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ago
31

Houve um tempo

Ninguém

Pronunciar queria

O nome dela

Resolvemos então

Enfrentá-la de vez

E para isso

Bastaria um gesto

Olharmos nos olhos

Dela

O meu no dele

O dele vice-versa

Saímos assim

De dentro da gente

Sem permissão prévia

Sem preparo

E sem mais

Quase mentiras

Era chegada a hora

Despedida

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ago
26

Deveríamos separar a deselegância e grosseria em sílabas, dissecá-la até o mais indivisível fonema. Pratique o silêncio.

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ago
25

Para tudo que essa é ótima. Mesmo!

No twitter:

@giandanton: @kiaraguedes Essa gosta do Bradbury mais q vc… rs rs http://bit.ly/doPF9U

Sim, quem me conhece sabe quão fã de Ray Bradbury eu sou, se fosse um livro, com toda certeza gostaria de ser Fahrenheit 451! Mas devo confessar, que está fã me superou, e melhor, se superou, escrevendo e fazendo o video da música Fuck Me, Ray Bradbury. Inteligentemente trash, o video é muito engraçado!   Vale a pena assistir!


Claro, que um video desse, uma hora iria ser conhecido por Bradbury, e imagino que Rachel Bloom, a autora da música deve ter amado, pois se diz fã dele desde os 14 anos, AQUI está a entrevista com Rachel. Já sou fã dela agora também, esse é o tipo de coisa que quando vejo, fico pensando, “porque não pensei nisso antes”, confesso! rs

Mas vamos combinar que melhor que o vídeo, só mesmo a cara de Bradbury, não!?… Muito bom! rsrsrs

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ago
22

Vejo vocês por lá!

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ago
20

Nem tudo é mentira

Há também

a Poesia

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ago
20

E pra quem acompanha o blog, já conhece o Haji, meu sobrinho. Ou seja, esse post é mais um capítulo de nossas aventuras juntos esse semestre. ( Capítulo 1 aqui)

Depois de uma tarde estudando e conversando sobre a escola e a ultima prova de redação, que ainda não temos nota, resolvemos que um blog pra ele seria um boa idéia, pra que ele comece a escrever melhor. Fizemos e todo empolgado, escolheu até layout, dá uma olhada por lá: Let’s blog!

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ago
18

Muita calma que eu ainda não falo de religião por aqui, e esse não é um post sobre psicografia. É que zapiando os canais da TV, peguei o finalzinho de um programa sobre ghost writers, achei interessante. Os ultimos 3 minutinhos dele. Mas o suficiente para querer escrever um pouco a respeito.

Ghost writer, ou escritor fantasma, é o nome dado à pessoas que escrevem uma obra ou texto, mas não recebem os créditos da autoria, esses ficam com quem o contrata ou compra sua obra/trabalho. E sim, isso é uma profissão. Há editoras que oferecem, ou melhor, disponibilizam esse serviço, que chamam autoria oculta, como incentivo para novas publicações. O que não significa plágio, no qual o “autor” usa ilegalmente as idéias de outrem.

No Brasil, essa prática é bastante velada. Embora saibamos que é muito comum o uso de escritores fantasmas por políticos, para que escrevam seus discursos. Enquanto que em países como E.U.A. e Canadá é algo até incentivado, e por mais estranho que pareça (para nós), as pessoas se apresentam profissionalmente como “ghost writers”. E isso eu gosto muito na cultura norte-americana, ninguém se envergonha de seus trabalhos, braçal ou intelectual.

É claro que há sérias questões éticas sobre o assunto, principalmente no que toca os textos científicos. E foi nisso que fiquei pensando, bem como na idéia de ética, que muda quando muda a cultura, claro. Daí que nesses pensamentos sobre ética e tal, tal, tal, me veio a lembrança: Eu já fui uma ghost writer! É verdade.

No ensino médio, pra comprar minha Capricho (acha mesmo que me envergonho?), eu fazia tradução de textos de inglês, ou mesmo (confesso agora e enquanto não tenho filhos) algumas provas também. Até que um dia me pediram pra fazer uma redação… Fiquei na dúvida, mas fui lá e fiz. Queria muito ir para um show que rolaria no mês seguinte e um trocadinho a mais cairia bem.

Uma coisa leva a outra, que leva a outra e o resto já sabemos: me tornei uma ghost writer. Fazia redação para os colegas, depois para os colegas daqueles, e então, pra qualquer um que pagasse, afinal, a demanda era grande. Minha poupança estava ficando também, rs.

Minha professora de redação no ensino médio era uma mulher inteligentíssima, com quem aprendi muito, e eu adora as aulas dela, sempre foram minhas preferidas. E como qualquer adolescente, achei que era mais esperta que quaisquer um de meus professores. Ledo engano… Ledo engano…

Num acesso de quase histeria, comum e justificável em todos os professores que trabalham com adolescentes, ela chegou na sala e disse: “Tenho 5 redações aqui, de Fulano, Ciclano e Beltrano, e mais uma da Dona Kiara – (chamou de “dona” já é a cagada, né!). Todas com nota 10, que se tornarão 0, e a sua, Dona Kiara, não se tornará 50, não… Bonitinha! É com muita decepção que lançarei sua nota (eu era queridinha dela, claro!), mas elaa é ZERO!”

