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out
28

cao_gatoQuando deitas
A cabeça no meu peito
Não posso mais disfarçar.

Surpreso?
É isso mesmo
Escuta em silêncio…

Reconheces agora
Tua própria voz
Aqui dentro.

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out
21

olhoEu temo mesmo é quando
os amantes pedem
pra que o tempo não pare,
parar no tempo com seus pares…

Ah que pecado!
Imagina então um eterno luar,
um por do sol que não acaba,
pior ainda,
uma infinita madrugada…

Nada eterno me interessa
Quero ver a luz, e sentir a falta dela
Eu temo mesmo
o poder desses amantes

Ah que agonia!
Imagina então uma eterna juventude,
um espelho que não muda
pior ainda,
nunca reconhecer uma ruga…

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out
19

capa poetasEstá tudo pronto. No próximo dia 4, às 19h no Teatro das Bacabeiras, será lançada a coletânea de poesias do grupo Uni-verso, que reúne 16 poetas do meio do mundo.

A organização é de Manoel Bispo e a coordenação de Alcinéa Cavalcante, Ricardo Pontes, José Pastana, Rostan Martins e Manoel Bispo – que fazem parte da diretoria do Uni-verso e também do Clube dos Poetas.

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out
14

mouth_shut1você

me chamava

de louca

e nem sabia

que eu

te amava…

era eu mesmo

louca

por querer

a tua

e fechar

a minha

boca

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out
12

kivelo

Quando eu era criança
Todos perguntavam
“O que você quer ser quando crescer?”

Quando eu era criança,
Ficava perguntando a mim mesma
Por que todos queriam isso saber…

Parecia uma pressa danada
Nem grande eu queria ser!
Só criança, brincar e mais nada…

Era a única coisa que eu sabia fazer.
De tantas perguntas
Já nem queria crescer!

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out
12

img017

12 de Outubro – Feriado Nacional, Dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil.

Quando eu era criança, achava que esse feriado era por minha causa, pela causa de meus coleginhas, ora! Éramos crianças! Que outro motivo seria tão importante assim? Dia 12 de outubro não teríamos aula, e de bônus, ainda sairíamos pra brincar o dia inteirinho, além do presente.

Hoje, feriado. Manhã preguiçosa. Ainda sonolenta, espero na cama um mimo que não vem. Espero papai e mamãe com um Bom Dia enorme, com o sorriso maior que o quarto, que não vem. O relógio me diz que já é quase hora do almoço, afinal é feriado, e feriados são praticamente feitos para que os adultos aproveitem para dormir, ou porque dormiram tarde, ou pelo prazer de saber estar dormindo no horário de trabalho. Olho em volta, percebo um quarto normal, igual à de todos os outros, um quarto de… OOH! ADULTOS! Dou uma olhada no lençol que me cobre e não há nenhum personagem de um de meus desenhos animados preferidos, nem ao menos uns sorvetes e pirulitos, nada… Fazer o quê? Ok, pelo menos é feriado. No banheiro não há nenhum xampu da Turma da Mônica, nenhum “Johnson & Johnson” com letrinhas coloridas escrito nos muitos frascos de cremes e mais cremes sobre a bancada. A escova de dente é apenas uma escova de dente, verde… Pelo menos isso. Pelo menos não esqueci minha cor preferida! Uma escova de dente comum, dessas que só serve para escovar os dentes com uma pasta que não tem gosto de tuti-fruti, uma escova sem graça nenhuma, sem carinhas, monocolor.

O dia passou e eu me permito comer alguma besteira, algum sorvete que nem tem tanto gosto de “besteira” assim, mas como é feriado a dieta não é tão rígida. Pelo menos tenho o privilégio de ser chamada ao telefone de neném, seguido de um sorrido irônico e ao mesmo tempo nostálgico. O que me faz ter dúvidas sobre qual dos sentimentos eu fico: o da alegria de ser a única a poder escutar ser chamada de “nenémzinho”, já que sou a caçula e um sentimento de culpa por ter crescido e os deixado.

No cinema passa um filme desses com animais que são uma graça, não me agrada a idéia de enfrentar uma fila enorme e fico com “Valentin” de Alejandro Agresti, no Cine Cult. História de um garoto argentino de 8 anos de idade e de suas impressões sobre os acontecimentos e pessoas com quem convive. Detalhe: Embora o protagonista seja criança, é uma obra prima argentina feita para adultos.

