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03

Semestre passado, jornalista, poeta e blogueira Alcinea Cavalcante, me convidou pra participar de uma seção em seu blog que é a “diga aí!”, seria um texto pequeno, falando qualquer coisa desde que tenha alguma relação com Macapá. Que podia ser uma saudade, uma lembrança, um lugar, um acontecimento… Até previsão. Imagina! Claro que disse SIM, e o texto então foi publicado em seu blog. Hoje, lembrado por minha irmã, resolvi postar aqui também.

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“Não sei se vocês concordam comigo, mas acho o macapaense um povo bastante nostálgico. É só ligar o rádio num fim de semana qualquer que escutamos quase que em todas as emissoras, programas como flash back, amnésia, entre outros. Pra quem me conhece sabe que nostalgia não é o meu forte, é claro que tenho saudades como qualquer um outro, mas nem de longe posso me considerar uma pessoa nostálgica. Mas entre meus amigos mais próximos em Macapá, temos uma brincadeira que poderia ser chamada de “a nostalgia”, e foi dela que eu lembrei quando a Alcinéa me mandou o convite pro “Diga Aí”:

Tudo começou numa tarde quando liguei pra um amigo e perguntei onde ele estava e ele sem saber dizer ao certo o nome da rua, saiu com essa: “Aqui na Dubom, bem na frente do Cine Palácio!” e claro, morri de rir, até porque foi bem eficaz, vez que soube na hora onde ele estava. Depois disso, virou brincadeira constante falar nomes antigos de lugares e bairros de Macapá que não existem mais, ou até mesmo de pessoas que já se foram, mas com todo respeito, é claro.

Pra citar alguns exemplos: “Fulano, estou indo lá pras bandas do Supermercado Rorró ou do Bronzwick , quer carona?”, “Vou na casa de um amigo meu, fica na frente da Cobal!”, “Vamos tomar um suco no gato Azul ou lá no Tipiti”, “Ciclano mora ali no bairro alto…”, eu mesma digo que “meus pais são vizinhos do Seu Veridiano”… E por aí vai.

Claro que tem algumas das quais eu só sei de histórias contadas lá em casa pelo Seu “Hernani da Farmácia”. Quem é daqui sabe de tudo que estou falando, e deve estar rachando de rir. Mas engraçado mesmo é ver a cara de quem não é daqui ou mesmo dos mais novos que perguntam com cara de espanto “O Que?!!!” (rsrsrsrs).

No entanto, é uma boa maneira de começar uma gostosa conversa sobre Macapá com aqueles que não sabem onde é nenhum desses lugares que falei. Assim a gente vai perpetuando a Macapá de outros tempos… E como dizia o Seu Waldir Carrera: E tenho dito!” rs ;)

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6 Responses
  1. Paula carrera disse:

    É engraçado isso. Quando perguntam onde eu moro e eu dou o endereço, logo perguntam: lá na casa do Waldir Carrera?!?!?!?! Foi e sempre será a casa de meu pai, mesmo não estando mais entre a gente a QUASE 10 anos…

  2. Monday disse:

    Oi, menina! Tudo bem?

    Eu estou cuidando de outras coisas atualmente, por isso o blog está um pouco parado. Mais pra frente, eu volto. E também volto aqui, você continua na minha listinha de favoritos …

    Bjks

  3. Kiara Guedes disse:

    Vai ser sempre sim, prima! Eu tbm sempre serei a sobrinha dele… rs

  4. Claudia Camargo disse:

    Kiara, lí o Diga aí qdo foi publicado e me diverti na época. Gostei de reler. Muito simpático seu texto. Passa um sentimento gostoso de Macapá, minha imaginação vai longe tentanto “criar” a Macapá que não conheci mas me parece bastante ter sido bastante interessante. Um abraço!

  5. Ivane Ramos disse:

    E ela ainda me diz que não é nostálgica, talvez nem seja, talvez a palavra seja saudosista, e que bom que és! Porque sendo, consegues resgatar um sentimento muito gostoso nos teus leitores…
    Adoooorro teus textos, e ri muito mesmo quando o li…risos, e olhe que ainda te mais coisas viu, tipo vamos lá no “Santa Helena tomar sorvete’, ou “vou te esperar no canto da Farmatrem”, no “Urca Bar’, ou “dançar no Baby Dolll”…rs

  6. |Tamara disse:

    Ain, eu tanho tanta vontade de conhecer Macapá. E não me resta a menor duvida que é um lugar riquiissimo de encantos, cultura e mil sinuosidades que faria a minha humilde pessoa imensamente feliz. Quem sabe um dia desses apareço por ai…quem sabe!

    bjos, Flor!

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