E foi assim, na frente de toda minha turma, arrasada e desmascarada, envergonhada, especialmente dos CDFs lá da frente, que odiavam a garota do fundão que tirava 10, que minha curta carreira como ghost writer acabou.

Mas… O show foi incrível, e ainda deu pra ir com saínha nova! E claro, ainda tenho história pra contar!

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ago
16

Não posso deixar de registrar o resultado do sorteio da coletânea infantil “15 poetas para todas as crianças”. A sorteada (pelo twitter) foi a @Leilalizandra , Que pilota o blog TotalmenteOn Pra quem acha que sexta feira 13 é dia de azar, a Leila pode agora, dizer o contrário! Quem vai aproveitar de verdade o presente será o filhoco da Leila, mas acredito que a criança que mora dentro dela também vai gostar!

Leila, parabéns! E muitíssimo obrigada por participar do sorteio. Essa é apenas uma coletânea, mas que me deixou muito feliz. Agora é pra frente. Aguardem que vem novidade por aí…

E não foi só, com o sorteio rolando pelo twitter, a Karla Balieiro, mesmo antes de rolar o sorteio correu pra comprar o livro, opa, os livros, para a filhota linda e para os sobrinhos, e me mandou a foto da Belinha curtindo o presente.

Isabela, que a inspiração que os 15 poetas que escreveram para vocês, crianças, sirva de motivação para sempre ter a leitura como companheira!

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ago
10

Plano de felicidade? Já é Felicidade. E instantânea!

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ago
07

Por motivos pessoais e familiares, meu sobrinho Haji está este semestre com a gente, aqui em casa, de mala e cuia, quarto arrumado pra ele, e um despertador pra acordar as 6:30 toda manhã. Só não nos finais de semana, quando fica num com o pai, no outro com a mãe, quando estiverem na Cidade.

Não preciso dizer que não é sacríficio algum. Haji é o mais novo dos sobrinhos (11anos), é inteligente, lindao, e só quer saber de bola e video game. Mas na casa da titia, só tem bola e video game pra quem estuda. E ele já viu que a coisa é séria, essa regra vale até para o tio dele, vulgo meu marido.

E no dia em que vinha pra casa, soube da novidade:

-Tia, a Senhora é boa em textos? Textos, assim, tipo redação? Victor disse que a Senhora é poeta…

-Gosto muito, acho que sou um tico assim, boa em textos…

- A senhora me ajuda… Assim, me ensina?

- Ensino sim.  Respondo já com aquele sorriso imaginativo e pergunto de volta:

- Voce tem vontade de escrever?

-hum… É, tenho vontade. Principalmente assim… De tirar todos os pontos que preciso na minha recuperação.

E foi assim que ele me contou que havia ficado em redação. Agora é honra, ele vai gostar de ler. E de quebra, de escrever. Ou pelo menos, não terá mais problemas com a professora Bianca, de redação. Podem aguardar os próximos episódios. Muito trabalho, suor, drama, brigas, castigos talvez, e claro, muito amor também!

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ago
04

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ago
03

Quando perguntada sobre o que eu pensava da “migração” da Literatura para os sites e blogs e ainda sobre a tendência de substituição do livro impresso, não tinha muito o que pensar…

Contradizendo qualquer “profecia” para a relação literatura x tecnologia, as duas ficaram muito amigas, obrigada! Com a internet as pessoas estão lendo e escrevendo mais.

Não acredito numa “migração”, nem numa “nova literatura”, como muitos costumam chamar, mas sim numa bela peça que a velha literatura nos pregou. Ela chegou antes de nós à estação, comprou acento na janela e pelo que percebo, ri dos que ainda discutem, indecisos, sobre que trem pegar. Afinal, quando queremos conhecer novos autores, não pensamos duas vezes, é nos blogs e sites que procuramos. Aposto que a sua mais recente dica daquele livro incrível, foi feita através de redes sociais e/ou amigos virtuais, lembrou? Bem, pelo menos a minha foi!

Falar em substituição então, é ainda menos provável.

Eu sou leitora de e-books, e mesmo com toda a portabilidade do formato digital, nunca nem prestei muita atenção, admito, para a discussão sobre o fim do livro impresso. Não acontecerá. O prazer do manuseio que um livro impresso proporciona é insubstituível, e não conheço apelo lúdico tão forte quanto um livro nas mãos. Esse apelo é tão forte que os livros e revistas digitais há muito, estão mudando de seu primeiro formato em pdf de páginas contínuas para o formato de “impresso virtual”, no qual clicamos em suas páginas para que elas passem, como se o folheássemos.

Mas as apostas estão na mesa, e como falei antes, a literatura é idosa e muito sábia, pode me fazer morder a língua, mas mesmo que faça isso, ainda terá uma longa jornada para fazer alguns milhares de leitores, como eu, a se desfazerem de seus livros.

Costumo dizer que é neles, nos livros, que moram minha vaidade e ciúme. Isso deve resumir minha opinião. A internet tem produzido muito mais leitores de livros impressos de “sombra da árvore” e “de varanda” que quaisquer professor de literatura.