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Há uns anos, no dia 22 de março, Dia Internacional da água, resolvi escrever um e-mail sobre o assunto. Nada demais, só um lembrete e não seria nenhum espanto, já que meus amigos conhecem bem minha preocupação e o que penso sobre o consumo consciente.
Hoje, vi várias matérias sobre o assunto e lembrei do tal e-mail, bem como dos “e daí(s)?” que recebi de volta, e me dei conta de quanta gente ainda não despertou. Mas como é possível? Ainda hoje, como há anos as pessoas fazem aquela cara de paisagem como se isso não fosse com elas, isso me assusta.
Acontece que todos sabem o que vem depois do “e daí”…
É tudo muito obvio. A água é fundamental para o desenvolvimento sustentável, para a integridade ambiental e inclusive a mitigação da pobreza e da fome, e é indispensável para a saú
de e o bem estar humano.
No mundo das desigualdades as coisas funcionam mais ou menos assim: enquanto nós, habitantes de regiões fartas em água doce, desperdiçamos esse bem tão precioso como se impossível fosse acontecer de faltar, no interior da Bahia, região de produção do sisal, as mulheres aprendem o ofício de pedreiras e atuam na construção de cisternas para captação de água das chuvas. Elas assumiram a tarefa antes exclusiva dos homens, que abandonam a região em busca de emprego.
Mas esse só é um exemplo. Existem outros milhões… E mais outros milhões de “e daís” desviam a atenção do assunto relacionado a problemas de abastecimento de água potável.
Desculpem-me, mas eu acredito sim que as coisas podem mudar começando por nós…sim, a velha história do “fazer a minha parte”. Mas também dar exemplo funciona. Falar de assuntos assim as vezes parece um repetitivo e exaustivo, e pra muitos o que me parece bem pior: fora de moda, cafonice. Mas é assim mesmo que deve ser!
Precisamos que a consciência pública aumente sobre a importância de conservação, preservação da água, aumento de consciência dos governos, das agências internacionais, ongs e setor privado, mas não só de papel e sim de ação.

Minha primeira ação, não foi um e-mail ou um post num blog de meia dúzia de leitores. Não, foi bem mais simples que isso, foi um ato involuntário pela manhã de fechar a torneira enquanto estava escovando os dentes…para depois abrir novamente, o de fechar igualmente o chuveiro na hora do sabonete e do xampu, o que já não é nenhum esforço depois de anos de costume. O de aproveitar a água da máquina de lavar roupa, depois de uma “batida” para lavar o chão da área externa (é apenas água com sabão!), trocar o uso da mangueira pelo balde e outras ações que parecem tão pequenas fazem muita diferença.

Eu não sei vocês, mas eu morro de medo quando lembro da realidade: a que a água é um bem finito.


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