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jul
30

A Márcia, do blog Papel de Seda, me passou a brincadeira da página 161. A brincadeira, pra quem não sabe é a seguinte:

A gente recebe o convite de quem já está participando, escolhe o livro que quiser, publica no blog a quinta frase (ou parágrafo) da página 161. Depois é só escolher outras três pessoas amigas que escrevam na internet e passar à frente a brincadeira.

Essas brincadeirinhas sempre nos ajudam quando falta assunto ou tempo. E lá fui eu… Como não estou em casa, não deu pra escolher muito, peguei o livro que acabei de ler e que achei ótimo, “A cidade das Palavras” do Alberto Manguel, mas percebi que apesar de grandinho o livro não tem a página 161, fica no quase, é que as letras são pequenas mesmo (rs). Ai, peguei o “Caderno H” do Mario Quintana, que também acabei de comprar novamente porque o meu anterior dei de presente… (longa historia sempre). Então fica assim:

Caderno H, Mario Quintana, página 161:

“Bilhete

‘Ah! que la vie est quotidienne!’- ainda se queixa as vezes, debaixo da minha cama, o poeta Jules Laforgue, Digo debaixo da minha cama, porque ele já foi outrora meu poeta de cabeceira… e é alí mesmo que ele está morando com outros fantasmas – agora que as casas não tem mais porões. Nem queiras, velho poeta esquecido, vir dar uma olhada a este nosso mundo. Como sempre novidades, mesmo, não existem: só existem modas.”

Ai, pra continuar a brincadeira, eu passo a bola pra Thaís França, No mezanino, Anne, no Chá de Sumiço e Tâmara, no blog Intimidade.

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jul
24

saudadedaquelemar

A Minha Amiga Saudade

Saudade,
Pra onde queres me levar

Não posso ir
Até poderei ir, mas terei que voltar

Meus cabelos não aguentam
Todo esse vento que vem do mar

Não me interprete mal
Eu gosto de vc
Mas tenho uma vida pra viver

Sei que és companheira
E que sem vc a memória seria solitária
Mas deixa passar a poeira
Que voltamos à nossa bebedeira
Não! Vc não precisa ir embora de vez…
Só precisas ser mais paciente
cautelosa e quietinha
Pra que eu possa dormir tranquila.

Foto: arquivo pessoal

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jul
24

OgAAAGkR29YLV9DivVp6SfiulaETE_xPGywadGz20sKAQFw2qY-niTbKIfLjf1MlHbtqxl3GSDLPzX1vnaqj-2O9AeEAm1T1UI26y-EspsRZzsz4_2MdD3Hqz7s5 Não faz tanto tempo e ela Tika, mistura de Tia com meu apelido Kika, dormia enroscada comigo e adorava dizer que era minha filha… Aí quando me percebi, lá estava eu, ajudando-a a se arrumar praquele aniversário, no qual o tal menino tudodebom.com.br ia estar… Emprestando sapato e ouvindo confidências… rs. Ai ai, os cachinhos dourados deram lugar a um jubão emoldurando um rosto de menina quase mulher… Eles crescem e nos deixam cheios de nostalgia, mas não tem jeito, serão sempre nossos bebezinhos. E nós, sempre tios babões!
Parabéns minha Anjolescente! Feliz Existência!

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jul
18

Amigos, mexendo no que eu não sabia, acabei fazendo uma m**** enorme, nenhum link, a não ser os de outros blogs, estão funcionando, ou seja, categorias, comentarios, busca e etc etc etc… Tudo culpa minha, claro. Mas já pedi ajuda de quem realmente sabe das coisas e qdo tudo voltar ao normal, aviso.

Bjs

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jul
16

Ainda não mudaram o endereço do blog?… Ai. deixa de preguiça e muda logo essa bagaça!

BeijoMeLiga, opa, BeijoMeTwitta! rs

:*

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jul
15
roupas-varalPorque rima com poesia
Eu quero pra mim
Um varal
Cheinho de velhas fotografias
Que eternizaram os versos
Que o vento
Não secou

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jul
13

Uma paixãomy_favorite_rock_girl_sized1

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jul
13

rest-quilo21Quando sentei na mesa do restaurante e olhei pro meu prato e vi aquele monte de comidas diferentes, todas brigando por um espaçozinho pequeno nele, um montinho de farofa brigando com um pedacinho de lasanha, a salada sufocando com tanta cor o monocromático arroz, foi que percebi:

A maneira que escolhemos as comidas no restaurante a quilo reflete como fazemos, ou não fazemos, nossas escolhas pessoais. Assim mesmo, as duas, diretamente proporcional.

Ta, é claro que essa é uma teoria barata mesmo, teoria vulgar, em que o único embasamento teórico é o tamanho do prato e a balança que os pesa. Mas colocar um post com o titulo de “teoria de alguma coisa” fica parecendo uma coisa inteligente, né não?

