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jul
07

Reza a lenda que eu não me choco com nada, ou quase nada. É lenda! Em ano de eleição, descobri, eu ainda me choco com o despreparo, com a intolerância, ignorância, e principalmente com a arrogância de muitos candidatos. Candidatos esses que afirmam querer representar a “minha” voz. Mas pra que isso aconteça, minha voz exige respeito.

Tendo a acreditar que estamos vivendo a era do “Se nada der certo, viro político”. E pelo que nos é apresentado, viram mesmo. Esses são os despreparados e/ou ignorantes de minha lista. Para os quais minha atenção é mínima – pelo menos enquanto são apenas candidatos -, uma vez que não os reconheço como possíveis “representantes”.  Mas são, infelizmente, dignos de minha comoção quando são eleitos, sinal de que representam muitas vozes, que é obvio, serão desrespeitadas.

E seguindo a lista, os intolerantes/arrogantes. Que podem ser ou não, também, despreparados. Para os quais um pensamento, se não for o deles, é descartado, ou ainda pior, é contra eles. Crêem que sua filosofia ou idéias políticas são as únicas corretas. Geralmente bombardeiam o eleitor com o discurso no qual, a palavra democracia, pasmem, aparece quase como seus próprios sobrenomes. Podem não fazer parte do mesmo partido, mas jogam todos no mesmo time.

É claro que a efetiva democratização dos Estados é diretamente proporcional à capacidade intelectual dos indivíduos. Num pais onde o déficit educacional é maior que qualquer boa vontade política de mudança, presumo que ainda não será agora que poderei dizer “não me choco com nada”… E não será mesmo:

Ao ser perguntada sobre meus candidatos por um político, e dizer que ainda não havia decidido, recebi um sarcástico “em que mundo você vive?”… Mas aprendi que ninguém pode dar o que não tem, e eu tenho educação, sorri e não respondi. Eis que, semanas depois, um outro candidato, me ofende  por “brincar de fazer versinhos” e não falar de política, e que quando faço isso deixo de ser uma mulher inteligente e politizada para me juntar ao restante da corja alienada de nosso Estado. – E antes de qualquer outra consideração, devo dizer que a maior ofensa pra mim, foi o texto pobre e mal redigido em que isso foi dito.

Arrogância pouca é besteira! Até mesmo minha educação me mandou rir. As vezes a política, e aqui também falo da política local, me faz lembrar “Nas dores do Mundo”, em que Schopenhauer afirma que “nem todos os loucos ou burros são fanáticos, mas todos os fanáticos são loucos e burros.” Mas seria mesmo preciso chamar Freud, já que Schopenhauer não fala de causa… Desculpem os mais sérios, mas faço pouco de vocês, nunca levei a sério quem se leva tão a sério assim. Por não confiar, desculpem-me outra vez.

Minha discrição virou alienação política. Ser poeta me tornou burra! Vai ver minha mãe esteja certa quando diz que precisamos ficar atentos pra não perdermos a estação em que os valores trocam de trem.

Pelo que lembro, ainda sou capaz de me orientar politicamente conforme meus próprios interesses. Por um lado, me interesso pela política de meu país, e do outro, não creio na operosidade de instrumentos inoperantes, nem acredito em salvadores de pátrias. E principalmente, não me recuso a raciocinar, decidir e traçar meu próprio projeto de vida. Não compreender o significado disso tudo, bem como o sentido que possa ter, é realmente o conceito de alienação política!

