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mar
18

A NOVIDADE não é o máximo, nenhum “paradoxo estendido na areia”, a NOVIDADE com letras maiúsculas de indignação é o tal Blog da Maria Bethânia.

Pra quem não sabe do que se trata o “Blog da Maria Bethânia”, o Ministério da Cultura divulgou e confirmou, na última quarta a autorização a Maria Bethânia para captar R$ 1,3 milhão para a criação do blog “O mundo precisa de poesia”. O mesmo Ministério que é chefiado por Ana de Hollanda, irmã do compositor Chico Buaque de Hollanda.

A notícia se espalhou e foi, desde quarta, “O Assunto” nos blogs, redes sociais e nas conversas aqui em casa também.

Não dá mesmo pra deixar passar. Indignação com I maiúsculo é assim, te faz imaginar se pode haver pessoa mais idiota que… Você!

Quer ver? O Julio Borges do Digestivo Cultural, que obviamente, também se sentiu assim, “segurou na nossa mão”  e publicou parte do projeto no blog da Maria Bethânia, com o link para o Projeto na íntegra, como quem diz, “vocês não estão sozinhos, o babaca aqui também tem um blog de cunho cultural”. AQUI!

Se for pra mentir, por favor, pelo menos me convença! Ah sim, e seja mais criativa na escolha do nome do blog também!!!

dez
06

Há várias coisas que me fazem sentir estúpida. Falo da incapacidade intelectual de acompanhar certos raciocínios mesmo, contabilidade ou astronomia por exemplo, e imagino que isso aconteça com todo mundo.

Mesmo sendo você uma pessoa inteligente e perspicaz, há sempre aquele assunto, para o qual seu cérebro não veio programado. São coisas simples, como por exemplo aquelas aulas de matemática ou física no colégio. No meu caso, sempre foi a biologia. Por mais que eu estudasse e até conseguisse tirar boas notas, confesso que nada me fazia realmente entender porque a denosina trifosfato (colocando um D maiúsculo, imagino logo uma velha senhora do interior mascando tabaco!) é usada como reserva imediata de energia pela célula em reações endergônicas…

A gente se forma, estuda mais um bocado, nunca mais usa nenhuma daquelas coisas que aprendemos no colégio – exceto para escrever uma crônicazinha meia boca – mas o sentimento diante certos assuntos não muda.

Outro dia falando de gravidez, bebês, e dos etcs contidos no assunto, me indicaram comprar um mega, super, ultra, power carrinho de bebê: “é super prático e todas as celebrities Hollywood usam, Galisteu comprou um e adorou… Compra nos EUA na sua próxima ida lá, que sai bem mais barato, uns U$ 1.500,00…”

O resto não escutei, já tentava imaginar que mundo paralelo eu estava, e como teria ido parar lá! Algum engano, não era comigo… E quando estava ficando contente com a conversa, já que nesse mundo é “normal” dar essa quantia em um carrinho de bebê e que, pelo visto, eu devia ter essa bagatela… Lembrei das aulas de biologia! A tal limitação de nossa querida massa cinzenta.

E eu que achava difícil saber de que substâncias a timina nucleosídeo monofosfato é formada!

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ago
18

Muita calma que eu ainda não falo de religião por aqui, e esse não é um post sobre psicografia. É que zapiando os canais da TV, peguei o finalzinho de um programa sobre ghost writers, achei interessante. Os ultimos 3 minutinhos dele. Mas o suficiente para querer escrever um pouco a respeito.

Ghost writer, ou escritor fantasma, é o nome dado à pessoas que escrevem uma obra ou texto, mas não recebem os créditos da autoria, esses ficam com quem o contrata ou compra sua obra/trabalho. E sim, isso é uma profissão. Há editoras que oferecem, ou melhor, disponibilizam esse serviço, que chamam autoria oculta, como incentivo para novas publicações. O que não significa plágio, no qual o “autor” usa ilegalmente as idéias de outrem.

No Brasil, essa prática é bastante velada. Embora saibamos que é muito comum o uso de escritores fantasmas por políticos, para que escrevam seus discursos. Enquanto que em países como E.U.A. e Canadá é algo até incentivado, e por mais estranho que pareça (para nós), as pessoas se apresentam profissionalmente como “ghost writers”. E isso eu gosto muito na cultura norte-americana, ninguém se envergonha de seus trabalhos, braçal ou intelectual.