Já é noite e resolvo ler um livro. Algo light, pois feriado no meio da semana precisa de algo light de noite. Decido por uma releitura. Releituras são sempre prazerosas sem exigir muito. Vou até a estante e a primeira coisa que pego é um livro de Clarice, claro.

Ah Clarice Lispector!…Ela bate forte mesmo, sem pena, sempre. Clarice vem e me esbofeteia, e tonta ainda, acho que a Henriqueta Lisboa vem me presentear e acalmar, mas só me diz verdades que rasgam, com aquela ironia disfarçada em versos perfeitos que a Clarice faz questão de fazer na lata… Ai só me resta o choro com intervalos de risos no colo da poesia mansa e brincalhona do Mario Quintana. Ainda no colo, imploro que ele leia Cecília Meireles, e com carinha de moleca pidona e voz tola peço que me faça um mingau e leia pra mim “A bailarina”, meu primeiro poema de meu primeiro livro.

Aí durmo… “como as outras crianças”…

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out
08

LilPiggyHeaderE a grande novidade é a Dieta Comunitária,

um blog no qual amigos descrevem dicas e narrativas frustradas do grande problema que assola a humanidade (pelo menos os humanos daqui de casa! rs) :

Perder Peso.

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out
07

“Alunos transexuais e travestis da Universidade Federal do Amapá (Unifap) conquistaram, na semana passada, o direito de passar a usar seus nomes sociais (como preferem ser chamados) em documentos acadêmicos, com exceção do diploma. A resolução, inédita no Brasil, foi aprovada por unanimidade pelo Conselho Superior da entidade e embora ainda não tenha sido publicada, deve entrar em vigor em janeiro de 2010.

Além de estabelecer a possibilidade de os alunos optarem por incluir seus nomes sociais nos documentos estudantis de todos os órgãos e colegiados da instituição, como carteirinha da biblioteca, certidões e no diário de classe, a resolução determina que travestis e transexuais devem ser respeitados nas chamadas de presença às aulas e em eventos acadêmicos como formaturas e entrega de premiações.

Com a medida, a universidade afirma estar estimulando as discussões sobre os direitos dos estudantes e promovendo a inclusão das minorias discriminadas no ambiente universitário, ainda que, até o momento, não haja qualquer levantamento sobre quantos alunos poderão se beneficiar com a resolução.

“Ainda não foi feito nenhum levantamento neste sentido, mas eu acredito que há sim travestis e transexuais entre os alunos e que a discriminação impede que eles se assumam”, afirma Betânia Suzuki, funcionária do Departamento de Extensão da Unifap e integrante do Grupo das Homossexuais Thildes do Amapá (Ghata), organização não governamental que luta pelos direitos da comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) e autora do pedido para que a universidade considerasse o tema.

Para Betânia, a iniciativa abre “um leque de possibilidades” para as minorias sexuais, sendo mais um avanço na luta contra o preconceito e a discriminação de que são vítimas os travestis e transexuais, “alvo de chacotas, de piadas”.

“Ser identificado pelo nome civil quando este está completamente desassociado da identidade visual causa constrangimento para transexuais e travestis”, diz Betânia, explicando que os alunos poderão optar por incluir ou não seu nome social nos documentos acadêmicos, com exceção do diploma. “Como ainda não existe uma lei nacional que me dê essa cobertura, o diploma continua tendo que trazer o nome civil do estudante; para evitar qualquer tipo de problema às pessoas”.

Procurado pela reportagem, o Ministério da Educação (MEC) disse não existir qualquer ato normativo federal sobre o assunto e que cada universidade pública tem autonomia para tratar do tema.”

Notícia copiada do Blog do Diniz Sena, que tirou a notícia do Terra.

Comentário do blog:

É quando leio notícias assim, que penso não devo estar tão errada em ainda acreditar, não de maneira utópica, e sim de maneira realista, que embora o caminho seja longo e de difícil acesso, podemos fazer diferente e claro, melhor. E que para isso basta bem pouco, apenas boa vontade e discernimento da parte daqueles que efetivamente podem, mesmo que de maneira tímida e limitada, dar o exemplo de que é possível uma sociedade menos intolerante, e que as diferenças e que nos permite a beleza.

A maneira como uma sociedade trata suas minorias é que define seu nível de desenvolvimento, é nisso que acredito!

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out
05

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