And when I take the first step across the line, I AM the other side already!
Uma revista aberta no meio da sala, tinha em letras negritadas em rosa o título: “Vocês são amigas ou colegas? Faça o teste!”, peguei para ver a capa e nenhuma surpresa: Capricho. Era da sobrinha, adolescente. Deixei de volta. Mas foi o suficiente pra ficar pensando na pergunta enquanto tomava um copa d’água.
O tempo passa e a idade avança e a maturidade, pra alguns, até chega, mas algumas coisas continuam iguais, iguais a quando somos crianças, mesmo que a maioria diga não lembrar, iguais a quando somos adolescentes.
Será? Não sei com certeza, mas o que sei é que algumas questões continuam lá, IGUAIS, e pior, com a mesma cara de urgência de um teste com alternativas de “a” a “d” numa revista adolescentemente ordinária!
… E insistimos em dizer que nossos outros assuntos são tão mais importantes. Ah, esses seres estranhos, os adultos!
Sim querido Quintana,
Você me disse que um poema sempre fala de outra coisa. E fiquei aqui pensando alto, prnicipalmente agora, em tempos de twitter. Acredito que pessoas interessantes são como os poemas, estão sempre falando também de outra coisa. Ou até mesmo de um outra que não aquela…
Você não deve lembrar daquela palavra, que dizem, ter morrido. Ninguém mais falou nela… Desaparecida talvez, do contrário não faz sentido.
Palavras não morrem, viram gentes.
Escrevi uns versos, mas eles ficaram incompletos. Ficou faltando umas idéias, as quais também não ficaram claras. A estrutura continua lá, e toda vez que tento moldá-los à uma nova idéia ou palavra, a coisa toda fica mais inacabada. Parece-me que continuar seria uma forma de mascarar o fato de que não dá pra terminar algo que não tem mesmo fim. Tive que procurar por coisas, pessoas, lugares e mais outras coisas que não tivessem fim. É que eu aprendi que tudo tem fim, sempre. Começo, meio e fim. Mas me lembraram daquela outra máxima de que sempre e nunca são coisas que nem sempre, bem como nem nunca são sempre. Pensei ainda que se não há fim pode ser que nem sequer tenha existido um começo. Resolvi deixar pra lá, mas constantemente eles vêem me pedir uma conclusão, nem que seja a morte… Ainda não tive coragem – ou seja lá o que for – para matá-los. Escreverei outros versos.
Ele não quis escolher a função, acumulou… desempenhou tanto o papel de sujeito como de complemento, mas não complementou a coisa, somente a pessoa. E eu, não designei nada, nem como pessoa… nem coisa alguma. Apenas falei em mim, quase só pra mim, irresoluta, que estava extinto:
Ele.
Ele, hesitante, foi… E, quase tentou querer voltar.
Escutei alguém falando em inferno astral… Seria o período que antecede nosso aniversário. Não consegui escutar o resto, de repente lá estava eu divagando sozinha com meus penamentos. E esses não sabem nem se acreditam em inferno astral, e mesmo se soubessem, acreditam – me disseram, que gostariam mesmo é de saber então, do paraíso astral, que é preciso existir, certo? respondi que sim, mas fiquei lá, brincando de pensar.
Logo euzinha, que acredito em tudo ou quase tudo, não sei, simples assim, mas é um não querer saber, só me avisem quando souberem me falar do tal paraíso astral que eu não vou tratar desses assuntos com o google. Não, tais assuntos precisam de uma alma que fale, que acredite… Enfim. Mas preciso dizer que não sou cética. Prefiro até o adjetivo lesa, muito lesa pra acreditar ou desacreditar, eu costumo sentir, sentir é meu roteiro.
E o que eu sinto? Ah, eu sinto muito, mas acho mesmo que não tenho inferno astral não, e se tenho ele não antecede meu Ano Novo Pessoal, ele deve ser algo bem menos pessoal. É que… Eu já falei aqui pra vocês, Novembro e eu temos um caso de amor, todos os anos nos encontramos em novembro, as vezes, acreditem, ele vem antes. Somos essa espécie de casal que busca o infiníto, desses que costumam chamar de apaixonados…
Caramba!… Quem era mesmo que estava falando comigo?… Ah meu Deus, acho que deixei alguém falando sozinho… Desculpa, juro que não foi por mal.

Escreveu durante muito tempo em colorido pra esconder seu preto e branco. Resolveu lavar a alma e descobriu que era essa, apenas branca, e refletia todas aquelas cores que achava ser a cor da tinta da escrita.

Foi apenas uma intuição, uma intuição feminina, de que felicidade trata-se mesmo, de uma inconsciente sucessão de venturas… Que uns insistem em chamar insanidade desmedida.
Que seja. Que foi. Que venham.
… Olharia mais uma vez nos teus olhos, talvez me procurasse, confesso. Não que eu ache, ou mesmo espere, que lá eu me encontre. Mas é que é assim mesmo, a gente fica se procurando no fundo dos olhos do outro, e o outro fica se procurando nos olhos da gente, como numa brincadeira de esconde-esconde. Olharia mais uma vez nos teus olhos, pra ver se consigo enxergar toda essa informação que me fez confusão, e não tente desviar os olhos dos meus, você também poderá ver todos os significados que eu quis te dar. Mas não tenhas medo, eles são rasos, tomarás pé. E além do que já sabes, em meu olhar, só encontrarás teus olhos refletidos, com todo esse medo que sai pelos outros buracos da tua cabeça.
E quando nossos sonhos tornam-se realidade… Ah que felicidade! Mas depois da euforia, epa… Temos que sonhar novos sonhos, não é assim? rs

Hoje quando acordei, pensei nela. Olhei pela janela e nada, nem sinal dela. Escrevi algumas idéias, mas meu pensamento era pra ela…
E sabe que de tarde ela chegou! Mansinha, meio tímida, não lavou nada ainda, mas me alegrou.
Sei que novembro está realmente chegando (mesmo sem o calendário…rs), primeiro a chuva, depois as acácias amarelas no jardim da casa de minha mãe que começam a se animar. Lá pelo dia 20, a árvore estará completamente florida, no dia 24 sempre fico feliz de vê-la toda amarela.
E daí… se vejo poesia da janela.
Free will
Do you know any about me?
I Know,I know…
You won’t say
I’ve got to decide
It’s up to me
All the time
Is it fair?
Who cares?
You?
I’m ill
And you’ll say, again
“-It’s up to you… My name is free Will”
Rabisco achado num velho livro de inglês meu, no meio de um monte de outras coisas velhas…dentro daquela gaveta pra onde vai tudo o que não se quer mais. Pela capa do Livro e estágio, devia ser mil novecentos e lá vai bolinha… 12 ou 13 anos eu tinha talvez. Queria tanto lembrar no que eu estava pensando naquele “Instante”! Devia doer, pois li agora e doeu um pouquinho. Bem, na aula não deveria ser. Nenhum professor de inglês vai se por a falar de livre arbítrio, né! Eu pelo menos não falo nem nunca falei em minhas aulas… Não que me lembre.
A única maneira eficaz que disponho para amenizar a profunda dor de existir, é viver. Minha dor assim, torna-se minha maior fonte de felicidade.