É claro que há sérias questões éticas sobre o assunto, principalmente no que toca os textos científicos. E foi nisso que fiquei pensando, bem como na idéia de ética, que muda quando muda a cultura, claro. Daí que nesses pensamentos sobre ética e tal, tal, tal, me veio a lembrança: Eu já fui uma ghost writer! É verdade.

No ensino médio, pra comprar minha Capricho (acha mesmo que me envergonho?), eu fazia tradução de textos de inglês, ou mesmo (confesso agora e enquanto não tenho filhos) algumas provas também. Até que um dia me pediram pra fazer uma redação… Fiquei na dúvida, mas fui lá e fiz. Queria muito ir para um show que rolaria no mês seguinte e um trocadinho a mais cairia bem.

Uma coisa leva a outra, que leva a outra e o resto já sabemos: me tornei uma ghost writer. Fazia redação para os colegas, depois para os colegas daqueles, e então, pra qualquer um que pagasse, afinal, a demanda era grande. Minha poupança estava ficando também, rs.

Minha professora de redação no ensino médio era uma mulher inteligentíssima, com quem aprendi muito, e eu adora as aulas dela, sempre foram minhas preferidas. E como qualquer adolescente, achei que era mais esperta que quaisquer um de meus professores. Ledo engano… Ledo engano…

Num acesso de quase histeria, comum e justificável em todos os professores que trabalham com adolescentes, ela chegou na sala e disse: “Tenho 5 redações aqui, de Fulano, Ciclano e Beltrano, e mais uma da Dona Kiara – (chamou de “dona” já é a cagada, né!). Todas com nota 10, que se tornarão 0, e a sua, Dona Kiara, não se tornará 50, não… Bonitinha! É com muita decepção que lançarei sua nota (eu era queridinha dela, claro!), mas elaa é ZERO!”

E foi assim, na frente de toda minha turma, arrasada e desmascarada, envergonhada, especialmente dos CDFs lá da frente, que odiavam a garota do fundão que tirava 10, que minha curta carreira como ghost writer acabou.

Mas… O show foi incrível, e ainda deu pra ir com saínha nova! E claro, ainda tenho história pra contar!

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mar
12

“Você tem estado nas mãos de quem paga por seus serviços e talentos e apesar de parecer truísmo universalmente aplicável, essa condição somente agora não dói em seu orgulho. Hoje, por exemplo, se você mostrar o método, alguém será capaz de multiplicar a idéia. De quem é o valor? Pense nisso.”

Oi??????

Alguém se abilita a me explicar? Sério, to aceitando desenhos!… A propósito, eu sou sagitário. hahahahahahahah e mais uma vez: hahahahahahahahahah!

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dez
01

ac3Eu Já fiquei um dia inteiro numa fila fdp, no sol, com fome, com sede e tendo que dividir o pequeno espaço da calçada com uma multidão pra assistir um show de rock no Morumbi, é um horror… Um verdadeiro horror!

Eu já corri feito louca pra pegar um lugar lá na frente, no “gargarejo”, em show no mesmo Morumbi, parecia que eu ia enfartar, é igualmente um horror… Um verdadeiro!

E adivinha? Eu fiquei aqui me roendo toda pra passar todo esse horror de novo no show do AC/DC na última sexta em São Paulo!!!

Mas o pior mesmo, mesmo, mesmo, é ter que escutar gente tosca me perguntar se eu não estou muito velha pra querer estar em show de rock… O QUE???!!! Sério mesmo seu Sem Noção???!!! Velho é quem acha que só se pode fazer o que gosta em determinada idade. Deve ser desses que choram quando escutam Flávio Venturini cantando “Linda Juventude”…

Eu queria era ter estado lá, e ter gritado horrores quando Brian Johnson disse: “Não sabemos português, mas falimagem_20091130164828amos uma língua que todo mundo é capaz de entender: rock’n'roll” pois Eu entendo!!!

A “página do MEU livro bom” ainda está sendo escrita, e embora eu não tenha esse clichê da camiseta “eu fui” na minha lista de clichês preferidos, minha linda juventude vai durar o quanto eu quiser!

E você, jovenzinho, deveria ir highway to hell… “I’m on the highway to hell… My friends are gonna be there too!”

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jul
10

Já deve ter acontecido com você, o outro fala uma coisa, você entende outra e ele entende que você entendeu a coisa dele, os dois falam e discutem sobre uma coisa, você da sua e ele da dele, os dois continuam empolgados e achando legal o interesse mutuo pela mesma coisa, só que… Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

E quando os dois descobrem, sua coisa não era a dele, a coisa dele era bem diferente da sua. Conversa de doido!
Pode rir, é engraçado mesmo. Não é incrível como podemos falar de coisas distintas achando que estamos falando de uma só? E por tanto tempo!

