A criatividade de teus filhos
encanta;
Crianças
Que recriam o clássico,
enquanto descansas.
Fonte: Foto encontrada na web com a legenda “FUTELAMA, autor: Aog Lima da Rocha”
A criatividade de teus filhos
encanta;
Crianças
Que recriam o clássico,
enquanto descansas.
Fonte: Foto encontrada na web com a legenda “FUTELAMA, autor: Aog Lima da Rocha”
Imagina que você lê, e gosta muito de um blog, há anos. Sensibilidade, sagacidade e uma boa dose de bom humor foram os ingredientes que fizeram com que voltasse sempre lá e… Cataplaft!!! Você descobre que o blog estava cheio de plágios!!!
Pois é, é decepcionante. Era eu a leitora do blog, me senti enganada! Mas claro que pior mesmo ficou a escritora plagiada, Letícia Palmeira, que desabafa em seu blog Afeto Litarário . Não conhecia o trabalho da Letícia, mas depois do episódio, fui me atualizar dela, e advinha? Ótimo!
Sobre o plágio na internet, não há muito o que fazer nem dizer. Sabemos o básico e mais importante, que o plágio é burrice, falta de criatividade, antiético e crime. E não são banners digitais que farão com que os burros, sem criatividade, imorais e caras de pau plagiários sintam-se compelidos a não agirem.
Sou solidária, mesmo que isso nunca tivesse acontecido comigo. Mas aconteceu, já fui vítima de plágio que me prejudicou. Fui desclassificada de um concurso por terem encontrado o “texto original”. E embora tenha sido um concurso na internet, de um blog, (“coisa sem muita importância”, como me disseram!) me senti violada. Até que tudo se esclarecesse, o concurso ficou em 2o plano, a prioridade foi resolver o “mal entendido”. Resolvi, mas o sentimento é horrível. E embora as pessoas nos falem que devemos esquecer, o mal estar existe.
Mas olha Letícia, assim como escrevi aqui na época, quem sabe você não recebe um e-mail dizendo que foi apenas um esquecimento a respeito do crédito, ou ainda um retificação do texto com as devidas aspas e referência… Afinal, ainda teimo em acreditar no melhor das pessoas.
No entanto, Caetanizar é preciso: Ou não!
A editora Pop Verde está procurando autores para coletâneas cooperadas Terra da Magia (fantasia) e Visões do Futuro (ficção-científica). Ambas as antologias recebem trabalhos até 20 de dezembro e devem ser lançadas em fevereiro de 2011.

A editora surgiu com o objetivo de valorizar a cultura das regiões norte-nordeste numa perspectiva pop e, ao mesmo tempo, revelar novos talentos dessas regiões. A Pop Verde pretende misturar o velho com o novo, curupiras com ficção científica.
Terra da Magia será organizada pelo roteirista de quadrinhos e escritor Gian Danton. Gian Danton já ganhou diversos prêmios, entre eles o Ângelo Agostini de 2000 pela graphic novel Manticore. Recentemente ganhou em primeiro lugar o concurso de contos e crônicas da editora Geração. A capa da edição é de JJ Marreiro e Fernando Lima.
O texto de divulgação da coletânea diz: “Existe um mundo além de nossas percepções, Povoado por elfos, Sacis, bruxas, curupiras, mistérios… um mundo que pode estar em outra dimensão ou em um lugar afastado da terra, ou até mesmo ali, dentro daquele armário”. Esse livro pretende reunir textos ficcionais na linha de Senhor dos Anéis, Crônicas de Narnia e Harry Potter, mas com um toque regional.
Visões do Futuro será organizada por Jefferson Nunes, roteirista da revista Quadrinorte e colaborador de varias publicações da editora Escala. A capa será de Joe Bennett, desenhista da Liga da Justiça, e de Vinicius Silva e Siva, premiado estudante de design. O objetivo dessa coletânea é reunir contos de ficção científica, preferencialmente que se passem na Amazônia ou usem a sua mitologia.
Para maiores informações, é só acessar o blog da editora http://popverde.blogspot.com/ ou enviar as dúvidas para o e-mail popverde@gmail.com.
Quem são eles?… Hum… Como posso contar?…
… São queles pensamentos presos, como as ondas sonoras dentro de conchas. Igualmente, jamais quebrarão na praia.