Esse político se referia, talvez, à época em que eu tinha carteira de filiação em partido político, e que até mesmo advoguei para aquele… Meus motivos pessoais não dizem respeito a ninguém, mas é interessante quando alguém nos dá motivos (fortes como os que cito aqui) para nos fazer perder o respeito. E o melhor da vida é mesmo isso: poder fazer escolhas, e saber que amanhã, ou depois de amanhã, minha “voz”, aquela que esse ano todos querem representar, seja pronunciada em outro timbre. Talvez com palavras “filiadas” em versos, afinal, poetas votam, e fazem votar.

jun
29

É amanhã o primeiro recital dos alunos do Centro de Formação Musical AIAPI, evento este que marca o encerramento do semestre letivo.

jun
28

O jornalista João Lázaro, está com um blog paid’égua! Sim, paid’égua que é um blog pra quem se interessa pela história dessas margens do rio Amazônas! O blog é o Porta retrato Macapá Antiga. Com muitas fotos da cidade e claro, das pessoas que aqui fizeram história, que quem faz o lugar são mesmo as pessoas.

Meu pai, que é um dos primeiros homens com curso superior aqui, um pioneiros a vir ajudar desenvolver essa Terra, junto com minha mãe, que tem igual história, passaram o dia hoje viajando no blog, e contando sobre as fotos, os lugares e pessoas pra mim e para os netos. Uma delícia. E o mais bacana foi o comentário de minha sobrinha de 14 anos que disse: “Poxa, isso é muito bacana, as vezes precisamos desses registros para trabalhos na escola e não sabemos muito onde encontrar”.

O Link vai ficar alí da listinha ao lado, mas deixo, claro, aqui pra vocês: http://porta-retrato-ap.blogspot.com

mai
18

A Casa do Chorinho Ceará da Cuíca
Apresenta:

MEU IRMÃO, opa

NIVITO GUEDES

O melhor da música Amapaense
Data: 21/05/2010 (sexta-feira)
Hora: 22:00h.
Local: Av. Piauí, 971 – Pacoval
Contato: 9976-4906 / 8112-7594 / 9126-3496

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mar
31

As encalhadas estiveram semana passada no palco do Teatro das Bacabeiras, para três apresentações no  final de semana, onde o público amapaense prestigiou, participando ativamente das encenações. Fruto dessa aceitação e participação, o espetáculo volta para mais duas apresentações (Sab e dom. 03 e 04 de abril)

Os ingressos poderão ser adquiridos no Teatro das Bacabeiras a partir das 14 horas do sábado 03/março ao preço de R$ 15,00 (inteira) e R$ 7,00 (meia).

mar
03

Inaugurou em Macapá o Centro de Formação Musical AIAPI, uma escola de música diferenciada no Estado por sua estrutura física, professores, e por trazer à população amapaense toda a tradição familiar dos descendentes de Mestre Oscar Santos, um dos mais importantes nomes da música amapaense e um dos principais músicos do interior da Amazônia. Junto com o Centro de Formação Musical AIAPI está sendo criado o Instituto de Arte Oscar Santos, que será responsável pelo resgate e preservação da história de Mestre Oscar, além de apoiar e promover as diversas formas de manifestação artística e cultural

Oscar Santos foi o maior educador musical da região, ensinando a tocar todos os instrumentos musicais nas áreas de sopro e percussão, além de violão, violino, bandolim, acordeom e piano. Fez parte da primeira equipe do corpo docente do antigo Conservatório Amapaense de Música, responsável pelas disciplinas de teoria musical, solfejo e harmonia. Mestre Oscar revolucionou a educação e a cultura musical no Amapá. É autor da melodia do hino oficial do Estado, a “Canção do Amapá”. Seu trabalho marca o início da história da música amapaense, através de prática de bandas de música.

É com essa tradição musical, experiência, capacitação profissional e credibilidade, que os herdeiros de Mestre Oscar, as professoras Neuma, Socorro e Fafá, e o professor Beto Oscar, colocam à disposição da população amapaense uma escola de música única no Estado.

