhores dias… Todos esses nossos desejos (que também se realizam vez ou outra – talvez não da maneira que esperávamos), nos vem como lindas possibilidades. E se ele é assim, novinho, podemos nos permitir fantasiar/crer/acreditar/torcer/ou seja lá qual for o verbo, 51% – 49% ao invés do 50% – 50% que nos impõe as possibilidades, de termos “a vida melhor no futuro, repleta de toda satisfação, que se tem direito…” como empolgadamente acompanhamos Lulu.
Eu sei… Sou uma otimista incorrigível. As vezes é irritante até mesmo pra mim. Mas não, eu não vejo o tal futuro melhor, mas também não posso afirmar que pior ele será. A única coisa que vejo, são milhões de pessoas com desejos verdadeiros.
Então, seja pulando sete ondas, comendo… quantas uvas são mesmo?, usando roupa branca, acendendo velas, fazendo oferenda ou mesmo apenas assistindo a festa da virada do Ano com o Fausto na globo…
Que todos nós tenhamos um lindo 2009!






