O vento derrubou um haicai, e ele se quebrou. Foi tarde… Gosto de haicais, mas do que se jogam!
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A NOVIDADE não é o máximo, nenhum “paradoxo estendido na areia”, a NOVIDADE com letras maiúsculas de indignação é o tal Blog da Maria Bethânia.
Pra quem não sabe do que se trata o “Blog da Maria Bethânia”, o Ministério da Cultura divulgou e confirmou, na última quarta a autorização a Maria Bethânia para captar R$ 1,3 milhão para a criação do blog “O mundo precisa de poesia”. O mesmo Ministério que é chefiado por Ana de Hollanda, irmã do compositor Chico Buaque de Hollanda.
A notícia se espalhou e foi, desde quarta, “O Assunto” nos blogs, redes sociais e nas conversas aqui em casa também.
Não dá mesmo pra deixar passar. Indignação com I maiúsculo é assim, te faz imaginar se pode haver pessoa mais idiota que… Você!
Quer ver? O Julio Borges do Digestivo Cultural, que obviamente, também se sentiu assim, “segurou na nossa mão” e publicou parte do projeto no blog da Maria Bethânia, com o link para o Projeto na íntegra, como quem diz, “vocês não estão sozinhos, o babaca aqui também tem um blog de cunho cultural”. AQUI!
Se for pra mentir, por favor, pelo menos me convença! Ah sim, e seja mais criativa na escolha do nome do blog também!!!
Não tem nada a ver com gostar ou não de carnaval, que por acaso eu gosto, só que não é todo ano que estou no espírito. Espero chegar pertinho pra saber se será feriado ou carnaval.
E nesse, foi feriado. Fiquei revezando entre a preguiça e a leitura. E como sempre que não rola saídas e ressacas, muitos filminhos. Mas dessa vez nada de clássicos e outros filmes antigos, resolvi sair da caixa e assistir lançamentos:
Impressionante deve ter sido a palavra mais usada pra descrever esse filme. Confesso que como uma boa chata, não queria assistir por esse mesmo motivo. Explico: sou daquelas que fico logo cética quando todos falam que assistiram e gostaram, ou pelo contrário, só falam mal, a tal da unanimidade… Mas fui lá, um filme de Darren Aronofsk é sempre algo. E foi, e muito. Para quem assistiu seus outros filmes, sabe o quão forte é sua assinatura, de uma sensibilidade assustadora. Quanto a Natalie Portman, tenho que fazer coro com os que dizem que foi seu melhor papel, fez por merecer o Oscar. Ah, e Mila Kunis está divina! É… Impressionante!

O discurso do rei
De cara, daqueles filmes que entram na lista “assistir”. Por que? Fazer um filme a partir de um assunto aparentemente simples já medeixa instigada, e mesmosendo história verídica sobre alguém importante historicamente, uma gagueira continua sendo uma “simples gagueira”… Drama com doses certas de humor e ironia e sarcasmo. A atuação de Colin Firth é impecável, dessas que o ator, sem o recurso da maquiagem, fica parecido com o personagem verdadeiro. História de superação bem contada, sem apelativos. Indico!
A Origem
Havia lido coisas muito boas e muito ruins a respeito. Ou seja, nenhuma expectativa. Desses filmes que espero todos deixarem de falar e assisto. Claro que mesmo não sendo Christopher Nolan, um dos meus diretores queridinhos, não é alguém pra ser esnobado, né? Embora vá rebolar pra se superar. Leonardo DiCaprio não decepciona, e gostei de ver um de meus lindinhos dos filmes sessão da tarde adolescente Joseph Gordon-Levitt. Todos os elogios para o roteiro: complexo, inteligente, imprevisível, incrível! Confesso que fiquei com aquele sentimento: “queria ter escrito”. Mas, nem em sonho, ou… só assim, rsrs.
Primeiro motivo pra assistir esse filme: Christian Bale. Adoro ver como ele é capaz de mudar em cada filme que faz, de cara a gente se pergunta (sempre!) se é ele mesmo. Oscar até meio que obvio! Tão bom que Mark Wahlberg está ótimo e ainda assim quase ninguém falou de sua atuação. Melissa Leo como a mãe está irritantemente perfeita! Quanto ao roteiro, particularmente, gosto de dramas familiares, tá bom, eu adoro um drama! rs. Mas são mesmo as excelentes atuações que fazem desse um filme a ser indicado!
Saldo do feriado: positivo! Volto depois com o saldo da leitura e ócio criativo (?). O livro que estou lendo é em espanhol, e por isso, a leitura é mais lenta. Mas quanto aos filmes, a “chata dos filmes vietnamitas, caçadora de filmes argentinos” se atualizando nos Oscars 2011 foi lindo, eim?… Ah, vai, ela nem é tão chata assim!
Era um desses e-mails que a gente não dá muita bola, enviado para um grupão, mas que por algum motivo, nesse caso o título, a gente dá uma chance e lê. Falava sobre mulheres e que para viver uma vida mais completa é preciso deixar que a vida nos despenteie. Textinho curto, sem autoria, e eu fiquei pensando…
Minhas heroínas sempre foram despenteadas, umas tão despenteadas que empurram pra além aquela linha tênue do necessariamente louco. As mulheres mais interessantes que conheço não andam com chapinhas na bolsa porque sabem seu valor mesmo que suas madeixas não estejam sempre como numa propaganda de xampu depois do “advento” photoshop.
