“Em decisão inédita no Brasil, a Justiça do Pará concedeu à população homossexual carcerária do Estado o direito de receber visitas íntimas de seus parceiros. Com isso, a partir do próximo final de semana, detentos que quiserem usufruir deste direito devem fazer um pedido à Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará (Susipe). A decisão foi divulgada hoje pela assessoria de imprensa do governo paraense.
De acordo com o governo do Pará, o pedido partiu da própria Superintendência, que solicitou à Justiça que ampliasse para todos os detentos do Estado a autorização dada a uma presa do Centro de Recuperação Feminino, de Marituba, na região metropolitana de Belém, a receber visitas íntimas de sua companheira.
A decisão foi comemorada por movimentos de lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros (LGBT) do Estado. “É um avanço importante para nossa comunidade. Quando a Susipe dá um passo voluntário como esse, a gente vê que há uma intenção real de mudar a situação de exclusão dos homossexuais”, disse Marcelo Larrat, coordenador dos movimentos LGBT do Estado e integrante do Conselho do Centro de Referência, Prevenção e Combate à Homofobia, da Defensoria Pública do Pará, criado há três meses.
“O Estado e o Poder Judiciário estão de parabéns”, afirmou Mary Cohen, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) – Seção Pará. Para ela, está havendo no Brasil uma pacificação nesse sentido, demonstrada por vitórias das uniões homoafetivas em relação ao aspecto patrimonial e às questões relacionadas aos filhos de pais homossexuais.”
Fonte: Notícia Uol
Comentário do blog:
É quando leio notícias assim, que penso não devo estar tão errada em ainda acreditar, não de maneira utópica, e sim de maneira realista, que embora o caminho seja longo e de difícil acesso, podemos fazer diferente e claro, melhor. E que para isso basta bem pouco, apenas boa vontade e discernimento da parte daqueles que efetivamente podem, mesmo que de maneira tímida e limitada, dar o exemplo de que é possível uma sociedade menos intolerante, e que as diferenças e que nos permite a beleza.
A maneira como uma sociedade trata suas minorias é que define seu nível de desenvolvimento, é nisso que acredito!
Escrevi esse comentário em outro post, ma que serve novamente, e acrescento aqui um comentário que foi feito pelo Grã:
“Temos muito que caminhar ainda, pois não deveriam haver “eles”, afinal somos nós! Mas não deixa de ser uma conquista, mais um passo no caminho de um futuro melhor. Gostei tb!”
E ele não poderia estra mais certo quando diz que “não deve haver eles, afinal, somos nós!”







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Kiara, que boa notícia. Acredito na justiça com o mais importante caminho para a paz. Beijos.
é uma boa noticia! Ai, ja posso ir preso…
realmente, nossa sociedade precisa avançar nestas questões e, principalmente, o poder público que possui papel fundamental em garantir o direito de todos os cidadãos independente de cor, raça, sexo, religião.etc,etc… bjs