“Janeiro (do latim Januarius, de Janus, divindade romana). O seu nome era uma
homenagem ao deus Janus, filho de Apolo e da ninfa Creusa. Teria sido o mais
antigo rei do Lácio. Sendo uma divindade pacífica, era venerado como um deus
da paz. No seu templo de doze portas, existiam doze altares, cada qual
representando um mês do ano. E, a 1º de janeiro, em sua honra, os avoengos
romanos trocavam entre si presentes de figos, maçãs, bolos de mel, peles
etc. Foi quando nasceu o costume até hoje observado das festividades do Ano
Bom.
Entretanto, janeiro não foi criado na época do primeiro calendário latino.
Na reforma que o rei Numa Pompílio, segundo monarca romano, fez do
calendário, deslocou o mês de janeiro e fê-lo passar para o undécimo, onde
ficou. Introduziu também o seguinte, pois até então, eram dez os meses,
sendo o primeiro aquele dedicado a Marte, deus da guerra.
Sendo Janus, divindade bifronte, olhava para a frente e para trás, com
perfeito domínio sobre o tempo. Tinha duas faces, uma de olhos para o
passado, do qual possuía total conhecimento; a outra, olhando para o futuro,
do qual tinha igual previsão. Quando esculpido nas portas residenciais,
olhava simultaneamente para o interior e o exterior.
Janeiro também olha para o ano que começa e para o ano que acaba. Este mês,
que conta 31 dias no calendário moderno, começa sete dias depois do
solstício.”
p.s.: o post teve a ajuda de meu amigo Túlio, “a Barsa”.