Endereço: Avenida Ceará, nº 360, Pacoval
(entre as Ruas Guanabara e São Paulo)
Telefones: 3222-0838 / 8115-0010 / 9131-3819
Por Ivan Daniel Amanajás
Nota do Blog: Vinda de uma família de músicos, impossível não ter conhecido o talento da “Família Mestre Oscar”. Lembro que quando criança (pequena) adorava ir pra frente da casa do Mestre Oscar, bem pertinho da minha, lá pelas 5 da tarde escutar “os sons”  que vinham de lá enquanto brincávamos de pira…, eram diferentes dos lá de casa, instrumentos diferentes.
Tenho na memória minha doce passagem pela casa da Tia Uchôa, como eu chamava minha professora de piano, Lúcia.
na verdade, uma escola com esses professores é um presente para Macapá!
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dez
03

Semestre passado, jornalista, poeta e blogueira Alcinea Cavalcante, me convidou pra participar de uma seção em seu blog que é a “diga aí!”, seria um texto pequeno, falando qualquer coisa desde que tenha alguma relação com Macapá. Que podia ser uma saudade, uma lembrança, um lugar, um acontecimento… Até previsão. Imagina! Claro que disse SIM, e o texto então foi publicado em seu blog. Hoje, lembrado por minha irmã, resolvi postar aqui também.

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“Não sei se vocês concordam comigo, mas acho o macapaense um povo bastante nostálgico. É só ligar o rádio num fim de semana qualquer que escutamos quase que em todas as emissoras, programas como flash back, amnésia, entre outros. Pra quem me conhece sabe que nostalgia não é o meu forte, é claro que tenho saudades como qualquer um outro, mas nem de longe posso me considerar uma pessoa nostálgica. Mas entre meus amigos mais próximos em Macapá, temos uma brincadeira que poderia ser chamada de “a nostalgia”, e foi dela que eu lembrei quando a Alcinéa me mandou o convite pro “Diga Aí”:

Tudo começou numa tarde quando liguei pra um amigo e perguntei onde ele estava e ele sem saber dizer ao certo o nome da rua, saiu com essa: “Aqui na Dubom, bem na frente do Cine Palácio!” e claro, morri de rir, até porque foi bem eficaz, vez que soube na hora onde ele estava. Depois disso, virou brincadeira constante falar nomes antigos de lugares e bairros de Macapá que não existem mais, ou até mesmo de pessoas que já se foram, mas com todo respeito, é claro.

Pra citar alguns exemplos: “Fulano, estou indo lá pras bandas do Supermercado Rorró ou do Bronzwick , quer carona?”, “Vou na casa de um amigo meu, fica na frente da Cobal!”, “Vamos tomar um suco no gato Azul ou lá no Tipiti”, “Ciclano mora ali no bairro alto…”, eu mesma digo que “meus pais são vizinhos do Seu Veridiano”… E por aí vai.

Claro que tem algumas das quais eu só sei de histórias contadas lá em casa pelo Seu “Hernani da Farmácia”. Quem é daqui sabe de tudo que estou falando, e deve estar rachando de rir. Mas engraçado mesmo é ver a cara de quem não é daqui ou mesmo dos mais novos que perguntam com cara de espanto “O Que?!!!” (rsrsrsrs).

No entanto, é uma boa maneira de começar uma gostosa conversa sobre Macapá com aqueles que não sabem onde é nenhum desses lugares que falei. Assim a gente vai perpetuando a Macapá de outros tempos… E como dizia o Seu Waldir Carrera: E tenho dito!” rs ;)

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mar
03

Foi deixado hoje, no Super Fácil da Rua Cândido Mendes, no Centro, o livro “Aqui tem coisa”.

“Aqui tem coisa” de Fernando Stickel é um livro de poesia e desenho.

Você ainda não sabe o que é o Projeto Livro Livre Amapá?

Livro Livre Amapá é uma iniciativa patrocinada pelos blogueiros amapaenses, que visa democratizar e incentivar a leitura. O conceito é inspirado no bookcrossing, que no Brasil já existe através do site Livro Livre.

E funciona assim:

Os participantes deixam livros em locais públicos para serem lidos por qualquer pessoa. Na parte interna da capa é colada uma etiqueta informando que o livro não poderá ser vendido, apenas lido e deixado novamente em algum local público, para outras pessoas lerem. Quem for libertar um livro deverá enviar para o e-mail livrolivreap@gmail.com a imagem da capa e uma breve descrição do conteúdo.