Naquele poema triste
atordoado
Mora um poeta
Culpado
Para a tristeza
Abriu a porta
Por vontade
própria
O maior erro do Domingo, erro mesmo fatal,
que lhe custou muitos adeptos, foi ter escolhido mal seu sucessor:
Segunda!
Semana de avaliação para o Haji e o drama ficou por conta da matemática. Um drama! Dele? Nada. Meu mesmo!
Começou com a notícia. Na segunda a noite, ele “lembrou”:
- Ah Tia, sexta feira recebi o programa da prova de matemática, que será quarta-feira!
- QUARTA-FEIRA HAJI??? QUARTA-FEIRA??? HOJE É SEGUNDA… A NOITE.
É nessa hora que eles fazem aquele olhar do Gato de Botas no Shrek… – Vai dormir que amanhã a gente estuda… E essa semana não tem futebol para o Senhor, não!
Um drama! Dele? Nada. Meu mesmo! Ele gosta de matemática, mas como havia ficado dodói e faltou uma semana, haviam uns “detalhes” (ele me disse) que não sabia.
Algum professor de matemática por aí? Sério minha gente, como vou ensinar “mmc” e “mdc” pro Haji?! Eu só conheço AC/DC… No máximo uns M&Ms! E pensar que quando criança já quis ser professora de matemática. Humpft!
Estudamos. Vamos ver que nota eu vou tirar, opa, ele vai. E no mais, queria mandar um beijo pra Dona Matemática e aquele recadinho: “Querida Matemática, cresça e resolva seus próprios problemas!”
Houve um tempo
Ninguém
Pronunciar queria
O nome dela
Resolvemos então
Enfrentá-la de vez
E para isso
Bastaria um gesto
Olharmos nos olhos
Dela
O meu no dele
O dele vice-versa
Saímos assim
De dentro da gente
Sem permissão prévia
Sem preparo
E sem mais
Quase mentiras
Era chegada a hora
Despedida
Deveríamos separar a deselegância e grosseria em sílabas, dissecá-la até o mais indivisível fonema. Pratique o silêncio.
Para tudo que essa é ótima. Mesmo!
No twitter:
@giandanton: @kiaraguedes Essa gosta do Bradbury mais q vc… rs rs http://bit.ly/doPF9U
Sim, quem me conhece sabe quão fã de Ray Bradbury eu sou, se fosse um livro, com toda certeza gostaria de ser Fahrenheit 451! Mas devo confessar, que está fã me superou, e melhor, se superou, escrevendo e fazendo o video da música Fuck Me, Ray Bradbury. Inteligentemente trash, o video é muito engraçado! Vale a pena assistir!
Claro, que um video desse, uma hora iria ser conhecido por Bradbury, e imagino que Rachel Bloom, a autora da música deve ter amado, pois se diz fã dele desde os 14 anos, AQUI está a entrevista com Rachel. Já sou fã dela agora também, esse é o tipo de coisa que quando vejo, fico pensando, “porque não pensei nisso antes”, confesso! rs
Mas vamos combinar que melhor que o vídeo, só mesmo a cara de Bradbury, não!?… Muito bom! rsrsrs
E pra quem acompanha o blog, já conhece o Haji, meu sobrinho. Ou seja, esse post é mais um capítulo de nossas aventuras juntos esse semestre. ( Capítulo 1 aqui)
Depois de uma tarde estudando e conversando sobre a escola e a ultima prova de redação, que ainda não temos nota, resolvemos que um blog pra ele seria um boa idéia, pra que ele comece a escrever melhor. Fizemos e todo empolgado, escolheu até layout, dá uma olhada por lá: Let’s blog!

Muita calma que eu ainda não falo de religião por aqui, e esse não é um post sobre psicografia. É que zapiando os canais da TV, peguei o finalzinho de um programa sobre ghost writers, achei interessante. Os ultimos 3 minutinhos dele. Mas o suficiente para querer escrever um pouco a respeito.
Ghost writer, ou escritor fantasma, é o nome dado à pessoas que escrevem uma obra ou texto, mas não recebem os créditos da autoria, esses ficam com quem o contrata ou compra sua obra/trabalho. E sim, isso é uma profissão. Há editoras que oferecem, ou melhor, disponibilizam esse serviço, que chamam autoria oculta, como incentivo para novas publicações. O que não significa plágio, no qual o “autor” usa ilegalmente as idéias de outrem.
