Tag-Archive for » Poesia «
Poesia na boca da Noite! Poesia na boca da gente!
Imagino que deve ter sido aquela cuíra, que você pode chamar de vontade, de fazer desse lugar, um cantinho mais leve e agradável. Pode ter sido qualquer outra coisa, mas qualquer outra coisa igualmente boa.
Em janeiro desse ano, a poeta Alcinéa Cavalcante, reuniu em sua calçada, outros poetas amigos pra poetar. Tem mais simples? Pra mim, nem mais bacana!… Pelo que sei, foi assim, só com coração e boa vontade, que nasceu o Poesia na Boca da Noite”.
O encontro “poesia na boca da noite”, que hoje acontece todo sexta, em algum ponto da cidade, uma praça, na beira do Amazônas, numa outra calçada com uma boa sombra, é uma iniciativa de um pequeno grupo de poetas para divulgar e valorizar a poesia amapaense e descobrir e estimular os poetas que ainda não tiveram oportunidade de mostrar seus trabalhos.
Na última sexta, o encontro aconteceu na Praça Floriano Peixoto, e como disse outra poeta, até pra alimentar a alma tem que ter disciplina, antecipei minha aula para terça feira, já programando o Poesia na Boca da Noite. Deu certo. O lugar escolhido é lindo, a praça com as lagoas e a humidade de tantas árvores em volta, me fizeram voltar no tempo, quando ia com meus pais brincar, nessa mesma praça. Foi isso, palavras brincando no meio das árvores!
Qualquer pessoa pode participar, sendo poeta ou não. Basta gostar de poesia, querer ouvir ou falar de poesia. Pode também declamar, levar um poesia que goste (não importa o autor) para compartilhar. Você escolhe as palavras e chegando lá, garanto, as palavras te tiraram pra dançar. O poesia na Boca da Noite é tempo de Poetar!
Se saudade é mesmo,
esse não saber.
Eu não sei e
você não sabe.
Saudade é ser metade.
Para minha irmã Lourdes. Obrigada por acender a luz!
Minha criatividade
Foi feita refém
Refém da tristeza
Que exigiu recompensa
.
Uma história melhor
Melhores passagens
Talvez outros personagens
Um final maior
.
Mas minha criatividade
Foi feita refém
E sem ela, nem mesmo
Uma linha reconheço
.
Para negociar, chamarei reforço
Dedicação, o Esforço e algum Conhecimento
Tentarei tal história melhor
Quem sabe de recomeço
Sempre quis ter um desses
Caderninhos de contar a vida
Mas minha vida
Essa vadia, nunca teve tempo
Pra escrever o que vivia.
Não me venha dizer
que palavras devo usar
Que nenhuma
sou eu quem digo
são elas que me usam
como instrumento
de falar
Não entrarei mais
Na contramão
Dobrarei
a atenção
Pessoas mentem
Intuição
não
Rabiscos esquecidos
em livros antigos
Tesouros escondidos
sem mapa
Vestígios
de civilizações passadas
extintas assim
mistério
Arqueologia de mim
Nem boba
Nem nada
Vou lá ficar
Olhando
O horizonte?
Trouxe
a infância
Comigo
Do contrário
Ela já ia Longe!
que ela era
a ultima flor do laço
mas antes
que se encantasse
desencantou
ela se mostrou
era o nó do laço
que sufocou a flor
Quantas vezes era uma vez?
Ao certo, não sei.
Mas uma vez, foi definitivo
me apaixonei
várias vezes.
E isso é diferente
Sentir me Sentindo Não imitação De gente
Paro um tantinho Sozinho Menos homem Mais passarinho
Fotografia: Maykon Valente

Não vá vender
A alma ao diabo
Ele costuma ser
mal pagador
Não aceita fiador
Ainda te faz legado
Um par de chifres
e um rabo.
Um poema bate
de madrugada
À minha porta
E eu, serelepe
Atendo
Imagina agora
Se aqui morasse
Um marido
Ciumento!



