Site: Livro Livre Amapá

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fev
12

Trata-se do projeto Livro Livre Amapá. A idéia surgiu quando o Ivan Carlo, do blog Idéias de Jeca-tatu, sugeriu que fosse implementado no Amapá o BookCrossing, uma interessante iniciativa de incentivo e democratização da leitura, que no Brasil já existe com o nome Livro Livre.

A proposta obteve apoio imediato de vários blogueiros amapaenses, e assim nasceu o Livro Livre Amapá.

Alguns livros já foram “libertados”, e esses títulos e outras informações podem ser encontradas no blog do projeto: www.livrolivreap.blogspot.com. Mas adianto aqui que os livros libertados, terão na contracapa uma etiqueta com os seguinte texto:

PROJETO LIVRO LIVRE AMAPÁ
ESTE LIVRO NÃO PODE SER VENDIDO
Este livro faz parte de um projeto de incentivo à leitura patrocinado e divulgado pelos blogueiros amapaenses. A idéia é que a leitura é algo que deve ser democratizado, portanto quanto mais pessoas lerem, melhor. O conceito é inspirado no bookcrossing, prática difundida nos Estados Unidos e Europa que já conta com mais de 600 mil participantes em cerca de 130 países.
Leve este livro para casa, leia-o e depois liberte-o em local público, para que ele seja lido por outra pessoa.
Se gostou da obra, deixe um comentário em um dos blogs participantes. Se quiser participar também, libertando outros livros, é só deixar um comentário em um dos blogs que entramos em contato.
Blogs participantes: (…)

E se você achou interessante e quer participar também, é só imprimir a etiqueta que já está disponível no blog do projeto – Livro Livre Amapá - e colar na contracapa do livro que quer libertar. Lembre-se de deixar a informação do livro no mesmo blog pra que todos possam tomar conhecimento. E ainda, se você é blogueiro, divulgar será uma boa. O Amapá e o Brasil Agradece!

Vamos lá?


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set
22


Clique na imagem para melhor visualizar!

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set
12



O Governo do Estado do Amapá lançou na Expofeira Agropecuária o projeto de candidatura da Fortaleza São José de Macapá como patrimônio cultural da humanidade. Empenhado em levar o pleito à Unesco, e colocar nossa bicentenária e imponente Fortaleza como patrimônio da humanidade.

A Fortaleza de São José de Macapáo é o maior empreendimento militar da América Latina e, no ano passado foi eleita uma das sete maravilhas do Brasil pela Revista Caras, inclusive fechando a votação em primeiro lugar.

Projetada pelo engenheiro Henrique Antônio Gallúcio, foi inspirada em modelo do engenheiro militar francês Sebastien Le Preste, Marquês de Vauban, a Fortaleza de São José de Macapá é, para os amapaenses, uma das maiores referências, por representar um marco cultural, arquitetônico e histórico. Está localizada na foz do Rio Amazonas, em frente à capital amapaense. Foi erguida entre 1764 e 1782 pelas mãos de negros e índios, escravos da colonização portuguesa. No passado, tinha a função de garantir o domínio lusitano no extremo norte do Brasil. Hoje é um dos principais pontos turísticos de Macapá.

Vista de cima, a Fortaleza se assemelha a uma estrela, pela disposição de seus quatro baluartes, batizados pelo então Governador e Capitão-General Fernando da Costa de Athayde Teive com os nomes de Madre de Deus, São Pedro, Nossa Senhora da Conceição e São José. Na parte de dentro, encontram-se os prédios que abrigavam os antigos armazéns, capela, casa de oficiais e do comandante, casamatas, paiol e hospital, além dos elementos externos componentes do complexo, como revelim, redente, fosso seco e baterias baixas.

E claro que o Neste Instante, amapaense que também é, adere a campanha!

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mar
19
“Meu São José da Beira-Mar, protejei meu Macapá…”
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