No Brasil, essa prática é bastante velada. Embora saibamos que é muito comum o uso de escritores fantasmas por políticos, para que escrevam seus discursos. Enquanto que em países como E.U.A. e Canadá é algo até incentivado, e por mais estranho que pareça (para nós), as pessoas se apresentam profissionalmente como “ghost writers”. E isso eu gosto muito na cultura norte-americana, ninguém se envergonha de seus trabalhos, braçal ou intelectual.
É claro que há sérias questões éticas sobre o assunto, principalmente no que toca os textos científicos. E foi nisso que fiquei pensando, bem como na idéia de ética, que muda quando muda a cultura, claro. Daí que nesses pensamentos sobre ética e tal, tal, tal, me veio a lembrança: Eu já fui uma ghost writer! É verdade.
No ensino médio, pra comprar minha Capricho (acha mesmo que me envergonho?), eu fazia tradução de textos de inglês, ou mesmo (confesso agora e enquanto não tenho filhos) algumas provas também. Até que um dia me pediram pra fazer uma redação… Fiquei na dúvida, mas fui lá e fiz. Queria muito ir para um show que rolaria no mês seguinte e um trocadinho a mais cairia bem.
Uma coisa leva a outra, que leva a outra e o resto já sabemos: me tornei uma ghost writer. Fazia redação para os colegas, depois para os colegas daqueles, e então, pra qualquer um que pagasse, afinal, a demanda era grande. Minha poupança estava ficando também, rs.
Minha professora de redação no ensino médio era uma mulher inteligentíssima, com quem aprendi muito, e eu adora as aulas dela, sempre foram minhas preferidas. E como qualquer adolescente, achei que era mais esperta que quaisquer um de meus professores. Ledo engano… Ledo engano…
Num acesso de quase histeria, comum e justificável em todos os professores que trabalham com adolescentes, ela chegou na sala e disse: “Tenho 5 redações aqui, de Fulano, Ciclano e Beltrano, e mais uma da Dona Kiara – (chamou de “dona” já é a cagada, né!). Todas com nota 10, que se tornarão 0, e a sua, Dona Kiara, não se tornará 50, não… Bonitinha! É com muita decepção que lançarei sua nota (eu era queridinha dela, claro!), mas elaa é ZERO!”

E foi assim, na frente de toda minha turma, arrasada e desmascarada, envergonhada, especialmente dos CDFs lá da frente, que odiavam a garota do fundão que tirava 10, que minha curta carreira como ghost writer acabou.
Mas… O show foi incrível, e ainda deu pra ir com saínha nova! E claro, ainda tenho história pra contar!
Não posso deixar de registrar o resultado do sorteio da coletânea infantil “15 poetas para todas as crianças”. A sorteada (pelo twitter) foi a @Leilalizandra , Que pilota o blog TotalmenteOn Pra quem acha que sexta feira 13 é dia de azar, a Leila pode agora, dizer o contrário! Quem vai aproveitar de verdade o presente será o filhoco da Leila, mas acredito que a criança que mora dentro dela também vai gostar!
Leila, parabéns! E muitíssimo obrigada por participar do sorteio. Essa é apenas uma coletânea, mas que me deixou muito feliz. Agora é pra frente. Aguardem que vem novidade por aí…
E não foi só, com o sorteio rolando pelo twitter, a Karla Balieiro, mesmo antes de rolar o sorteio correu pra comprar o livro, opa, os livros, para a filhota linda e para os sobrinhos, e me mandou a foto da Belinha curtindo o presente.
Isabela, que a inspiração que os 15 poetas que escreveram para vocês, crianças, sirva de motivação para sempre ter a leitura como companheira!
Por motivos pessoais e familiares, meu sobrinho Haji está este semestre com a gente, aqui em casa, de mala e cuia, quarto arrumado pra ele, e um despertador pra acordar as 6:30 toda manhã. Só não nos finais de semana, quando fica num com o pai, no outro com a mãe, quando estiverem na Cidade.
Não preciso dizer que não é sacríficio algum. Haji é o mais novo dos sobrinhos (11anos), é inteligente, lindao, e só quer saber de bola e video game. Mas na casa da titia, só tem bola e video game pra quem estuda. E ele já viu que a coisa é séria, essa regra vale até para o tio dele, vulgo meu marido.
E no dia em que vinha pra casa, soube da novidade:

-Tia, a Senhora é boa em textos? Textos, assim, tipo redação? Victor disse que a Senhora é poeta…
-Gosto muito, acho que sou um tico assim, boa em textos…
- A senhora me ajuda… Assim, me ensina?
