
Quer ser comissário de bordo? Vai.
Quer ser advogado? Vai.
Médico? Ator? Vai.
Quer ser malabarista? Motorista? Tradutor?
Quer ser Economista? Escritor?
Professor? Dentista? Guitarrista? Pintor? Vai.
Ai, ai, ai.
Só não fica aí
Fingindo que faz o que gosta
Quando estás mesmo
No final de todos os dias
Com dores nas costas.
Vai, vai!
E deixa de lado todos esses ais.
Já dediquei esse poeminha no meu antigo blog, para Thalis (foto), o primeiro sobrinho na “agonia” de ter que escolher uma profissão este ano… Resolvi postar de novo porque hoje, quem sente a “agonia” sou eu de pensar que ele está lá, fazendo a prova, tão pequenininho… Aí lembro que ele não tem mais a idade que tinha na foto, a agonia passa, mas a “corujice” não… rs.
Saudade de você, meu filho, na idade que tinhas nessa foto!
Poeminha feito numa época de inferno astral, quando me encontrava deixando minha então profissão de advogada e qualquer outra pretensão de carreira jurídica (o medo de estar errando é sempre assustador, mas foi naquele instante… e os instantes sempre passam), e tendo que encarar outra faculdade, que “descobri”, seria psicologia.
Sou professora de inglês desde os 17 anos, e lembro que nessa época eu disse a meu pai: “tenho talvez uma péssima notícia p
ra te dar, eu adoro ser professora”… Ele sorriu e eu também, hoje tenho uma escola de idiomas, e ver essas “criaturinhas” (e são muitos) crescerem, é muito gostoso, eles chegam, ficam, nos fazem felizes e depois vão embora, mas de vez em quando voltam, grandes, as vezes (como aconteceu outro dia) pra me apresentar o namorado e dizer que estar fazendo medicina… e ainda me chamar de Tia, é claro! “Ai, ai”… rs