As mulheres que mais respeito, são aquelas que não deixam de ir a um encontro só porque seu cabeleireiro não tinha vaga ( e eu já vi muito disso!), são também aquelas que, quando apaixonadas não se importam de na primeira noite com o outro, então alvo de sua paixão, deixar que amanheça e o deixar vê-la com a maquiagem borrada e sob a luz da que os gatos pardos sempre fogem…
Não… é claro que eu adoro sair do salão com meu cabelo lavado, hidratado e escovado e acho que toda mulher merece um cabelo desses, mas eu falo mesmo é que antes do cabelo o que importa é a cabeça. É a atitude por detrás do cabelo despenteado, eu falo mesmo é de ser de verdade.
E quer saber? Se é que você não sabe ou nunca se permitiu escutar: Ser uma mulher despenteada é lindo! Há uma beleza aí que poucos (infelizmente) conseguem enxergar. E se eu fosse você não gostaria de estar do lado de alguém que essa beleza não consegue ver, essa mulher, que eu chamo de mulher de verdade, que pode ter o cabelo liso, ondulado, curto ou encaracolado não é outra, ela é você.
Uma vez, escutei de um homem, a seguinte frase: “as mulheres não sabem quão lindas elas são de cara limpae e cabelo desasado”. Essa frase foi dita umas quatro horas da manhã quando eu terminava de passar o hidratante no rosto pra tirar o resto da super produção que fiz pra uma festa. Eu nem preciso dizer que nessa noite, esse homem se deu muito bem… E não é a toa que ele ainda esteja por aqui. E não, mais uma vez, é claro que isso não anula o fato deles também gostarem de nossas super produções, mas é que as duas coisas coexistem, e elas têm hora pra acontecerem.
Eu desconfio mesmo das mulheres que dizem que acordam cinco ou seis da manhã pra que o marido não a veja despenteada e com remela nojenta nos olhos. Será mesmo que elas acreditam que ele é tão burro de não saber que elas não são aquilo? Será mesmo que alguém aguenta uma vida sem mostrar suas remelas? Bem, eu não sei quanto a você, mas eu não.
Eu soube disso muito cedo por só (quase) ter tido, minha vida toda, amigos homens. Mas se você acha que estou falando besteira, pergunte pra qualquer um, não precisa ser o seu namorado, marido, ficante, peguete… pode ser pro seu colega de trabalho, pro porteiro do prédio, qualquer um. Se houver um homem aí enquanto você lê isso aqui, compartilhe e depois veja se ele concorda ou não, você vai ver que tenho razão, palavra de mulher apaixonada e muito, muito despenteada, meu cabeleireiro não me deixa mentir.
Trote literário no curso de jornalismo da UNIFAP!
O trote dos calouros do curso de Jornalismo da Unifap será de estímulo à leitura. Os alunos irão libertar livros no campus Marco Zero amanhã, dia 15 de fevereiro.
A inciativa faz parte do movimento Livro Livre Amapá, de estímulo à leitura. A ideia é colocar em circulação livros em pontos de grande movimentação de pessoas. Os que pegarem as obras não devem guardar em casa, mas soltar em outro local público após a leitura. Assim, mais e mais pessoas têm acesso à literatura.
O projeto faz parte de uma inciativa nacional que pode ser acompanhada no endereço http://www.livrolivre.art.br/. No Amapá, o movimento ganhou um blog (http://livrolivreap.blogspot.com/) e teve várias ações de libertação no ano de 2009. A proposta do curso de Jornalismo da UNIFAP é retomar as ações.
Entre os livros libertos estarão dois de professores do curso: O crônicas faquianas, de autoria da professora Roberta Scheibe (editora UPF) e Bem Hur, uma vesão juvenil escrito pelo professor Ivan Carlo e publicado na coleção Clássicos da Literatura Juvenil, da editora Minuano.
Fonte: Blog Idéias de Jeca- Tatu
Sempre quis ter um desses
Caderninhos de contar a vida
Mas minha vida
Essa vadia, nunca teve tempo
Pra escrever o que vivia.
Reputação a gente constrói, pelo menos foi o que escutei no colégio.
E então vamos lá, ávidos, construir a nossa. Faz-se uma porção de coisas bacanas, estuda outras nem tanto, lê os clássicos, acumula milhas e tempos em filas de teatro. Apara uma ponta de imagem aqui, cola uma coisinha alí pra ficar mais apresentável, aprende umas mentiras sinceras, coloca e tira vários rótulos no caminho e pronto, as pessoas compram!
O trabalho é recompensado, agora você tem vários títulos: é cool, culta e inteligente, tem personalidade e com isso opinião. E como se não bastasse, tem tatuagem, escuta rock’n’roll e música clássica, gosta de tecnologia. Ah sim, as tais milhas te deixam muy phyna! Legal, né? Muito! Ate que… Num descuido de sinceridade, o qual não consigo deixar a prática, você diz:
-Não como sushi.
E diante dos semblantes incrédulos, procurando alguma mensagem subliminar, ou o que a Lady Gaga diz ser uma pokerface, você precisa repetir:
-Sim, não como sushi…
-Como assim você não come sushi????????? Logo você????????
E é aí, meu amigo, que você precisará pensar rápido: corre ou finge um desmaio!
Acha que estou brincando? Você tenta argumentar que comida libanesa é o que há (e então percebe que essa gíria não está mais na moda), que comida mexicana sim, você come até passar mal, mas não adianta. Você virou antiga e colada! Sua modernice e descolamento foram pro beleléu! (outra gíria over!) Chic? Você mesmo que não come sushi? Na na ni na não!
E quando aquele seu discurso “vocês moderninhos… são todos uns reacionários”, que nunca teve plateia, pensa que será dessa vez, você lembra:
Mas que porra é essa?…. Que reputação é como os blocos de empilhar. Sim, aquele brinquedo pedagógico… Temos sempre a nossa pra destruir! Do contrário, que graça?!