Isso só mostra o quanto estamos ilhados em nós mesmos, não escutamos o outro e o outro não nos escuta, falamos sozinhos e nem percebemos. Mas as palavras percebem, e tiram sarro de nossas caras. Não há mais salvação, só uma boa risada.

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mar
28

Existem cantadas e cantadas, não é mesmo?! Mas algumas nos fazem rir, outras nos deixam furiosas e outras no entanto são aquelas que a gente até pára um pouquinho pra pensar… Não porque iremos ceder e sim porque ficamos imaginando de onde o carinha tirou aquela pérola, que sem dúvida é pelo menos bem bolada! (será que ele treina a noite antes de dormir?; será que ele anota pra depois falar?…rsrs)
Mas quando temos tudo isso em uma só, é preciso compartilhar sem dúvida:

No msn…:
carinha: “Nossa, vc escreve muito bem. Gosto muito de te ler!”

Euzinha: “Ah, muito obrigada…”
carinha: “Fico imaginando como será no dia em que vc escrever nossa história… E então, todos se perguntarão se é autobiográfico…”
Euzinha: “Hã????????”
(e ele sem se estressar, continua)
carinha: “Sim, e eu caladinho vou ler e reler suas palavras contando o que vivemos da maneira poética e linda como só vc sabe fazer.”
Euzinha: “Ei!! Espera aí… De que história, e ainda por cima NOSSA, estás falando?”
carinha: “A que teremos, caso vc me deixe ser o personagem principal”

É mole??!! O que eu respondi? Ahh gente, não há nada que se possa responder a uma cantada dessas, a gente ri, e divide a piada, né!! hahahahaha

p.s.: Fê, lembrei de ti. Na verdade quis ligar na hora que eu estava rindo por não acreditar. Imaginei que seria um bom post pro Central Whatever! rs

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fev
29

Hoje, voltando pra casa do trabalho sem nenhum Cd pra ouvir (o carro foi pra lavagem), resolvi escutar o nosso tão querido rádio. Confesso que só o escuto nessa época porque é quando eu anuncio o início das aulas… Enfim, quem escuta de verdade depois do mp3?…
Blábláblá pra cá, blábláblá pra lá quando escuto: “Hoje não sei onde, a partir de tal hora, vai rolar o Concurso “Acerte o Créu no 5!!”. A garota que dançar na velocidade 5, o Créu, ganha um celular!!!
Fiquei curiosíssima. É claro que eu sei o que é a dança do Créu, afinal de contas né botafoguenses… Créu pra vcs!!! rs. Mas essa coisa de velocidade não estava fazendo sentido, foi quando o locutor disse que ia soltar o Créu pra que as gatinhas pudessem ir treinando…
Puta que pariu!!!!!!!!!!!!!!! Desculpa aí os mais sensíveis, mas foi isso o que saiu da minha boca ao escutar a “parada” hahahah, seguido de uma boa e sonora gargalhada!! Não. Não estou fazendo discurso contra o funk, longe de mim… E não me venham também com o papo de que é uma vergonha, porque as pessoas que dançam e cantam (ou seja, que fazem o funk) cresceram escutando na boquinha da garrafa e todo mundo dizendo Amém!!
” Prá dançar créu
Tem que ter disposição
Prá dançar créu
Tem que ter habilidade
Eu venho te lembrar
Que ela não é mole não
Eu venho te falar
Que são 5 velocidades…”
Tá, Entendi o negócio da velocidade. Minha gargalhada foi, na verdade, por imaginar um concurso disso, que vamos combinar deve ter toda semana e aos montes. E a mulherada se estapiando pelo celular!! Detalhe: as demais participantes ganhariam cerveja grátis a noite toda, claaaaaaroooo, Créu, nelas!!… Mas tá, eu confesso novamente: me imaginei (tem dessas coisas. Quem tem síndrome de “Fantástico Mundo de Bob” sabe!!) e imaginei minhas amigas, digo cada uma delas (sim, estou falando com vocês fofuchas)num concurso “Acerte a velocidade 5!” Isso é no mínimo, bizarro!!!! Nem com todas as cervejas do Bar.
Mas pra quem estiver interessado, no youtube a dança do Créu é ensinada, e claro, um dos vídeos mais assistidos.
Isso é que é não ter “reco-reco, nem cururu com tosse”!!!!!!!!!!!! rs

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