- Ensino sim. Respondo já com aquele sorriso imaginativo e pergunto de volta:
- Voce tem vontade de escrever?
-hum… É, tenho vontade. Principalmente assim… De tirar todos os pontos que preciso na minha recuperação.
E foi assim que ele me contou que havia ficado em redação. Agora é honra, ele vai gostar de ler. E de quebra, de escrever. Ou pelo menos, não terá mais problemas com a professora Bianca, de redação. Podem aguardar os próximos episódios. Muito trabalho, suor, drama, brigas, castigos talvez, e claro, muito amor também!
A Coletânea de poesias infantis, a qual participo, “15 poetas para todas as crianças” chegou, não hoje, mas infelizmente, depois de uma semana de correria, só agora pude dar atenção a ele de verdade.
O livro é lindo. Super colorido. Se eu fosse criança adoraria, e não estou falando só porque tem uma poesia minha nele não, mas é que ainda lembro do quanto eu gostava das ilustrações de meu primeiro livro que era em preto e branco, imagina!
Essa não é a primeira coletânea que participo, mas tem um sabor especial por ser infantil. Já contei aqui que meu primeiro livro, meu livro preferido, meu tesourinho, é uma coletânea de poesias Para gostar de Ler” volume 6 – Poesias. Editora Ática – 1980. Foi por ele que fui apresentada ao Mario Quintana e Henriqueta Lisboa, entre outros, ainda lá no ensino fundamental, não estava nem na 4a série ainda. E olhando hoje a forma como escrevo, a maneira como minha imaginação funciona, tem muito haver com aquele meu livrinho inseparável. E imaginar que uma criança pode sonhar com as palavras por causa de um livro ou poema meu, me faz muito feliz.
E como havia prometido, um exemplar será sorteado. Para participar, você precisa ser meu seguidor no twitter (espertinha eu, eim! rs) e tuitar:
Eu quero ganhar o livro “15 poetas para todas as crianças” da @kiaraguedes neste instante: http://bit.ly/b92ek6 . O sorteio será no dia 13 de agosto. Boa sorte!
Pra quem mora desse lado do Amazônas, e livro ficará a venda na Livraria Transamazônica. Espero que gostem, ou que seus filhos, sobrinhos, e/ou a criança que mora aí dentro, goste também!
Cientista brasileiro cria técnica para limpar petroleo derramado no mar.
“Ainda não dá para limpar a mancha monstruosa do Golfo do México, porque falta produção em escala. Mas os vazamentos pequenos e médios estão com os dias contados: já está inventada e patenteada a tecnologia brasileira capaz de limpar o petróleo derramado no mar e ainda acelerar a degradação do poluente recolhido.”… Leia +
Inspirador, não? Embora há ainda quem responda que não, aos poucos a humanidade vai entendendo que não dá pra lutar com a Natureza. Dependemos dela, não somos se ela não for!
Fui conferir e advinha o que conclui, conclui mesmo o que eu já sabia… Não tem jeito, pode reclamar, espernear, fazer cara feia, mas não tem jeito mesmo, eu sou Diva desde que nasci. Dih-Va minha gente! Olha só o que estava tocando no dia que euzinha nasci: MacArthur Park da Donna Summer!…
É baby, Donna Summer me batizou e eu nem sabia! Vai lá e descobre o teu também!
p.s.: Aloka baixou nesse post, eu sei, mas é que ela sempre pira fazendo cover da Donna Summer, hahahaha.

Os amantes insistem em dar aos amados a Lua de presente.
Nunca vi…
E a Lua tadinha, quando cheia, nunca pode ser de sí.
O blog Literaria15 é um espaço dedicado à divulgação de autores brasileiros, além de matérias e dicas sobre Literatura. Conheci ha pouco tempo e gostei muito de seu conteúdo. E depois de ter participado do Poética15, fui convidada pelo escritor Luís Delgado para uma entrevista. E mesmo com uma semana conturbadíssima como essa, de muita correria no trabalho, a entrevista saiu. Confere lá:
Se me dizes “vem”
fiques certo que irei
Se pedires “fique”
feliz ficarei
Se afirmares que me queres
Toda tua eu serei
Peço-te apenas
Que em tuas palavras
Haja clareza
Só assim
Conseguirás
Que eu vá, fique e tua seja
Se agires assim
De minha alma
Arrancarás toda beleza
Minha gaveta de alegrias já estava ficando triste de ficar vazia.