Então, assim como eu, há milhares de pessoas que não conseguem escolher entre a maniçoba e a feijoada, salada verde ou a coloridona num restaurante a quilo, há também as que têm no prato um só tipo de comida, ou comidas relacionadas. E embora eu já tenha escolhido uma só comida, a freqüência é que realmente determina o “estudo”. Outro dado importante é que a maioria das crianças são as que menos variam no prato, mas isso poderá ser um estudo posterior… (rs)

Minha dificuldade de fazer escolhas é épica, sempre um sofrimento, e na maioria das vezes se eu não sofro, é muito possível que eu nem tenha tido a dúvida, eu apenas achava que a tinha. No restaurante não há sofrimento, quando percebo, o prato já está recheado de monte de coisas… E pra que fosse estudo, além do método de observação, comecei a pesquisa com alguns amigos, numa abordagem de associação livre mais barata que a própria teoria que quero provar. O resultado foi revelador:

67% dos que escolhem muitos tipos de comida, dizem ter dificuldade de fazer escolhas. Desses, 93% dizem ter extremas dificuldades de fazer escolhas.

89% dos que comem um tipo de comida, já sabiam aos 12 anos o que queriam ser como profissionais, ou tinham uma idéia clara do caminho. Desses, 98% se dizem ser pessoas práticas. 100% dos quais não acreditaram muito nas minhas perguntas e riram de mim. (Será que minha terapeuta entra nesse grupo?…).

51% dizem repetir o prato com as comidas elegidas como melhores. 95% desses, claro, são os que fazem aquela mistureba louca no prato. 1 entrevistado diz que só coloca muitos tipos de comida quando está em sua fase, como ele descreveu “fase de pecador específico da gula”.

3% acharam irrelevante minha pesquisa, fizeram tanta perguntas que parecia que a entrevistada era eu, deixei anotado pra observar essas pessoas comendo da próxima vez num restaurante a quilo numa aposta que eles comem só um tipo de comida.

80% riram e disse que eu era louca. Mas não fiquei preocupada, pois esses nunca experimentaram comer azeitona com doce de leite e afins, ou seja, não entenderiam.

Com esses resultados, minha teoria do restaurante a quilo fica clara, a diversidade de comidas em seu prato mostra muito sobre como você faz suas escolhas na vida. Mas não se preocupe, eu não estou aqui pra julgar ninguém, só fiz tudo isso pra me sentir confortável em saber que não estou só. Além do que, adoro uma teoria de boteco, filosofia de garrafão de vinho, entre outras, e por que não estende-las a academia, boate, trabalho e restaurantes.

Se você também tem uma teoria interessante, mande pra mim, quem sabe eu não ajudo a identificar o melhor método de pesquisa?… Mas eu sei mesmo, é que da próxima ida de vocês no restaurante a quilo, vão lembrar de mim, e isso já é um resultado positivo de se fazer uma teoria. ?

p.s.1: números meramente fictícios.

p.s.2: eu sei, vocês nunca acreditaram que eram reais…

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jul
10

Já deve ter acontecido com você, o outro fala uma coisa, você entende outra e ele entende que você entendeu a coisa dele, os dois falam e discutem sobre uma coisa, você da sua e ele da dele, os dois continuam empolgados e achando legal o interesse mutuo pela mesma coisa, só que… Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

E quando os dois descobrem, sua coisa não era a dele, a coisa dele era bem diferente da sua. Conversa de doido!
Pode rir, é engraçado mesmo. Não é incrível como podemos falar de coisas distintas achando que estamos falando de uma só? E por tanto tempo!

Isso só mostra o quanto estamos ilhados em nós mesmos, não escutamos o outro e o outro não nos escuta, falamos sozinhos e nem percebemos. Mas as palavras percebem, e tiram sarro de nossas caras. Não há mais salvação, só uma boa risada.

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jul
09

twwww1

Sigam-me os bons!!! http://twitter.com/kiaraguedes

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jul
07

untitled-182E pra comemorar o aniversário do blog pensei em me vestir de pin up e fazer um vídeo saindo do blog, opa, do bolo, mas como não estou com essa bola toda, não rolou. Pensei também em acatar a sugestão da Alcilene e Veneide de comer um mega bolo de chocolate, mas embarguei, quem sabe se eu continuar na dieta, ano que vem não rola o tal vídeo…rs. Foi então que lembrei de duas perguntinha: “por que você tem um blog” e “por que você escreve?”. Conclui que respondendo num post de aniversário seria interessante. Sendo assim…

Escolhi responder “Por que você escreve?” Que responde a outra pergunta também.

Escrevo porque preciso alimentar minha loucura.

