Tag-Archive for » Das metáforas «

ago
03

Quando perguntada sobre o que eu pensava da “migração” da Literatura para os sites e blogs e ainda sobre a tendência de substituição do livro impresso, não tinha muito o que pensar…

Contradizendo qualquer “profecia” para a relação literatura x tecnologia, as duas ficaram muito amigas, obrigada! Com a internet as pessoas estão lendo e escrevendo mais.

Não acredito numa “migração”, nem numa “nova literatura”, como muitos costumam chamar, mas sim numa bela peça que a velha literatura nos pregou. Ela chegou antes de nós à estação, comprou acento na janela e pelo que percebo, ri dos que ainda discutem, indecisos, sobre que trem pegar. Afinal, quando queremos conhecer novos autores, não pensamos duas vezes, é nos blogs e sites que procuramos. Aposto que a sua mais recente dica daquele livro incrível, foi feita através de redes sociais e/ou amigos virtuais, lembrou? Bem, pelo menos a minha foi!

Falar em substituição então, é ainda menos provável.

Eu sou leitora de e-books, e mesmo com toda a portabilidade do formato digital, nunca nem prestei muita atenção, admito, para a discussão sobre o fim do livro impresso. Não acontecerá. O prazer do manuseio que um livro impresso proporciona é insubstituível, e não conheço apelo lúdico tão forte quanto um livro nas mãos. Esse apelo é tão forte que os livros e revistas digitais há muito, estão mudando de seu primeiro formato em pdf de páginas contínuas para o formato de “impresso virtual”, no qual clicamos em suas páginas para que elas passem, como se o folheássemos.

Mas as apostas estão na mesa, e como falei antes, a literatura é idosa e muito sábia, pode me fazer morder a língua, mas mesmo que faça isso, ainda terá uma longa jornada para fazer alguns milhares de leitores, como eu, a se desfazerem de seus livros.

Costumo dizer que é neles, nos livros, que moram minha vaidade e ciúme. Isso deve resumir minha opinião. A internet tem produzido muito mais leitores de livros impressos de “sombra da árvore” e “de varanda” que quaisquer professor de literatura.

jun
18

Saudade é quando tomo um café preto sem açúcar, no fim da tarde de um dia frio. O sol se vai… O gosto fica.

Category: NI  Tags: , ,  2 Comments