Maçanetas novas dão boas vindas as novas alegrias!
Para meu sobrinho Gustavo, com 3 dias de Vida. Seja Bem vindo! Aqui não haverá o quentinho do lado dentro da barriga, mas terá o Amor da Titia! =)
Reza a lenda que eu não me choco com nada, ou quase nada. É lenda! Em ano de eleição, descobri, eu ainda me choco com o despreparo, com a intolerância, ignorância, e principalmente com a arrogância de muitos candidatos. Candidatos esses que afirmam querer representar a “minha” voz. Mas pra que isso aconteça, minha voz exige respeito.
Tendo a acreditar que estamos vivendo a era do “Se nada der certo, viro político”. E pelo que nos é apresentado, viram mesmo. Esses são os despreparados e/ou ignorantes de minha lista. Para os quais minha atenção é mínima – pelo menos enquanto são apenas candidatos -, uma vez que não os reconheço como possíveis “representantes”. Mas são, infelizmente, dignos de minha comoção quando são eleitos, sinal de que representam muitas vozes, que é obvio, serão desrespeitadas.
E seguindo a lista, os intolerantes/arrogantes. Que podem ser ou não, também, despreparados. Para os quais um pensamento, se não for o deles, é descartado, ou ainda pior, é contra eles. Crêem que sua filosofia ou idéias políticas são as únicas corretas. Geralmente bombardeiam o eleitor com o discurso no qual, a palavra democracia, pasmem, aparece quase como seus próprios sobrenomes. Podem não fazer parte do mesmo partido, mas jogam todos no mesmo time.
É claro que a efetiva democratização dos Estados é diretamente proporcional à capacidade intelectual dos indivíduos. Num pais onde o déficit educacional é maior que qualquer boa vontade política de mudança, presumo que ainda não será agora que poderei dizer “não me choco com nada”… E não será mesmo:
Ao ser perguntada sobre meus candidatos por um político, e dizer que ainda não havia decidido, recebi um sarcástico “em que mundo você vive?”… Mas aprendi que ninguém pode dar o que não tem, e eu tenho educação, sorri e não respondi. Eis que, semanas depois, um outro candidato, me ofende por “brincar de fazer versinhos” e não falar de política, e que quando faço isso deixo de ser uma mulher inteligente e politizada para me juntar ao restante da corja alienada de nosso Estado. – E antes de qualquer outra consideração, devo dizer que a maior ofensa pra mim, foi o texto pobre e mal redigido em que isso foi dito.
Arrogância pouca é besteira! Até mesmo minha educação me mandou rir. As vezes a política, e aqui também falo da política local, me faz lembrar “Nas dores do Mundo”, em que Schopenhauer afirma que “nem todos os loucos ou burros são fanáticos, mas todos os fanáticos são loucos e burros.” Mas seria mesmo preciso chamar Freud, já que Schopenhauer não fala de causa… Desculpem os mais sérios, mas faço pouco de vocês, nunca levei a sério quem se leva tão a sério assim. Por não confiar, desculpem-me outra vez.
Minha discrição virou alienação política. Ser poeta me tornou burra! Vai ver minha mãe esteja certa quando diz que precisamos ficar atentos pra não perdermos a estação em que os valores trocam de trem.
Pelo que lembro, ainda sou capaz de me orientar politicamente conforme meus próprios interesses. Por um lado, me interesso pela política de meu país, e do outro, não creio na operosidade de instrumentos inoperantes, nem acredito em salvadores de pátrias. E principalmente, não me recuso a raciocinar, decidir e traçar meu próprio projeto de vida. Não compreender o significado disso tudo, bem como o sentido que possa ter, é realmente o conceito de alienação política!
Esse político se referia, talvez, à época em que eu tinha carteira de filiação em partido político, e que até mesmo advoguei para aquele… Meus motivos pessoais não dizem respeito a ninguém, mas é interessante quando alguém nos dá motivos (fortes como os que cito aqui) para nos fazer perder o respeito. E o melhor da vida é mesmo isso: poder fazer escolhas, e saber que amanhã, ou depois de amanhã, minha “voz”, aquela que esse ano todos querem representar, seja pronunciada em outro timbre. Talvez com palavras “filiadas” em versos, afinal, poetas votam, e fazem votar.