Mas o que nos distanciava
Era sua idade e a minha
Que eu mais parecia sua boneca preferida
Um dia você me fez uma surpresa na escola…
Ah!…Que surpresa maravilhosa! Você na minha escola
Nem imaginas
Mas naquele dia sonhei
Que Éramos amigas.
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e disso aqui, lembra?
Quanto tempo fazia mesmo que não olhávamos uma para a outra e sorriamos a toa? Quanto tempo fazia mesmo que vasculhávamos a roupa uma da outra?… Pra depois percebermos que não temos nem o mesmo corpo nem o mesmo gosto?
E o café com leite do fim da tarde?… Não mais lembro quando foi que tomamos juntas? Você duvidando que eu vá deixar um pouquinho no fundo da xícara e eu, que você pôs demais açúcar? A parte boa é que pelo pão ninguém briga: você sempre querendo o cascudo e eu, o massudo… E é na mesa que tudo vira assunto!
Que dividimos o banheiro, o calor do carro sem ar-condicionado e a mesma agonia que nos rende tantas e tantas divagações por sermos tão diferentes e vindas do mesmo ventre?
Quanto tempo fazia mesmo que não nos olhávamos e sorriamos a toa?
Quanto tempo fazia mesmo que não passávamos uma tarde toda rindo das pessoas que achamos “toscas”?… Pra depois nos culparmos, com gargalhadas, uma a outra pelo preconceito, t
ão ou mais tosco que o comentário feito?
E as piadas sem graça, quem ninguém mais entende? Como as cartas vindas das Gerais, o elevador, ou até mesmo o locutor.
Quanto tempo fazia mesmo que não… Que não… Que eu não dizia que te amo, assim… Desse jeito. Jeito meu, jeito teu, jeito nosso. Jeito de melhor amiga, jeito de irmã. Dessa maneira completamente precisa.