Escrevo porque existe muita gente dentro do mim… É, as vezes é uma velha vabugenta que odeia sol assim como eu, outras é uma moleca serelepe que só quer brincar, tem um ou dois homens, uma mulher sexy, uma neurótica e chata como toda mulher, há umas adolescentes ansiosas que falam pelos cotovelos, um velho que espera a morte e um monte de gente que aparece de vez em quando trazendo uma espécie de memória a qual eu terceirizo pra eles. E eu mesma, claro, que devo ser umas duas ou três.
Eu sei, é muita gente mesmo, mas eu só posso falar por mim. E fazendo isso, posso te responder que escrevo porque tenho uma necessidade monstra de “dizer”, hoje mesmo escrevi um e-mail com mais de três parágrafos só pra dizer, eu começo tímida e vou dizendo, vou dizendo e pronto, digo tudo mesmo. Uma vez falei por aqui que de todos os irmãos desejos, o de dizer sempre me pega pelo cabelo e faz comigo o que bem quer. E me diz ‘diga’, e… bem, como vocês sabem, eu sempre digo.

Há aí um certo medo de deixar pra depois, de que viver não é mesmo preciso e o amanhã, amanhã de manhã ou a tarde, pode já não existir.

Há também  o fato de gostar muito mesmo da palavra em si. Gosto de como elas se unem, de como se separam, do som que elas tem quando saem da boca de alguém. As palavras não são nossas, e eu gosto dessa liberdade que elas tem e nos impõe. Um exemplo disso é que todas as histórias já foram contadas, mas a maneira como as palavras se unem e se mostram será sempre diferente. Pó isso não tenho escola, não uso formula, muito menos tenho forma, estilo. E não me acuse nem me julgue por nao rimar ou rimar demasiado. Eu rimo com limo e as vezes desafino. Entendo que se organize livros, papeis, arquivos, basta pra mim…  Mas não entendo, e talvez nem no futuro, essa obsessão por organizar palavras.

Quando escrevo, acontece sempre “algo” que chamo de dancing with myself. Mas na verdade é que eu danço mesmo é com as palavras, mas só eu as vejo e pra não ser chamada de louca… E quando resolvo mostrar, é como se eu te convidasse pra dançar na esperança de um sim, como o “sim” que John Lennon leu através de uma lente numa exposição de arte de uma japinha hippie em Nova York e que o fez se apaixonar, ou o sim quase compulsório de quem é tirado para uma dança numa festa de interior, de ser mesmo ridícula como Billy Idol para rebolar e cantar “dancing with myself” a dois, a três, quatro…, a fim de dividir a diversão.

No mais, eu gosto mesmo é de falar, como sinônimo de dizer. Sei que falo melhor quando escrevo, sai com um pouco menos de erros, se não falo com palavra falada, tem que sair de mim, aí sai como palavra escrita.

Perguntaram-me também se doía, mas fica fácil agora depois de todas essas palavras anteriores saber que não, não dói nada. Viver é que as vezes dói. Mas viver é sentir e se eu não sinto, eu não escrevo, nem eu nem aquelas pessoas que aqui dentro de mim moram.

happy-birthday-pinup

E lá se vão 3 anos escrevendo o Neste Instante. Os motivos continuam os mesmos, um monte de palavras, umas coloridas outras disfarçadas, umas poes

ias, que enfim, saíram da gaveta, uma crônica aqui outra ali, alguns continhos e outros micros, uns blábláblás e muitos e muitos amigos. Amigos virtuais que se tornaram bem reais, outros já reais, com quem virtualmente, estreitei os laços.

Tem quem me chame de poet

a, tem quem me chame de cronista, escrivinhadeira e até jardineira de palavras. Devo ser tudo isso, embora as vezes duvide, mas o que aconteceu foi que virei blogueira e gosto disso.

Obrigada pela companhia!

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jul
06

Vaidoso que só ele, não falava a idade, mas deixou escapar um “é isso aí bicho”…

quantos anos? bastante.

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jul
05

Um sábado horroroso, um domingo monótono, uma leitura preguiçosa e pensamentos desconexos, mil idéias e nenhum texto que valha a pena, e vejam só, procuro inspiração, mas recuso-me a abrir a janela… Diagnóstico: muito grave, muito grave, mas pode ser também, junto com o domingo monótono que seja minha tendência de fazer drama. Muito grave, médio grave, nada grave, não importa mais, hoje é domingo e não quero me preocupar até amanhã com o que importa de verdade. Mas sou eu mesma quem digo que só escurece até a meia noite, então amanhã sim, e nem preciso prometer a mim mesma, eu sei, amanhã sim, abrirei a janela.

Ah, essa semana tem aniversário do Neste Instante. Alguma dica pra comemorar?

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jul
02

Se eu soubesse que tu vinhas, estaria sendo feliz há mais tempo.

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jul
01

A Flip (Festa Litaréria Internacional de Paraty) começou hoje. Pra acompanhar a festa:

Site da Flip2009

e pra ainda no Twitter:

Flip2009 no Twitter

Divirtam-se, mesmo sendo pelo cyber espaço.

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